Apesar de já ser bastante utilizada no desenvolvimento web, iniciantes na área da programação podem ter várias dúvidas em relação ao JSON, entre elas para que finalidade ele é usado, qual é a sua sintaxe e quais são as vantagens que ele proporciona.

Dando um pequeno spoiler, podemos dizer que essa tecnologia facilita o tratamento e o intercâmbio de dados, tornando o processo leve, eficiente e simples.

Essa premissa despertou sua curiosidade? Então, se quiser compreender melhor os conceitos do JSON e sua importância nessa área, veja o que você ainda vai encontrar neste artigo:

  • O que é JSON?
  • Como é a sintaxe do JSON?
  • Por que aprender JSON e quais as vantagens de usar?
  • Quais são os tipos de dados usados no JSON?

Nos acompanhe neste post e tenha uma boa leitura!

O que é JSON?

Para facilitar o entendimento, podemos dizer que o JSON, ou JavaScript Object Notation, de certa forma, é um tipo de “linguagem universal” usada para a comunicação entre aplicações. É importante compreender, no entanto, que não se trata de uma linguagem de desenvolvimento, mas de um padrão de formatação leve que permite a troca de dados e informações entre diferentes linguagens e sistemas.

Os arquivos JSON utilizam a extensão .json e são extremamente fáceis de ler, pois contêm apenas texto puro estruturado de forma simples e intuitiva. Além disso, a sintaxe do JSON é derivada da linguagem de programação JavaScript, o que facilita o uso em conjunto das duas ferramentas. No entanto, grande parte das linguagens modernas pode facilmente se comunicar com o JSON.

Atualmente, a tecnologia é muito popular no universo do desenvolvimento de softwares, sendo aplicada até em sistemas de empresas renomadas, como Google, Yahoo, Twitter e Facebook. Isso se deve à sua simplicidade e legibilidade que, quando comparadas ao XML — outro padrão muito conhecido —, mostram-se bastante vantajosas.

Como é a sintaxe do JSON?

A sintaxe do JSON é extremamente fácil de ser aprendida. O ponto principal que você deve ter em mente é que os objetos são compostos pelos pares chave/valor. As chaves são os nomes dos atributos, enquanto os valores, como o próprio nome indica, representam os dados que um atributo deve receber.

Além disso, o objeto JSON é definido dentro de um par de {}. Esse objeto pode conter quantos pares de chave/valor forem necessários, sendo que eles devem ser separados por vírgula. Já o sinal de dois pontos é utilizado para separar a chave e os seus respectivos valores. 

Vale ressaltar também que as chaves e os valores do tipo string são escritos entre aspas duplas. Veja o exemplo abaixo para entender melhor:

{

“país”: “Brasil”, 

“estado”: “Minas Gerais” 

}

Perceba que no exemplo temos um objeto com dois pares chave/valor. No primeiro, a chave é “país” e seu valor respectivo é “Brasil”. Já a segunda chave é “estado”, que recebe “Minas Gerais” como valor.

Mas e se uma determinada chave tiver mais de um valor? Para isso, é preciso definir um array, o que é feito com o uso de []. Veja o exemplo:

{

“estadosSudeste”: [“Minas Gerais”, “São Paulo”, “Rio de Janeiro”, “Espírito Santo”]

}

Por que aprender JSON e quais as vantagens de usar?

Se você tem interesse em seguir uma carreira no ramo do desenvolvimento, é bom ter em mente que o JSON é uma das tecnologias que precisam estar no seu currículo. Afinal, softwares do mundo todo precisam compartilhar informações diariamente. 

Nesse cenário, surge o desafio: como garantir que uma aplicação escrita em Python possa consumir os dados de um servidor em PHP, por exemplo? A resposta é mais simples do que parece: é necessário utilizar um padrão de dados que pode ser facilmente interpretado por várias linguagens.

O JSON oferece parsers para uma grande parte das linguagens de programação mais usadas, como Ruby, Java, C, Cobol, PHP, entre outras. Aliadas a essa facilidade de interpretação, a leveza e a rapidez do formato tornaram o seu uso popular na aplicação de um conceito adotado em diversos sites: o AJAX — Asynchronous JavaScript e XML. 

Basicamente, o AJAX é um conceito que utiliza tecnologias de desenvolvimento web para criar aplicações assíncronas. Isto é, ele permite que um site, por exemplo, atualize suas informações sem atualizar a página. Inicialmente, o XML era empregado para esse fim, mas já é comum que ele seja substituído pelo JSON.

No mais, o uso do JSON em suas aplicações oferece uma série de vantagens, como:

  • sintaxe simples, fácil de ser aprendida e implementada;
  • arquivos de tamanhos menores quando comparados a outros padrões, como XML;
  • suporta objetos;
  • facilita a leitura;
  • garante maior velocidade para transportar e executar dados, o que melhora o desempenho das aplicações.

Quais são os tipos de dados usados no JSON?

Outro ponto que você precisa saber sobre essa tecnologia é que ela é tipada. Em outras palavras, para criar objetos JSON, as chaves precisam receber valores dos tipos suportados pela ferramenta. No caso, são quatro: string, numérico, booleano e nulo.

String

Uma string é uma sequência de caracteres que deve estar definida entre aspas duplas, como no exemplo:

{

“nome”: “Laura”

}

Numérico

O tipo numérico não precisa ser colocado entre aspas, mas deve ser um número inteiro ou real. Observe:

{

“idade”: 25,

“salário”: 3.000

}

Booleano

O tipo booleano é um tipo lógico que só pode receber os valores false ou true. Ele também não precisa ser colocado entre aspas. Veja:

{

“casada”: true

}

Nulo

Por fim, o tipo nulo é usado quando uma chave não recebe informações. Por exemplo:

{

“endereço”: null

}

Agora você já sabe o que é o JSON e entende por que é importante aprender a utilizar essa tecnologia em suas aplicações. Por isso, é importante ressaltar que, para seguir uma carreira na área de desenvolvimento, é essencial conhecer as ferramentas mais utilizadas e sempre ter disposição para adquirir novos conhecimentos!

Este conteúdo foi útil para você? Então, aproveite a visita ao nosso blog e entenda o que são e como funcionam as aplicações web!

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