Python: o que é, como usar, guia pra aprender a linguagem

O Python é uma linguagem de programação de alto nível utilizada em diferentes tipos de aplicações, como para o desenvolvimento web, em Machine Learning, no desenvolvimento de jogos e muito mais. 

Não é à toa que ela ocupa o segundo lugar entre as linguagens mais populares do mundo, de acordo com o relatório de classificação RedMonk referente a meados de janeiro de 2021.

Essa linguagem é fácil de ser aprendida? Bom, tudo dependerá da sua dedicação para estudar essa linguagem a fundo. Contudo, caso você siga um cronograma de estudos correto, você não terá dificuldades no aprendizado do Python. Nesse guia, vamos ver alguns tópicos para facilitar o aprendizado do Python. São eles: 

Continue conosco e boa leitura!

O que é Python?

Python é uma linguagem de programação extremamente simples e versátil, pois, como sua sintaxe é moderna e objetiva, ela foi elaborada para que as pessoas desenvolvedoras escrevam instruções com menos linhas de código. 

No caso, por ser de fácil compreensão, foi uma linguagem que ganhou popularidade entre as empresas devido ao seu código enxuto. Além disso, ela possui uma grande quantidade de bibliotecas disponíveis para auxiliar no nosso dia a dia, e tem uma grande comunidade de pessoas desenvolvedoras. 

Entendi, legal! Quero conhecer mais sobre essa linguagem, desde sua origem até os dias atuais. Isso é possível? Claro, vamos lá! 

Como surgiu a linguagem Python?

O desenvolvimento da linguagem Python começou no final da década de 1980 por Guido Van Rossum, enquanto ele trabalhava no Centrum Wiskunde & Informatica — CWI — em Amsterdã. Seu objetivo era criar uma linguagem de script mais eficiente, capaz de acessar recursos do sistema operacional Amoeba.

Em 1994, surgiu a primeira versão da linguagem Python. O nome escolhido não tem nenhuma relação com a espécie de cobras de mesmo nome, apesar de seu logotipo ser o de duas cobras entrelaçadas. Em vez disso, a escolha foi em função de um programa de televisão da época criado por um grupo de comediantes chamado Monty Python.

Desde então, a linguagem Python recebeu diversas atualizações. Ela tem o código aberto e é disponibilizado sob a licença PSF License Agreement, que é semelhante à General Public License(GPL). Atualmente, está na versão 3.9.5 e é possível fazer o Python download gratuitamente a partir da página oficial da linguagem.

Muito bacana saber dos primórdios dessa linguagem! Mas, para que fim eu posso utilizar o Python? Esse será o assunto da próxima seção.

Para o que serve o Python? Algumas especificações da linguagem!

A linguagem Python pode ser utilizada para projetar o back-end de nossa aplicação ou ser utilizada para construção de inteligências artificiais. Além disso, o Python também pode ser utilizado para análise de dados. 

Ou seja, ela é uma linguagem que roda no lado do servidor, para elaborar a lógica de uma aplicação. E, desse modo, ela é uma linguagem eficiente tanto para a construção de pequenos sistemas quanto para o desenvolvimento de aplicações complexas.

Vejamos a seguir algumas especificações dessa linguagem:

  • A linguagem Python é multiparadigma, o que significa que podemos programar com base em diferentes estilos de programação, como a programação funcional, a procedural e a orientada a objetos
  • Python é uma linguagem multiplataforma, pois tem versões para diversos sistemas operacionais, entre eles: Windows, Linux e macOS. Além disso, ela é mantida pela Python Software Foundation (PSF), uma organização sem fins lucrativos.
  • O Python é uma linguagem interpretada, pois ela não gera aquivos executáveis como acontece na linguagem C, por exemplo. Em vez disso, ela contém um interpretador, que é responsável por traduzir o código fonte em linguagem de máquina e, assim, executar o programa.
  • Na prática, o interpretador transforma o código-fonte para o formato byte code, que corresponde à linguagem de máquina ou código binário, e envia para um ambiente chamado PVM — Python Virtual Machine —, sendo uma máquina virtual Python que contém o ambiente capaz de executar o programa.

É importante dizer que existe como gerar arquivos executáveis a partir do código-fonte escrito em Python. Entretanto, é preciso utilizar ferramentas desenvolvidas por terceiros, como a Py2exe, PyInstaller, entre outras, que podem ser baixadas gratuitamente na internet. 

Atualizações da linguagem

Vejamos na tabela a seguir algumas atualizações que ocorreram ao decorrer dos anos na linguagem Python: 

AnoAcontecimento
1991A versão 0.9.0 é lançada por Van Rossum
1994Versão 1.0 publicada com o paradigma de programação funcional
2000Versão 2.0 publicada com a inserção do garbage collector.
2008Versão 3.0 é publicada com ajustes de design.
2020A versão 2.x do Python tem seu suporte descontinuado.

Por que Python é tão valorizado? 5 motivos para aprender!

Como mencionamos no início do texto, a linguagem Python ocupa o segundo lugar na preferência mundial. Existem diversos fatores que contribuem para esse resultado positivo. Confira por que vale a pena aprender a programar nessa linguagem.

1. É fácil de aprender

A linguagem Python tem a sintaxe simples e o mais objetiva possível. Um exemplo é que não precisamos utilizar o sinal de ponto e vírgula ao final de cada declaração e as chaves para delimitar os comandos de estruturas de repetição e condicionais, como acontece em outras linguagens de programação.

2. É portátil e multiplataforma

A linguagem Python pode ser instalada em diferentes sistemas operacionais, como Windows, Linux e macOS. Além disso, existem distribuições portáteis, que podem ser utilizadas em pen drives, o que é ideal para facilitar a vida das pessoas programadoras na fase de desenvolvimento da aplicação.

3. É open source e gratuito

A linguagem Python é de código aberto, o que significa que é possível baixar seu código fonte escrito em linguagem C e realizar alterações. Também não é preciso pagar por sua licença de uso. Além disso, ele contém inúmeras bibliotecas e frameworks gratuitos que podem ser utilizados para obter recursos adicionais.

4. Oferece múltiplas possibilidades de desenvolvimento

É possível desenvolver diferentes tipos de aplicações com a linguagem Python, tanto sistemas comerciais para desktop, quanto softwares mais complexos de Machine Learning e Inteligência Artificial. As bibliotecas e frameworks disponíveis para a linguagem ampliam ainda mais a possibilidade de desenvolvimento.

Um exemplo é o framework Django, que é utilizado para o desenvolvimento de aplicações web. Por toda essa abrangência, ela foi escolhida em primeiro lugar como a linguagem de programação mais desejada pelas pessoas programadoras na pesquisa Stack Overflow de 2020.

5. É uma linguagem “curinga”

A linguagem Python é extremamente poderosa e oferece uma ampla possibilidade de desenvolvimento de sistemas.

Como consequência, amplia as oportunidades de trabalho às pessoas programadoras, que podem escolher entre as diferentes possibilidades de desenvolvimento como a de aplicações para web. Além disso, sua sintaxe é simples e intuitiva, o que facilita o aprendizado.

Bom, agora que já vimos a origem dessa linguagem, as utilizações mais recorrentes do Python, vimos um raio-x das suas utilizações nos últimos anos e os motivos para o aprendizado da linguagem, agora, será apresentado alguns conceitos práticos dela. 

Guia para iniciantes em Python: principais conceitos da linguagem!

Fazendo seu primeiro “Olá Mundo” ou “Hello World”!

Antes de falarmos sobre os conceitos práticos da linguagem Python, vamos verificar como é feito um simples “Olá Mundo” para iniciarmos os trabalhos nessa linguagem. 

Para darmos um “Hello World” e ele ser exibido na tela, precisamos apenas de uma linha de código. O quê? Exatamente isso, somente uma linha. Para isso, será necessário que você abra o seu editor de código, que pode ser o pyCharm ou o Visual Studio Code e digite o seguinte comando: 

print(“Hello World”)

Nesse caso, para executar um arquivo com a extensão .py, você deverá abrir o prompt de comando em sua máquina e navegar até onde o arquivo Python criado está localizado. Caso você possua alguma dúvida sobre os comandos CMD no Windows, clique aqui para verificar alguns deles. 

Prompt de Comando

Feita a abertura do CMD, você deverá navegar até onde seu arquivo foi criado e digitar o seguinte: 

Python mome_arquivo.py

O nome do arquivo poderá ser qualquer um, desde que não possua espaços entre ele e nem caracteres especiais, como acentos. Feito isso, ao executar o comando acima, o resultado será o seguinte: 

Hello World resultado

Sim! Você precisou de apenas uma linha para fazer um “Olá mundo” em Python, com a palavra reservada print. Nessa linguagem não há ponto e vírgula, obrigatório em linguagens como PHP, por exemplo. 

Agora veremos alguns conceitos básicos sobre a linguagem nas seções a seguir.

O que é variável em Python?

Antes de falarmos sobre o que é variável em Python, é importante relembrarmos o seu conceito. Na prática, uma variável corresponde a um espaço endereçável na memória (RAM) do computador alocada durante a execução do programa para armazenar um determinado valor que poderá ser utilizado várias vezes em um programa.

O conteúdo armazenado em uma variável pode ser de diferentes tipos de dados, como strings, inteiros, booleano etc. Uma das características mais importantes das variáveis em Python é que elas indicam a referência a um objeto, ou seja, qualquer variável representa um objeto.

Ou seja, variáveis são como caixinhas que guardam informações na memória de nosso equipamento. Cada variável seria uma caixinha com seu respectivo valor contido nela. Veja um exemplo:

nomes = ['João', 'Maria', 'Pedro']
lista_nomes = nomes
lista_nomes.append('Paula')
 
print(lista_nomes)
#Resultado: ['João', 'Maria', 'Pedro', 'Paula']
 
print(nomes)
#Resultado: ['João', 'Maria', 'Pedro', 'Paula']

No código acima, criamos uma lista chamada “nomes” com 3 itens. A seguir, dizemos que a variável “lista_nomes” recebe os valores de “nome”. Por fim, exibimos na tela o conteúdo das duas variáveis. Perceba que mesmo sem atualizar o conteúdo da variável “nome”, ela reflete as alterações feitas em “lista_nomes”.

Isso acontece exatamente porque ela armazena a referência do espaço em memória em que a lista foi criada. Dessa forma, quando alteramos a lista para adicionar mais um elemento, todas as variáveis que apontam para esse espaço em memória refletirão essa atualização.

É importante dizer que existem tipos de dados mutáveis, que aceitam a alteração de seu conteúdo original e imutáveis, que alocam um novo espaço na memória sempre que uma alteração é feita. Assim, os dados de variáveis imutáveis ficam como que perdidos na memória até que um recurso chamado coletor, que funciona como um coletor de lixo, faça a limpeza desse conteúdo.

O que são variáveis primitivas?

Uma variável primitiva no Python significa uma representação de algum conceito de nosso cotidiano, que podem ser letras, números, sinais de pontuação, dentre outros. Eles servem para definição da quantidade de memória que será alocada. 

Vejamos abaixo alguns exemplos de variáveis primitivas:

a) Inteiros

O tipo inteiro representa os números não decimais positivos ou negativos e de tamanho ilimitado. Para uma variável ser considerada do tipo inteiro, basta atribuir um valor com essas características a ela ou indicar o tipo antes de atribuir o valor. Veja um exemplo:

a = 1
b:int = 1
  
print(type(a)) #Resultado: <class 'int'>
print(type(b)) #Resultado: <class 'int'>

b) Float

O tipo float, que é chamado de número de ponto flutuante, também faz parte dos tipos numéricos e é representado pelos números que contêm uma ou mais casas decimais. Veja um exemplo:

i = 199.90
print(i) #Resultado: 199.9
print(type(i)) #Resultado: <class 'float'>

c) Bool

O tipo bool é representado por uma entre duas possibilidades de valores, são eles: True ou False, que indica verdadeiro ou falso. Além de declarados em variáveis, os valores do tipo bool são utilizados para comparar e avaliar expressões. Confira o exemplo abaixo:


i = 10
resultado = (i == 10)
print(resultado) #Resultado: True
 
print(i == 10) #Resultado: True
print(i >= 10) #Resultado: True
print(i < 10) #Resultado: False

d) String

Em Python, o tipo string funciona como um array de caracteres. Por isso, é possível acessar cada caractere através de seu índice correspondente. Para declarar uma string, basta informar o conteúdo delimitado por aspas ou aspas duplas. Veja um exemplo:

nome = 'João da Silva'
print(nome) #Resultado: João da Silva
print(type(nome)) #Resultado: <class 'str'>

O que são variáveis Built-Ins?

As funções built-ins são funções que já são incorporadas na linguagem, por padrão, não necessitando a importação de arquivos terceiros. 

Vejamos alguns exemplos dessas funções: 

a) abs → retorna o valor absoluto de um número, isto é, sempre retornará um número positivo:

abs(-3.6)
#Resultado: 3.6

abs(-5.4)
#Resultado: 5.4

abs(-9)
#Resultado: 9

abs(87)
#Resultado: 87

b) bin → realiza a conversão de um número inteiro em uma string em formato binário:

bin(10)
#'0b1010'

c) type → retorna o tipo de dado do valor que foi passado como parâmetro, entre parênteses: 

type(555)
#class 'int'

type("ola")
#class 'str'

type(2.8)
#class 'float'

type([34,5])
#class 'list'

Quais os tipos de dados em Python?

Em Python, não é necessário inicializar uma variável como acontece em outras linguagens de programação. Ao atribuir um valor qualquer a ela, ele será identificado de acordo com os tipos de dados disponíveis na linguagem. 

Além dos tipos de variáveis que foram explicados anteriormente, temos os tipos seguintes: 

  • Long

O tipo long pertence ao conjunto de tipos numéricos inteiros de tamanho ilimitado. Na prática, esse tipo de dado em Python só é utilizado até a versão 2.x da linguagem. A partir da versão 3.x, todas as variáveis declaradas como inteiro podem ter o tamanho ilimitado.

  • None Type

O tipo None pertence à classe NoneType e é um objeto utilizado para indicar valores nulos. Na prática, ele é uma palavra-chave que indica, por exemplo, que uma determinada variável não contém nenhum valor. É importante dizer que None difere de uma string vazia, de um número inteiro igual a zero ou do valor bool igual a False.

Podemos atribuir o valor None a qualquer variável para indicar que ela não tem um valor específico. Ele também pode ser utilizado para analisar expressões. Veja o código a seguir:

print(type(None)) #Resultado: <class 'NoneType'>
i = None
a = i
print(i == a) #Resultado: True
print(i == None) #Resultado: True
print(a == None) #Resultado: True
 
print(type(a)) #Resultado: <class 'NoneType'>
print(type(i)) #Resultado: <class 'NoneType'>
print(i == False) #Resultado: False
print(i == 0) #Resultado: False

Estruturas condicionais em Python: if, elif e else

Toda linguagem de programação precisa ter estruturas condicionais, que são comandos utilizados para verificar se uma expressão é verdadeira ou falsa e executar determinados blocos de código em cada situação específica. Confira como a estrutura if, elif e else funcionam em Python.

if/else

O comando Python if é utilizado para verificar a condição de uma expressão e executar ou não um determinado bloco de código. A instrução if pode ser executada sozinha ou em conjunto com a instrução else, que possibilita a execução de outro conjunto de códigos caso a condição avaliada seja falsa.

Veja a sintaxe no pseudocódigo a seguir:

if <condicao_verdadeira>:
   <bloco_de_codigo>
else:
   <outro_bloco_de_codigo>

É importante dizer que em Python não há a necessidade de delimitar o bloco de códigos com as chaves de abertura e fechamento: “{“ e “}”, como acontece em outras linguagens de programação. Na prática, basta adicionar o caractere de dois pontos “:” após a expressão. 

Veja um algoritmo de exemplo de código com a estrutura Python if else:

nome = 'João'
if nome == 'João':
    print(True)
else:
    print(False)
#Resultado: True

if/elif/else

Existem situações em que pode ser necessário avaliar outra condição caso a primeira expressão seja falsa. Nesse cenário, podemos utilizar a instrução elif, que avalia se outra condição é verdadeira. Veja a sintaxe abaixo:

if <condicao_verdadeira>:
    <bloco_de_codigo>
elif <nova_condicao_verdadeira>:
    <novo_bloco_de_codigo>
else:
    <outro_bloco_de_codigo>

Também podemos usar o comando else para executar outro bloco de códigos se a condição não for satisfatória. Veja o código de exemplo abaixo:

numero = 20
if numero < 10:
    print(True)
elif numero == 20:
    print("O número é igual a 20")
else:
    print(False)
#Resultado: O número é igual a 20

No código acima, verificamos se o número é menor que 10. Caso não seja, avaliamos novamente se ele é igual a 20. A seguir, retornamos uma mensagem na tela para cada condição específica.

Retornando uma sequência de números: função Python range

A função Python range é utilizada para criar uma sequência numérica. Podemos determinar qual será o valor inicial, o ponto de parada e o valor utilizado para incrementar a lista, que por padrão é 1. 

Trata-se de um recurso útil para servir como contador em estruturas de repetição, por exemplo, ou para aplicar em variáveis quando precisamos utilizar números sequenciais como listas ou tuplas. Veja o código a seguir:

numeros = list(range(11))
print(numeros)
#Resultado: [0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10]
for i in range(0, 11, 2):
    print(i)
 
'''
resultado:
0
2
4
6
8
10
'''

No código acima, utilizamos a função range() para criarmos uma lista com 10 elementos e, também, em uma estrutura de repetição for para servir como contador para imprimirmos os números pares no intervalo de 0 a 10.

Laço de repetição Python for

O Python for loop é utilizado para executar um determinado bloco de comandos a partir da avaliação de uma expressão feita em variáveis iteráveis. Vale ressaltar que elementos iteráveis são aqueles que podem ser manipulados de forma sequencial pelas funções __next__() e __iter__(), como strings, listas ou tuplas. Veja a sintaxe abaixo:

for <elemento> in <conjunto_de_elementos>:
    <bloco_de_codigo>

Veja um código de exemplo:

lista_linguagens = ['Python', 'C', 'Java', 'JavaScript']
for linguagem in lista_linguagens:
    print(linguagem)
 
'''
Resultado:
Python
C
Java
JavaScript
'''

No código acima, definimos uma lista com 4 linguagens de programação. A seguir, utilizamos a estrutura de repetição for para percorrer todos os elementos da lista e exibi-los na tela.

Laço de repetição Python while 

A estrutura de repetição Python while é utilizada quando é preciso executar um bloco de códigos repetidas vezes enquanto uma determinada condição for verdadeira. Ao utilizar esse recurso, entretanto, é preciso atenção para garantir que exista um ponto de interrupção que indique o término da execução em loop. Veja a sintaxe:

while <condicao_verdadeira>:
    <bloco_de_codigo>
else:
    <outro_bloco_de_codigo>

Confira um código de exemplo:

linguagem = 'Python'
i = 0
while (i < len(linguagem)):
    print(linguagem[i])
    i += 1
 
'''
Resultado:
P
y
t
h
o
n
'''

No código acima, utilizamos o loop while para percorrer o conteúdo de uma string e exibir cada caractere na tela. Perceba que utilizamos a variável “i” como contador, como índice para acessar cada caractere da string e como ponto de parada para o laço while.

Armazenando itens em uma única variável: Python list

O Python list é uma estrutura de dados utilizada para armazenar diversos valores em uma única variável. Seus elementos são organizados sequencialmente e acessados por meio do índice correspondente ao item ou por meio de métodos para a manipulação de listas disponíveis na linguagem.

É possível armazenar diversos tipos de dados em uma lista, como strings, inteiros, bool e, inclusive, outras listas. Os elementos de uma lista são delimitados pelos sinais de colchetes: “[“ e “]”. Veja um exemplo:

lista_pessoas = ['João', 23, ['Python', 'JavaScript']]
print(lista_pessoas) #Resultado: ['João', 23, ['Python', 'JavaScript']]
print(type(lista_pessoas)) #Resultado: <class 'list'>

Gerando números pseudo aleatórios: Python random

O módulo Python random é utilizado quando queremos gerar números pseudo-aleatórios, semelhantes a números aleatórios, entretanto, são produzidos por meio de algoritmos que utilizam um valor de base para gerar outros valores aleatórios. 

Esse é um recurso muito utilizado em algoritmos de cálculos estatísticos e de teorias de probabilidade, por exemplo. Além disso, o módulo random contém uma série de métodos auxiliares. Para utilizar esse recurso, devemos importar o módulo no código correspondente. É importante dizer que ao utilizar a mesma base e depurarmos o programa, o resultado gerado será sempre o mesmo. Veja um pequeno exemplo:

import random # necessário para utilizar o módulo random
 
random.seed(20)
print(random.random()) # resultado: 0.9056396761745207
print(random.random()) # resultado: 0.6862541570267026
 
random.seed(20)
print(random.random()) # resultado: 0.9056396761745207
print(random.random()) # resultado: 0.6862541570267026

Conheça alguns métodos de string do Python

A linguagem Python oferece uma série de métodos para facilitar a manipulação de variáveis do tipo string. É importante lembrar que a string é imutável, portanto, qualquer alteração em seu conteúdo será armazenada em uma nova variável. Confira alguns métodos a seguir.

a – Separando strings em substrings e retornando em listas: split

O método split() é utilizado para dividir uma string em uma ou várias substrings. O resultado obtido é retornado em formato de lista. Por padrão, o separador sempre é considerado o caractere de espaço, entretanto, podemos definir outro caractere, além de determinar a quantidade de elementos que queremos na lista. Veja um exemplo:

linguagens_de_programacao = 'Python JavaScript C Ruby'
lista_linguagens = linguagens_de_programacao.split()
 
print(lista_linguagens) #Resultado: ['Python', 'JavaScript', 'C', 'Ruby']
print(type(lista_linguagens)) #Resultado: <class 'list'>

Perceba que na variável “lista_linguagens” dividimos a string “linguagens_de_programação” com a função split() e ela separou os elementos de acordo com o caractere de espaço encontrado.

b – Substituindo substrings dentro de uma string: python replace

Outro método disponível para a manipulação de string é o Python replace(). Na prática, ele cria uma nova string com a alteração indicada na função, que tem três parâmetros. Veja a sintaxe:

string.replace(oldvalue, newvalue, count)

Os parâmetros oldvalue e newvalue são obrigatórios e indicam respectivamente o valor anterior e o novo conteúdo. Já o parâmetro count é opcional e indica o número de vezes que a alteração será realizada. Veja um exemplo:

linguagens_de_programacao = 'Python JavaScript C Ruby'
linguagens = linguagens_de_programacao.replace(' ', '-')
print(linguagens) #Resultado: Python-JavaScript-C-Ruby
print(type(linguagens)) #Resultado: <class 'str'>

No código acima, utilizamos a função replace() para trocar o caractere de espaço pelo caractere hífen.

Conheça os métodos de classe.

Um método de classe é o que pertence à classe como um todo. Ele não necessita de instâncias para ele. Nesse caso, um método de classe possui a palavra-chave @classmethod como declaração. Vejamos o exemplo a seguir: 

class Saudacao(object):
    @classmethod
    def ola(cls):
        print("Olá para %s" % cls.__name__)
Saudacao.ola()
#"Ola para Saudacao"

Todas as funções no Python tem a palavra def, que é uma palavra reservada para funções, assim como o function, no JavaScript.

Conheça os métodos de instância

Ao contrário dos métodos de classe, os métodos de instância necessitam de uma instância para poderem ser invocados. Esse é um método que você utilizará bastante em seus estudos:

class Produto(object):
    def myProduct(self):
        print("Olá para %s" % self.__class__.__name__)
Produto.myProduct()

#TypeError: hello() missing 1 required positional argument: 'self'

No caso acima, vemos que foi feita a invocação da função myProduct

Conheça os métodos estáticos

Os métodos estáticos são similares aos métodos de classe, mas não necessitam de um objeto de classe como parâmetro. Nesse caso, um método estático tem a palavra-chave @staticmethod como declaração:

class Saudacao(object):
    @staticmethod
    def ola(cls):
        print("ola para %s" % cls.__name__)

Saudacao.ola()
# TypeError: hello() missing 1 required positional argument: 'cls'

Conheça os principais frameworks que utilizam Python

Vejamos a seguir alguns frameworks que auxiliam em nossa produtividade no desenvolvimento de uma aplicação Python: 

  • Django: este framework possui código aberto e uma estrutura de alto nível para o desenvolvimento de aplicações. Ele tem como recursos disponíveis as URLs amigáveis, um sistema de templates, mecanismos de autenticação, facilidade para trabalhar com bancos de dados, dentre outros. É utilizado por empresas como: Pinterest, Instagram, Mozilla e Bitbucket.
  • Flask: O Flask é um micro-framework devido a sua simplicidade. Seu uso é mais indicado para projetos pequenos, pois ele não possui conexão com bancos de dados, validações de formulários, etc. Possui uma curva de aprendizado mais leve, devido a sua simplicidade. É utilizado pelo LinkedIn e pelo Pinterest, mesmo sendo indicado para projetos pequenos. 
  • Web2Py: Nesse framework, é permitido que as pessoas desenvolvedoras criem conteúdo de forma dinâmica para a Web. Ou seja, é dispensada a criação de formulários ou similares do zero para nossas aplicações. Ele segue o modelo MVC (Model, View e Controller) e sua escrita foi baseada em Django com Ruby on Rails. Tem integração com vários bancos de dados. 

Conheça as 3 principais bibliotecas Python.

Uma das características da linguagem Python é sua modularidade. Por isso, existem diversas bibliotecas disponíveis na internet que adicionam ainda mais poder a ela, o que é essencial para possibilitar o desenvolvimento de aplicações de diferentes setores, como Machine Learning, que significa aprendizado de máquina e Ciência de Dados. Confira as principais bibliotecas a seguir.

1. NumPy

A biblioteca NumPy é utilizada para o processamento de cálculos com matrizes e vetores. Ela contém uma série de funções para a manipulação de arrays simples e multidimensionais e é usada em algoritmos de Machine Learning, para a manipulação de imagens em sistemas de computação gráfica e muito mais.

Trata-se de uma biblioteca de código aberto e disponibilizada gratuitamente. Sua instalação pode ser feita por meio do gerenciador de pacotes como o pip. Vale ressaltar que existem distribuições do Python que já vem com o NumPy, como a Anaconda Python.

2. Pandas

A biblioteca pandas é utilizada para trabalhar com análise de dados. Ela oferece uma série de funções que permitem a leitura e manipulação de dados. Por isso, é amplamente utilizado em Machine Learning, Ciências de Dados, Mineração de Dados, em cálculos estatísticos e muito mais.

O pandas é uma biblioteca de código aberto desenvolvida sobre a biblioteca NumPy. Dessa forma, os dados podem ser estruturados de diferentes formas. Sua instalação pode ser feita por meio do gerenciador de pacotes pip.

3. SciPy

A biblioteca SciPy é utilizada para a realização de cálculos científicos, que requerem a utilização de algoritmos complexos. Ela é utilizada para resolver cálculos matemáticos e de engenharia, por exemplo. O SciPy também é uma biblioteca de código aberto e desenvolvida sobre a NumPy. Sua instalação pode ser feita por meio do gerenciador de pacotes.

Empresas que utilizam Python

Vejamos abaixo algumas empresas que utilizam o Python como back-end para suas aplicações: 

  • Google;
  • Spotify;
  • Instagram;
  • Amazon;
  • Facebook;
  • Pinterest;
  • Mozilla.

Só empresas de alto nível não é? Essa linguagem está presente em basicamente todos os sites que utilizamos. Contudo, como ela é uma linguagem que roda no lado do servidor, não conseguimos visualizar o código dela. 

Vejamos agora como está o mercado de trabalho para essa linguagem de programação.

Como está o mercado de trabalho para quem programa em Python?

O mercado de trabalho com o Python está muito aquecido atualmente por não termos muitas pessoas profissionais de análise de dados, sendo uma peça fundamental para qualquer empresa para visualizar seu desempenho. 

Em meados de 2021, essas pessoas foram de extrema importância para verificarem o crescimento ou a diminuição diária dos casos de infectados(as) pelo Covid-19, pandemia que se alastrou pelo mundo. 

Além disso, a inteligência artificial está ganhando força cada vez mais e, para isso, há um déficit de trabalhadores que construam lógicas para IAs, com o objetivo de automatizar tarefas repetitivas aos humanos.

Ou seja, caso você queira se aprofundar mais na linguagem Python e dominar ela, você encontrará muitas vagas que possam lhe favorecer em seu crescimento intelectual e profissional, pois é uma área que é recheada de muitos desafios. 

Muito interessante os conceitos dessa linguagem, não é? O Python pode ser utilizado para fazer diversas coisas, como algoritmos de machine learning, análise de dados, inteligências artificiais e até mesmo, APIs. 

Devido a sua simplicidade, o Python é uma linguagem que tem uma curva de aprendizado baixa e uma comunidade extensa para pedir ajuda, caso necessário. Além disso, a linguagem possui muitas bibliotecas que simplificam a vida do desenvolvedor ou desenvolvedora, escrevendo menos código que o habitual, gerando economia de tempo e aumento de produtividade.

Gostou do nosso guia completo sobre a linguagem Python? Então, confira nosso post sobre o que é desenvolvimento web e saiba como iniciar essa carreira!