O desenvolvimento de aplicações web é uma das áreas mais promissoras dentro da tecnologia da informação para os próximos anos. Aliás, pode ser uma ótima escolha de carreira para todos que pensam em mudar de área e queiram apostar em mercados consistentes, com ótimos resultados.

Afinal, estamos falando de uma área flexível, abrangente, na qual você consegue trabalhar com diversos tipos de linguagem. Além disso, é uma atuação bastante desafiadora, principalmente com o advento do mobile.

Quer saber mais sobre essa área? Confira:

O que é aplicação web?

A aplicação web diz respeito a uma solução que é executada diretamente no browser (ou navegador), não sendo preciso realizar uma instalação na máquina do usuário. Pode-se, também, utilizar como definição “tudo aquilo que é processado em um servidor terceiro”. As plataformas de e-commerce e as redes sociais são alguns dos exemplos que se enquadram nesse perfil.

Como funciona uma aplicação web?

Para que uma aplicação web funcione, ela depende de um servidor web, de solicitações realizadas pelos usuários, do uso de protocolos e métodos (normalmente o HTTP) e da resposta do protocolo.

A aplicação deve permitir que as pessoas usuárias consigam fazer uma solicitação e receber algo em resposta. Ou seja, elas precisam mediar essa interação de forma natural, devolvendo o que a pessoa deseja como resultado — por exemplo, se a pessoa pede para abrir uma foto, é preciso que isso seja devolvido à ela, e não a abertura de uma página aleatória.

Nesse sentido, o servidor tem por função receber a solicitação do público e devolver uma resposta para a aplicação. A resposta pode ser a abertura de uma nova página, imagens, documentos, entre outros.

Outro componente da aplicação web é o protocolo HTTP. Ele é como uma espécie de “linguagem” que determina o padrão pelo qual a solicitação realizada se comunica com o servidor. Outros protocolos envolvidos em aplicações web podem ser:

  • FTP (transmissão de arquivos);
  • SMTP (envio de mensagens para um servidor de e-mail);
  • POP e IMAP (acesso a mensagens de e-mail eletrônico).

Uma das principais vantagens é que, como a maioria domina o uso dos navegadores, a usabilidade dessas soluções é tranquila para o público, sem a necessidade de um treinamento detalhado sobre como utilizar a aplicação.

Além disso, todas as atualizações necessárias são feitas por meio de um único servidor central, não sendo preciso baixar aplicações ou realizar reinstalações. Logo, temos tudo feito de forma centralizada, sem maiores problemas, bastando realizar a adaptação no servidor.

Quais as diferenças entre aplicações web e sistemas tradicionais?

É importante deixarmos claro que aplicações web e sistemas tradicionais não são a mesma coisa! Os sistemas tradicionais apresentam o mesmo resultado para todos, ou seja, não há adaptações ou navegações personalizadas de acordo com cada visitante. Agora, quando você abre o Facebook, a sua página não é a mesma encontrada pelos seus amigos — as permissões, a usabilidade e a visualização são diferentes —, algo característico de aplicações web.

Além disso, não é preciso qualquer tipo de instalação nas máquinas quando se trata de aplicações web. O mesmo não ocorre quando falamos em sistemas tradicionais, que precisam ser adaptados para cada sistema operacional e dependem de instalação e atualizações manuais.

Outro ponto é que as aplicações web não passam por problemas de instabilidade por incompatibilidade com outros softwares, um aspecto extremamente comum em soluções tradicionais.

Qual a diferença entre site e aplicação web?

Outra dúvida comum é a diferença entre site e aplicação, já que ambos operam no navegador por isso, podem gerar conflitos de entendimento. Contudo, o que você precisa saber é que a aplicação web é interativa, ou seja, a pessoa tende a ter um maior engajamento com o item.

Veja o Trello (site gerenciador de tarefas), por exemplo. A pessoa pode criar quadros para cada tipo de trabalho, cartões para cada tarefa, inserir conteúdos de outras plataformas (Google Drive, One Drive, Dropbox e do próprio Trello), entre outras funções interativas, oferecendo um serviço de fato para a pessoa.

Já um site é mais estático. Ele é apenas um conjunto de páginas que, normalmente, informam o usuário sobre alguma coisa, não tendo muito o que complementar por parte da pessoa. Quem está acessando pode até interagir, mas em uma menor proporção, bem como não consegue adicionar mais conteúdos no local. A pessoa não tem a possibilidade, por exemplo, de cadastrar informações nos bancos de dados por meio do site, sendo necessária a integração com aplicações web dentro daquela página.

Como ser uma pessoa desenvolvedora de aplicações web?

Há três tipos de profissionais que atuam no desenvolvimento de aplicações web — profissional de desenvolvimento front-end, back-end e full-stack. Vamos falar sobre cada um deles a seguir!

Responsável por desenvolvimento front-end

Quem trabalha nessa área é responsável por toda a programação das interfaces de um projeto web — aquilo que o usuário vê, interage e tem acesso. Por isso o conceito de “front-end”, ou seja, o que está de frente para o utilizador. Em suas atividades, precisa trabalhar com aquilo que é intuitivo, claro e nítido para o público.

É interessante ressaltar que 80% do carregamento das aplicações acontecem no front-end, bem como elas têm se tornado cada vez mais complexas diante da necessidade de responder ao User Experience (UX).

Profissional de desenvolvimento back-end

Quem trabalha nessa área é responsável por toda a parte de códigos da aplicação. Isso quer dizer que a pessoa cuida daquilo que dá suporte para a interface funcionar. Esse profissional precisa estar atento a questões como segurança dos dados, banco de dados e integração de serviços web.

Todo o trabalho de back-end deve ser realizado em conjunto com quem trabalha com front-end, para que ambos se comuniquem e entreguem o melhor resultado.

Profissional de desenvolvimento full-stack

Esta pessoa cuida de ambas as áreas, então, precisa dominar todos os conceitos relacionados às aplicações web para realizar todos os processos com maestria.

Independentemente do tipo de profissional, para trabalhar com aplicações web é fundamental ter conhecimento em algumas áreas, tais como:

  • HTML e CSS— a primeira se trata de uma linguagem de marcação, enquanto a segunda é responsável por melhorar a aparência das páginas;
  • linguagens de programação — principalmente Python, Java e PHP;
  • bancos de dados — pois toda aplicação web precisa armazenar dados em algum lugar;
  • MVC (Model, View e Controller) — trata-se de um padrão de arquitetura que permite implementar uma interface intuitiva e acessível para o usuário.

Diante disso, quem trabalha com programação deve se dedicar ao conhecimento dessas áreas, bem como obter as principais certificações do mercado para esse nicho, como:

  • certificação PHP;
  • Oracle;
  • Java;
  • MCSA — Web Applications.

Para isso, é essencial que você tenha uma boa base de programação. Caso contrário, poderá passar dificuldades em todo o processo!

A área de aplicações web tem se tornado cada vez mais expansiva, devido à necessidade de criar soluções que podem ser acessadas por meio de qualquer dispositivo, com boa eficiência. Por isso, se deseja mudar de carreira, pode ter certeza de que investir nessa profissão poderá trazer bons frutos.

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