A programação vem trazendo resultados importantes para o desenvolvimento da área tecnológica desde 1943, quando o conceito da primeira linguagem de programação começou a ser desenvolvido no primeiro computador, o ENIAC.

Já no início, o objetivo era explícito: criar uma forma de modelar o mundo real para automatizar algumas tarefas e obter agilidade e comodidade. A área evoluiu até os dias de hoje, quando seus efeitos podem ser vistos em praticamente todos os lugares.

Em vista disso, a programação se tornou uma profissão muito visada. Ela começou a atrair muitas pessoas e a criar uma grande demanda, por exemplo, de cursos de desenvolvimento web e de faculdade de TI, principalmente na proporção em que a computação ia se tornando popular. Desde já, aprender mais sobre essa área será um grande diferencial para quem deseja conseguir bons trabalhos e destaque profissional.

Neste artigo, abordaremos os principais conceitos e ideias associadas à arte de programar computadores na área de TI. Se quiser aprender e se aprofundar nesse tema, não deixe de conferir:

O que é programação?

Podemos definir programação como o ato de escrever instruções para que máquinas executem uma determinada função ou várias funções encadeadas. Ou seja, a partir de um conjunto de códigos, as pessoas se comunicam com os computadores e os configuram para a execução de alguma tarefa específica.

Quando paramos para analisar, os computadores não são de fato inteligentes, eles apenas executam processos com uma velocidade extremamente maior do que a nossa. Por isso, precisamos definir regras bem detalhadas e instruí-los cuidadosamente para que realizem algum trabalho, que pode ser calcular números como em uma calculadora ou simplesmente exibir um nome na tela.

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A programação lida com os diversos componentes do computador: o processador, a memória, os elementos de entrada e saída, etc. Os mesmos componentes serão manipulados, seja para desenvolver um sistema de streaming de música ou para criar um pequeno programa que mostra um número digitado.

Se precisássemos que um computador calculasse dois números, utilizaríamos algumas instruções específicas para esse fim. Por exemplo: em uma instrução, guardamos um número na memória do computador; em outra, salvamos outro número. Por fim, realizamos a soma com mais uma instrução.

Essas regras escritas ajudam as pessoas a dialogarem com as máquinas na linguagem delas. Contudo, isso é feito de uma maneira inteligente: as pessoas programadoras não precisam lidar com os códigos binários que os computadores entendem, mas com linguagens baseadas no idioma humano. Essas são chamadas linguagens de programação e são responsáveis por permitir essa interação.

Baixo nível e alto nível

As linguagens se dividem em dois tipos: de baixo nível e de alto nível. As de baixo nível são instruções complexas que lidam com configurações das máquinas, em um padrão binário. Era assim que as primeiras pessoas programadoras trabalhavam.

Com a modernidade, surgiu uma forma mais intuitiva: as linguagens de alto nível. Elas traduzem conceitos de um idioma comum, o inglês, para a linguagem das máquinas. Desse modo, é possível programar usando palavras compreensíveis para nós, e não um conjunto de comandos com bits.

A partir do uso de linguagens e dessas instruções, as pessoas conseguem desenvolver sistemas simples e robustos que ajudam a modelar o mundo real. A programação auxilia a estruturar a criação dos sistemas de informação que fazem parte do nosso mundo. Falaremos disso um pouco mais adiante.

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Qual a importância da programação?

Como já falamos, desde os primórdios, a programação tinha um objetivo de trazer maior comodidade à vida humana com automação. O foco era tornar as tarefas mais simples e menos demoradas.

Considere, por exemplo, a escrita e compare com a digitação em sistemas processadores de texto como o Microsoft Word. Antes da programação, a escrita era analógica. Tínhamos que pegar uma folha de papel, uma caneta e começar a escrever.

O processo envolvia ter que desenhar as letras, se preocupar com legibilidade, gerenciar o espaço no papel, tentar não errar e focar no conteúdo.

Com o Word, atualmente, você não precisa se importar com espaço, letras, legibilidade, ou com erros. Tudo isso é administrado pelo programa. Dessa forma, a única preocupação de quem escreve é com o conteúdo e com a mensagem. Assim, as pessoas conseguem escrever melhor e mais rapidamente.

Isso ocorre por conta da programação. A ciência de dar instruções aos computadores permitiu criar sistemas processadores que automatizam a escrita e a simplificam.

Presença constante em todo lugar

Na atualidade, percebemos a importância da programação a todo instante. Esse site que você está visualizando agora só existe porque ele foi programado com uma linguagem de desenvolvimento web, seguindo os princípios que mencionamos no começo do texto. Sistemas de streaming de vídeos, de músicas e mídias gerais também.

A internet só deixou de ser um conjunto de telas pouco interativas porque as pessoas começaram a programar portais e aplicações na web. Com isso, a rede se expandiu para o que temos hoje: um número muito grande de sites e de sistemas construídos diretamente na internet para atender a diversos fins.

Os aplicativos de celular e o próprio sistema operacional dos smartphones e dos computadores também são todos obras da programação. O crescimento da computação permitiu que o mundo inteiro se tornasse digital e que aplicações de software fossem vistas em todos os setores: medicina, logística, finanças, engenharia, TI, entre outros.

Digitalização do mundo real

Os programas digitalizaram o mundo real ao permitir que as pessoas criassem instâncias virtuais para modelar o que existe fisicamente.

Para pastas físicas, temos pastas virtuais; para meios de guardar documentos, temos bancos de dados; para as cartas de papel, temos mensagens instantâneas; para a escrita com papel e caneta, temos um sistema processador e um teclado. A lista segue.

Assim, pode haver maior segurança no mundo real, facilidade na resolução de problemas, melhor comunicação entre as pessoas, entre outras vantagens.

Base para novas tecnologias

Além de tudo isso já citado, a programação também é a base para outras tecnologias que impulsionam a inovação atualmente, como a internet das coisas, inteligência artificial e a computação em nuvem.

O que são hardwares, softwares e qual a relação com a programação?

Hardware e software são conceitos muito presentes no mundo da tecnologia. 

Mas o que eles significam? 

Vamos começar pelos hardwares, que são os componentes físicos presentes em dispositivos tecnológicos

Nos hardwares, as informações são transmitidas através de sinais elétricos representados por zeros e uns, chamados de bits. O zero indica a ausência de sinal e o um a presença. Mas como é possível termos tecnologias tão sofisticadas usando apenas dois algarismos? 

É nesse momento que entram em cena os softwares, que são sistemas desenvolvidos para intermediar as ações entre a pessoa usuária e a máquina

Para exemplificar, pense em um sistema operacional. O Windows, Linux e Mac OS são sistemas que foram criados para que você possa interagir com as funcionalidades presentes em um computador.  

Entretanto, essa interação só é possível graças à programação. É através dela que os softwares são criados, por meio do uso de uma linguagem de programação. Essa linguagem é usada para instruir a máquina sobre as ações que ela deve executar.

Quais os principais conceitos da programação?

Vamos explorar alguns conceitos principais da noção de programar. Acompanhe atentamente.

  1. Lógica de programação

A lógica de programação se trata de uma metodologia utilizada para resolver problemas. A partir dela, podemos identificar e criar uma sequência organizada de passos, que vão resultar em uma ação. A essas instruções damos o nome de algoritmo. 

A lógica está presente não só no universo da tecnologia, mas também em todo o nosso dia a dia. Pense no ato de se levantar da cama ou escovar os dentes. Para concluir essas tarefas você precisa seguir uma ordem coesa de ações. A diferença é que para as máquinas usamos uma linguagem de programação para construir as instruções, enquanto no dia a dia apenas seguimos uma lista de passos.

2. Algoritmo

InicioAlgoritmo

  1. Pegar uma lâmpada nova e uma escada;
  2. Subir na escada;
  3. Remover a lâmpada queimada;
  4. Instalar a nova lâmpada;
  5. Descer da escada;
  6. Guardar a escada;
  7. Descartar a lâmpada queimada.

FimAlgoritmo

A ideia de algoritmo é estrutural para o que entendemos o que é programação e como se programa. Trata-se de uma sequência de passos para atingir um objetivo, como se fosse uma receita estipulando todas as etapas para cozinhar algo.

Para exemplificar, criamos acima um algoritmo sobre como trocar uma lâmpada. Perceba que o processo nada mais é do que definir uma lista de ações que devem ser realizadas para concluir uma ação.

Outro exemplo seria como somar dois números. Nesse caso, o algoritmo poderia ser: primeiro, escolha um número; segundo, selecione outro número; então, some os dois; em seguida, exiba o resultado da soma. Ou seja, todo programa é um conjunto de etapas conectadas por uma lógica para gerar um determinado resultado esperado. Cada etapa procede em uma relação de causa e consequência.

A lógica algorítmica também compreende a ideia de “se-então”, que é tão comum na hora de programar. As condições criam ramificações que permitem testar possibilidades e estabelecer caminhos a depender do cenário: se Y é maior que 2, então subtraia uma unidade; se Y é menor do que 2, some uma unidade, por exemplo.

3. Variáveis e constantes

Uma variável é um espaço de memória para armazenar uma ideia ou um dado específico. Por ser armazenado, esse dado pode ser sempre resgatado quando referenciado pelo nome da variável.

São úteis para realizar operações: em uma calculadora, é possível salvar números em variáveis antes de fazer os cálculos entre eles. Dessa forma, não é necessário citar o valor da variável o tempo todo, só o nome dela.

As variáveis podem armazenar diferentes tipos de dados, dessa forma existem os seguintes tipos de variáveis:

  • int: número do tipo inteiro;
  • float: número do tipo decimal;
  • double: número do tipo decimal de precisão dupla;
  • char: caractere do tipo texto ou string: conjunto de caracteres que formam um texto;
  • boolean: valor verdadeiro ou falso.
var varMutavel = “Olá, mundo!”;
const varNaoMutavel = “Olá, mundo!”;

Em um arquivo com várias instruções, uma variável pode ser alterada a qualquer momento, recebendo novos valores na medida em que for conveniente. Veja no exemplo acima, em que criamos a variável “varMutavel” e atribuímos a ela o texto “Olá, mundo!”.

Contudo, existem variáveis que não mudam seus valores, e a essas damos o nome de constantes. No exemplo dado, temos a palavra “const”, de constante, em que atribuímos a “varNaoMutavel” o texto “Olá, mundo!”. Em ambos os casos, as variáveis recebem o mesmo valor. Entretanto, nesta última, não será possível alterar seu conteúdo ao longo do código. 

É válido ressaltar que utilizamos JavaScript no exemplo. Por isso, se atente ao modo como ocorre a declaração de variáveis na linguagem em que você está aprendendo.   

4. Funções/métodos

function soma(num1, num2){
    return num1+num2;
}

soma(10,2);

Antes de avançar, precisamos solidificar a ideia de funções ou procedimentos. Esses termos variam a depender da linguagem e do tipo de programação. Basicamente, eles são um conjunto de códigos ou instruções que realizam um trabalho específico. Tais instruções são agrupadas em um bloco e renomeadas para que sejam chamadas sempre que for conveniente.

Digamos que você já tenha o algoritmo de soma de dois números que mencionamos anteriormente. Quando for construindo outro sistema, o de uma calculadora completa, você pode precisar realizar a soma várias vezes.

Uma das soluções para isso é reescrever o código de soma toda vez que for necessário. A outra — mais eficiente — é utilizando as funções. Como o código já está escrito e tem um nome (você pode chamá-la de “soma”), é só referenciá-lo no momento específico e obter o resultado.

Note que fizemos isso no exemplo acima, utilizando a linguagem JavaScript. Desse modo, criamos a função “soma” usando o termo “function”. Então, passamos como parâmetro os valores que devem ser usados no cálculo e retornamos a soma deles. 

5. O que são operadores?

Operadores são símbolos que indicam ações que a aplicação deve executar. Para exemplificar, vamos a um exemplo prático. Veja o código abaixo, nele temos a variável “num1”, que recebe o valor inteiro de 10, “num2”, que recebe o valor 2 e “soma”, que recebe a soma das variáveis “num1” e “num2”. 

var num1 = 10;
var num2 = 2;
var soma = num1+num2;

Perceba que entre os números somados temos o símbolo de “+”. Esse símbolo é o operador de soma e indica ao sistema que uma adição deve ser efetuada. A soma é um operador matemático. Além disso, podemos encontrar operadores de comparação e lógicos, como veremos em sequência.

    Quais os principais operadores usados na programação?

  • Operadores matemáticos: são utilizados em cálculos e existem cinco tipos comuns, adição (+), subtração (-), multiplicação (*), divisão (/) e módulo (%). Assim como na matemática, esses operadores também seguem ordem de precedência;
  • Operadores de comparação: são operadores que realizam uma comparação e possuem como resultado um valor booleano, isto é, verdadeiro ou falso. Existem seis tipos mais comuns de operadores nesta categoria, o igual (==), diferente (!=), maior que (>), menor que (<), maior ou igual (>=) e menor ou igual (<=);   
  • Operadores lógicos: os operadores lógicos verificam se a expressão comparada é verdadeira ou não. Existem três tipos principais de operadores, o && (e) que retorna verdadeiro apenas se todas as expressões forem verdadeiras, o || (ou) que retorna verdadeiro se uma das expressões for verdadeira e o ! (not) que inverte o valor lógico da expressão.

6. Compilação/interpretação

Processo de compilação padrão

Em programação, compilação é bem diferente de interpretação. Na compilação, existe um software intermediário (o compilador) que lê todo o código de um arquivo e o transforma em um executável capaz de ser gerenciado pela máquina.

Já o interpretador analisa linha por linha e executa cada uma por vez. A compilação pressupõe análises anteriores à execução, o que não existe na interpretação.

7. Front-end e back-end

Front end e backend simplificado

Front-end e back-end são terminologias para a programação web. O front corresponde ao desenvolvimento realizado no lado de clientes, isto é, na parte em que as alterações são visíveis para a pessoa usuária. Os botões de um menu, as interações do mouse e pop-ups são exemplos de mudanças de visual, portanto, específicas do lado de clientes.

O back-end cuida das operações do lado do servidor, que entrega os dados a clientes por meio da internet. Manipulações de bancos de dados, validações de formulários e outras funções mais complexas são típicas desse lado.

O front-end é a parte que todo mundo vê. Em uma analogia com um programa de televisão, é o que está à mostra e o que é filmado pela câmera. O back-end então seria o sustentáculo ou, na TV, o conjunto de atividades que acontecem nos bastidores — como as pessoas que configuram as câmeras.

8. Linguagens de programação

Uma linguagem de programação se trata de um conjunto de instruções. A partir dessas instruções, a pessoa programadora consegue se comunicar com a máquina e informar o que deve ser armazenado e quais ações devem ser realizadas

Cada linguagem de programação possui suas próprias regras sobre como declarar variáveis, métodos, laços de repetição e como ser executada. Elas ainda se dividem em dois tipos: linguagens de alto nível e de máquina.

  • Linguagens de alto nível: são linguagens compreendidas por seres humanos. Usamos essas linguagens para criar o código de um sistema, que posteriormente será interpretado pela máquina;  

Linguagem de máquina: é a linguagem utilizada pelo hardware. Nesse caso, todas as instruções são codificadas em bits binários (0 e 1).

Quais são as 6 linguagens de programação mais usadas e por qual começar?

Linguagem de Programação

Nesta seção, vamos conhecer as principais linguagens de programação do mundo moderno e suas características. É importante ressaltar que novas linguagens surgem sempre, mas essas são as mais conhecidas atualmente.

1. JavaScript

A linguagem mais utilizada do momento e ideal para começar. O JavaScript é uma tecnologia interpretada, voltada para o desenvolvimento web, principalmente em aplicações no lado de clientes. Quando surgiu, o objetivo da tecnologia foi trazer interatividade às páginas, com a criação de pop-ups, por exemplo.

Nos dias atuais, ela é aplicada para gerenciar toda a lógica da web no front-end, já que trabalha com o HTML e o CSS, e essas duas não são linguagens de programação. Portanto, a lógica fica sempre concentrada nos códigos de JS, o que envolve modificação de componentes HTML e CSS em muitos momentos.

Além do lado cliente, o JavaScript atualmente se tornou ainda mais versátil por conta dos frameworks — que surgem com uma frequência muito alta. Já existem frameworks que estendem a linguagem para o lado do servidor também, bem como para aplicativos desktop.

2. PHP

O PHP é uma linguagem portável e versátil, voltada para desenvolvimento web. É uma tecnologia para back-end de projetos online.

Para isso, ela permite programação orientada a objetos ou imperativa, sempre com ótima performance. Outra de suas características é a simplicidade para aprendizado, bem como ser de código aberto — as próprias pessoas que usam fazem mudanças na linguagem de forma comunitária.

É interessante ressaltar que o PHP pressupõe o domínio de outra linguagem, que não é de programação: o HTML. O PHP trabalha diretamente com essa tecnologia, inclusive manipulando seus componentes. A boa notícia é que o HTML também é um padrão bem simples de aprender.

3. C

A linguagem C é uma das mais tradicionais que estão em uso atualmente. Criada em 1972, por Dennis Ritchie, foi a base de outras linguagens comuns, como o Java e Python. É imperativa, de alto nível, mas também une alguns recursos de baixo nível para oferecer maior versatilidade e poder de gerenciamento.

Quando surgiu, era diretamente comparada com Assembly, uma linguagem de baixo nível bem complexa que existia. Por isso, rapidamente se tornou um sucesso, já que é muito mais simples que Assembly.

Além das linguagens que mencionamos acima, sistemas operacionais e programas diversos foram desenvolvidos com C. Até hoje, é muito usada para programação de sistemas de hardware com pouca memória, que são os projetos embarcados.

4. C++

Essa linguagem multiparadigma e portável (executada em diversas plataformas diferentes) foi desenvolvida nos anos 80 para ser um complemento à C. Afinal, com o avanço da orientação a objetos, a C ficou um pouco obsoleta.

A linguagem C++ surgiu, então, para acrescentar paradigmas e permitir versatilidade no desenvolvimento de soluções.

5. Java

Surgiu e ficou famosa nos anos 90. A linguagem Java impressionou o mercado por ser orientada a objetos, simples e cheia de recursos que ajudavam quem programava, como bons depuradores (identificadores de erros), ferramentas para construção de interfaces, testes, etc. É conhecida também por ser portável e apresentar bom desempenho.

6. Python

O Python é uma linguagem muito simples, moderna e poderosa. Surgiu com uma filosofia voltada a facilitar a vida de quem programa com melhor legibilidade e praticidade. Assim, é uma ferramenta que permite uma curva de aprendizado menor, com ganho de clareza, portabilidade e versatilidade. Além disso, é multiparadigma.

A tecnologia é muito usada na atualidade para aplicações de inteligência artificial e estatística. Contudo, pode ser aplicada para web, games e desktop também. Existem bibliotecas que auxiliam bastante a depender da necessidade, o que agiliza o processo.

História da programação

A primeira pessoa que foi considerada uma programadora foi Ada Lovelace. Ela escreveu um código para utilizar a máquina analítica de seu amigo Charles Babbage. O objetivo do código de Ada foi calcular sequências de Bernoulli.

Contudo, Ada e as outras pessoas que a seguiram trabalhavam apenas com códigos e instruções. A primeira ideia de linguagem mesmo só foi apresentada de 1943 a 1945, por Konrad Zuse. A partir daí, surgiram as linguagens comuns de alto nível.

7 Dicas para iniciantes: como aprender programação?

imagem do alto de pessoa digitando em notebook com livro sobre Python ao lado

Para quem é iniciante, é preciso foco, disciplina e saber o que é importante priorizar para não errar no início da jornada de estudo de programação. Por isso, preparamos sete dicas para lhe ajudar nessa jornada.

1. Saiba buscar informações

Uma boa dica é saber onde buscar a informação para chegar lá. Livros são sempre uma boa recomendação, já que ensinam bastante os fundamentos teóricos cruciais e ajudam com exemplos práticos. Esse conhecimento lhe ajudará a compreender os padrões usados no mercado.

Além disso, os cursos também são uma boa fonte de aprendizado, como o Curso de Desenvolvimento da Trybe. A empresa oferece uma formação completa em programação. Não é uma faculdade de programação ou faculdade de ti, mas ensina as pessoas estudantes a programar do zero e habilita as pessoas profissionais a se colocarem no mercado em posições bastante valorizadas.

2. Participe de fóruns

Vale citar também os fóruns, que são importantes por conta do apoio de colegas e outras pessoas estudantes. Pessoas respondem dúvidas e problemas o tempo todo, incluindo tópicos complexos e questões técnicas bem pontuais. Você pode aprender a programar sozinho, no entanto, a interação com outras pessoas pode ser a chave para o sucesso na programação. Por essa razão, é importante também criar uma rede de networking.

3. Estude lógica de programação

A lógica é a base de toda a programação. É a partir dela que podemos visualizar um problema e destrinchá-lo em partes menores e mais simples de resolver. Portanto, estudar sobre esse assunto não só vai acelerar a resolução de desafios, mas também evitará a reescrita de código no futuro.

4. Pratique

Fazer exercícios e projetos paralelos é fundamental para que você possa visualizar cenários que não estavam explícitos na teoria, como os bugs e problemas que ocorrem durante um deploy.  

5. Compartilhe seu conhecimento

Ensinar outras pessoas é uma ótima forma de reter o que estudamos. Quando ensinamos alguém, precisamos transmitir a informação de forma clara e objetiva e para isso é necessário domínio sobre o que estamos falando. É justamente nesse momento que podemos perceber quais conceitos já estão consolidados e quais precisam de revisão. 

6. Não pule etapas

Algo comum quando iniciamos na programação é querer pular etapas, como deixar de fazer exercícios ou tentar desenvolver algum projeto complexo. Na maioria das vezes, esse caminho poderá levar à frustração. 

Isso acontece porque na programação a teoria não basta. Precisamos praticar para fixar o assunto estudado e então termos a chance de aplicar nossa própria lógica ao resolver problemas.

Por outro lado, também não é efetivo praticar com projetos complexos. Para que essas aplicações possam ser executadas, é necessário possuir uma base maior de conhecimento nos fundamentos.

7. Não queira aprender tudo de uma vez

Quanto estamos aprendendo a programar, pode parecer vantajoso aprender fundamentos e várias tecnologias ao mesmo tempo, pois estaríamos ganhando tempo. Entretanto, esta prática apenas torna seu foco disperso ao tentar absorver tanta informação de forma simultânea.

Sendo assim, escolha no máximo dois assuntos para aprender inicialmente. Assim, você terá mais tempo para compreender os conceitos fundamentais e praticar, retendo melhor a informação aprendida. 

Existe Faculdade de Programação?

Ainda não existe uma faculdade específica em programação. Atualmente, os cursos superiores oferecidos para a área de tecnologia, como ciência da computação e análise de sistemas, trazem uma base teórica sobre os fundamentos que cercam este assunto. Neles, você aprenderá sobre lógica, engenharia de software, padrões de projeto e conceitos sobre algumas linguagens usadas pelo mercado. 

Caso você tenha interesse em realizar uma faculdade de tecnologia, tenha em mente que deverá conciliar o curso com estudos autônomos sobre o tópico. Nesse sentido, você pode fazer projetos paralelos, atuar como freelancer ou ingressar em um estágio para adquirir experiência prática. 

Quanto tempo leva para aprender a programar?

A programação é uma área que exige foco e dedicação. Por isso, o tempo necessário para aprender dependerá do seu ritmo de estudo, hábitos e métodos aplicados

Com uma rotina de aprendizado estabelecida, é possível dizer que em dois meses você conhecerá a base dos fundamentos da área. Em 6 meses, será possível desenvolver pequenos programas de forma autônoma. Mas lembre-se, melhor do que rapidez é a qualidade. Desse modo, não tente aprender tudo de uma vez e respeite seu ritmo.

Outro ponto relevante para destacarmos é que a programação é uma área em constante evolução. Sendo assim, durante a sua carreira, você nunca deixará de aprender, pois será preciso se atualizar sobre as novidades do ramo.

Caso você deseje estabelecer uma rotina de estudos estruturada e com formação de 12 meses, pode se interessar pelo curso da Trybe. A Trybe oferece uma grade completa em desenvolvimento web com alto grau de empregabilidade.

Além disso, você terá aulas remotas e ao vivo de segunda a sexta, podendo interagir com as pessoas mentoras. A Trybe ainda oferece o Modelo de Sucesso Compartilhado, em que você só começa a pagar quando estiver trabalhando.

Programador Júnior, Pleno e Sênior: como cada um atua?

Júnior, pleno e sênior são níveis usados no mundo da programação para indicar o grau de experiência de uma pessoa na área. Algumas classificações consideram júnior a pessoa iniciante no ramo, pleno aquela que possui entre 3 a 5 anos de experiência e sênior a que já está no mercado há mais de 5 anos.   

Entretanto, é válido ressaltar que os anos de mercado não são uma regra para definir o grau de experiência, pois isso varia de acordo com a profundidade de conhecimento que uma pessoa possui. A seguir, vejamos quais as principais características de cada nível. 

Júnior

É considerada uma pessoa programadora júnior aquela que tem pouca experiência prática na área. Dessa forma, em um projeto, ela será responsável por desenvolver tarefas e corrigir bugs de menor complexidade e vai necessitar de acompanhamento de pessoas mais experientes. 

Pleno

No nível pleno se enquadram as pessoas que já tem experiência em alguns projetos. Desse modo, elas têm maior autonomia para desenvolver código, configurar ambientes de desenvolvimento e possuem visão do negócio em que o sistema está inserido.

Sênior

São pessoas com larga experiência em programação. Nesse nível, a pessoa programadora é capaz de liderar equipes e orientar projetos, além de definir arquiteturas, resolver erros complexos e realizar negociações com as partes interessadas.

Como trabalhar com Programação? 

No ramo da programação, você possui a oportunidade de prestar serviços para uma pessoa jurídica ou física. O trabalho realizado pode ser executado como freelancer, através de contratos ou carteira assinada. Há também a possibilidade de constituir sua própria empresa. De posse dessa informação, vejamos, a seguir, as principais áreas nas quais você pode atuar.

Quais as principais áreas de Programação?

1. Desenvolvimento Web

O desenvolvimento web compreende a criação de sistemas que são disponibilizados através da internet, como os sites, plataformas, redes sociais e e-commerces. Desse modo, o código é hospedado em um servidor e requisitado pelo navegador quando uma pessoa usuária realiza o acesso.

2. Desenvolvimento Mobile 

Esta é a vertente da programação responsável por criar aplicativos móveis. Os aplicativos criados podem ser específicos para um sistema operacional, Android ou iOS, ou multiplataforma, em que uma mesma base de código é utilizada em ambos os sistemas.

3. Desenvolvimento de Jogos

Trata-se da criação da lógica de um jogo e a integração com a interface gráfica. Os jogos criados podem ser distribuídos para plataformas focadas em smartphones, computadores e videogames.   

4. Desenvolvimento Desktop

O desenvolvimento desktop se refere a softwares que precisam ser instalados em um computador. Um sistema operacional, editor de texto e ferramentas de edição de imagens e vídeos são exemplos desses sistemas. 

O que faz um Programador?

Uma pessoa programadora possui domínio da lógica e das tecnologias que serão utilizadas para desenvolver aplicações tecnológicas. Em seu dia a dia, será responsável por criar instruções que serão executadas por dispositivos tecnológicos a fim de realizarem uma ação.

Além do código, a pessoa programadora também participa de reuniões com as partes interessadas e com a área de design para validar regras e negociar entregas. Dependendo do nível de experiência, também pode ser encarregada de liderar equipes e definir a arquitetura de projetos. 

Quais as Soft Skills necessárias para ser um Programador?

As soft skills são características que são adquiridas através de experiências pessoais ao longo da vida. Apesar de não poderem ser representadas em um curso, elas podem ser aprimoradas com dicas. Por isso, veja algumas habilidades das quais você pode se atentar: 

  • Organização: na área da programação, para evitar retrabalho, é essencial manter a base de código organizada, garantindo que a estrutura de pastas do projeto seja coerente, assim como os nomes das variáveis e métodos e dos componentes do sistema;
  • Comunicação: diariamente você vai se comunicar com designers e stakeholders do projeto, necessitando validar regras e negociar entregas. Por isso, aprimore suas habilidades de comunicação verbal e escrita;
  • Criatividade: a criatividade é necessária para visualizar diferentes maneiras para solucionar um problema e implementar requisitos;
  • Raciocínio lógico: o raciocínio lógico é fundamental para segmentar os problemas e encontrar a solução que melhor se aplica a cada contexto;
  • Paciência: programar leva tempo, não só para ter domínio das tecnologias, mas também para implementar uma funcionalidade ou corrigir um bug.

Como é o mercado de trabalho para programação?

Com a transformação digital, as companhias precisam ainda mais de digitalização de seus processos e de sistemas de gestão e automação.

Por esse motivo, o mercado de programação encontra-se bastante aquecido. Praticamente todas as empresas apresentam demandas de software em diversos setores diferentes.

Ademais, como já falamos, novas tecnologias estão surgindo a todo tempo e, consequentemente, pessoas que saibam lidar com elas. Isso faz com que novos cargos surjam no mercado.

Seja em startups ou fábricas de software, sempre tem espaço para profissionais de qualidade na programação. As empresas valorizam profissionais que dominam aspectos de gestão e saibam trabalhar em equipe.

O desenvolvimento web também está em alta devido ao aumento do interesse de organizações por mais espaço na internet. Da mesma forma, o uso de smartphones pelas pessoas tem gerado uma demanda maior por desenvolvimento mobile.

Quanto ganha um profissional de Programação?

O salário de uma pessoa programadora pode variar de acordo com quatro fatores: área de atuação, nível de experiência, tamanho da empresa e modelo de contratação. Quanto menor a empresa, o nível de conhecimento e mais concorrida é a área, menores podem ser os ganhos. 

Do mesmo modo, para alguém que trabalha como freelancer ou PJ, o salário também pode depender da quantidade de projetos em que atua. A fim de apresentar uma base de valores, fizemos uma pesquisa sobre os salários para a área de programação em geral, categorizando pelo nível de experiência.

No Brasil, uma pessoa programadora júnior pode iniciar ganhando a partir de R$ 2000,00 por mês, sendo a média salarial de R$ 2780,00. Já para alguém em nível pleno, o salário inicial é de R$ 3000,00 e a média de R$ 5199,00 mensais.  

Por fim, para aquelas que já possuem mais experiência na área e são consideradas seniors, a remuneração inicial é a partir de R$ 4000,00, com média em R$ 8000,00. As informações são do site Glassdoor.

Neste artigo você aprendeu sobre os principais conceitos da programação: o que é, lógica de programação, algoritmos, variáveis, entre outros. Além disso, também fizemos um apanhado sobre o mercado de trabalho, áreas de atuação e níveis de experiência. 

Com base nisso, caso você queira aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto, confira este artigo da Trybe sobre a melhor linguagem de programação para iniciantes.

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