Após mudar o próprio nome da empresa, a Meta já está dando os primeiros passos para criar o tão ambicionado metaverso. Em seu anúncio mais recente, a empresa afirma que começou a testar ferramentas para vender itens digitais e experiências em sua plataforma de realidade virtual Horizon Worlds. 

Neste momento inicial, a companhia explica que as novas ferramentas serão disponibilizadas apenas para alguns usuários selecionados. O grupo limitado inclui criativos que utilizam a plataforma imersiva para criar aulas, jogos e acessórios de moda virtuais, que podem ser acessados por headsets de realidade virtual. 

A ideia é que esses criadores possam testar diferentes formas de monetizar o seu trabalho na Horizon Worlds, desde vender um acesso a uma seção restrita do seu mundo virtual até artigos como jóias ou outros itens especiais.

No caso dos participantes nos Estados Unidos, a empresa também vai oferecer um apoio financeiro por meio do Horizon Creators Fund, um fundo de US$ 10 milhões anunciado em outubro do ano passado para premiar criadores responsáveis pelos mundos com maior engajamento.

Programa de bônus

De acordo com o comunicado da Meta, a compra de itens na Horizon Worlds estará disponível para maiores de 18 anos nos Estados Unidos e no Canadá, que são os dois países em que a plataforma foi lançada até o momento.

Imagem oficial do anuncio da Meta.
A compra de itens na Horizon Worlds estará disponível para maiores de 18 anos nos Estados Unidos e no Canadá.

Ao acessar o modo de criação na plataforma, os usuários selecionados poderão visualizar uma opção intitulada “Commerce” para vender itens.

Para incentivar o uso desse novo recurso de monetização, a Meta também anunciou esta semana que iniciará os testes do seu programa Horizon Worlds Creator Bonus com participantes dos EUA. 

O projeto consiste em programas de metas mensais em que os criadores recebem uma recompensa financeira ao final de cada mês com base no seu progresso. Segundo a Meta, essas bonificações não estão sujeitas a taxas e serão pagas integralmente aos criadores. 

Durante este período inicial de testes, os usuários serão recompensados por construírem mundos que geram o maior tempo de engajamento. No entanto, a companhia afirma que as metas serão diversificadas, podendo incluir desafios que incentivem os participantes a adotarem ferramentas e recursos recém-lançados.  

Cobrança de taxas

Apesar de a empresa não cobrar taxas dos bônus oferecidos em seu programa, parte do valor arrecadado nas vendas em si será retida. No caso das compras realizadas na Horizon, a companhia ficará com 25% do total restante após o pagamento da tarifa da plataforma.

Nas plataformas que cobram uma taxa de 30%, como acontece com o próprio Quest Store, da Meta, os criadores ficarão com pouco mais da metade do valor da venda; ou seja, a empresa de Zuckerberg reteria 25% dos 70% restantes.

Por enquanto, o foco da companhia será as soluções de monetização para criadores. Porém, os anúncios também estão na lista de recursos a serem explorados no futuro.

Os usuários que utilizarem as ferramentas de compras e participarem do programa de bônus deverão seguir a política de conduta de realidade virtual da empresa, assim como a política de conteúdos proibidos da Horizon Worlds. Caso algum criador viole as regras, ele será removido do programa.

Em fevereiro deste ano, a Horizon Worlds atingiu um total de 300 mil usuários mensais, sendo que a própria Meta revelou que cerca de 10 mil mundos já haviam sido criados nos primeiros meses. 

Os próximos planos incluem o lançamento da versão para dispositivos móveis da Horizon Worlds ainda este ano, além de a empresa já estar considerando ingressar no mercado de consoles de jogos.

Você também pode gostar