Se você deseja aprender a programar é fundamental dominar alguns temas básicos que norteiam a área, a lógica de programação é um deles, por ser a base de muitas questões — principalmente para a elaboração de algoritmos, fundamentais no desenvolvimento de soluções.

Neste conteúdo falaremos sobre:

Aproveite, tire suas dúvidas e boa leitura!

O que é lógica de programação?

A lógica de programação diz respeito à forma como a pessoa que trabalha com programação escreve uma solução ou um algoritmo utilizando as linguagens de programação existentes no mercado.

De um modo geral, é como se ela fosse um passo a passo para a execução de uma tarefa (algoritmo), usando para isso uma língua (linguagem de programação) a fim de codificar como ela deve ser realizada. Essa lógica deve ser feita por quem trabalha com programação, considerando pontos importantes que abordaremos ao longo deste conteúdo.

As regras definidas pela lógica de programação permitem que, por meio de um código escrito, uma máquina consiga converter essas instruções em informação. Uma vez convertida, essa informação poderá ser compreendida por pessoas ou outros dispositivos, por meio das regras estabelecidas por quem desenhou a ideia.

Para conseguir implementar a programação e garantir um fluxo de informação feito de forma lógica, é importante que o sistema contenha as seguintes ferramentas:

  • estruturas de controle: são elas que definem se uma ação pode ou não ocorrer internamente e quais são os parâmetros que definem sua execução ou interrupção;
  • laço de repetição: essa ferramenta é justamente a determinação da condição para que uma ação seja executada ou interrompida, por exemplo: “ande até chegar à Avenida Paulista”;
  • armazenamento de dados: toda ferramenta precisa de dados que alimentam o sistema e que permitem que o algoritmo trabalhe. Diz respeito aos vídeos, imagens, arquivos de texto, memórias de dispositivos eletrônicos, entre outros;
  • tipos de dados: é a categorização das informações internas, mostrando como elas devem ser processadas — por exemplo, de que forma se apresentam o texto, números, frações etc.;
  • variáveis: para quem não está habituado com termos matemáticos, as variáveis são semelhantes a termos matemáticos (por exemplo, “x = 5” ou “x = y”). Auxiliam no armazenamento de valores que são trabalhados durante a execução dos algoritmos.

A lógica de programação precisa ser nítida e eficiente para evitar ambiguidades: lembre-se de que as máquinas não apresentam subjetividade. Então, caso você não faça as ações da maneira adequada, pode gerar algumas questões problemáticas. Vamos a um exemplo prático que pode ser aplicado na vida cotidiana para compreender as implicações de ambiguidades:

  •  você pede para que a pessoa que mora na sua casa vá ao mercado e compre 1kg de carne. Caso tenha limões, também pede para que traga seis;
  • a pessoa retorna para casa com 6kg de carne, porque tinham limões no mercado.

Apesar de ser uma situação anedótica, algo semelhante é passível de ocorrer durante as ações de programação. Caso você não delimite bem a lógica a ser aplicada, o sistema poderá oferecer uma resposta diferente do esperado ao ser executado.

Quais os conceitos básicos de lógica de programação?

Para compreender melhor tudo que envolve a lógica de programação, é fundamental conhecer alguns termos importantes que são utilizados nessa área. Vejamos os principais deles a seguir!

Linguagens de programação

A lógica sozinha não adianta se você não tiver como expressá-la — e isso é possível por meio das linguagens de programação. As linguagens são responsáveis por fazer as ações serem convertidas em linguagem de máquina (bits) e serem gravadas em arquivo, bem como a conversão em ações que podem ser compreendidas pelo usuário (imagens, vídeos, textos etc.).

Por isso, é importante que, além de dominar a lógica de programação, a pessoa que trabalha com esse tipo de função domine o uso das principais linguagens utilizadas atualmente. Algumas delas são:

Variáveis e constantes

Em termos simples, pense em um armário de arquivos, no qual há pastas com uma etiqueta cada, que armazenam dados sobre determinado tema (idade, nacionalidade, naturalidade, data de nascimento). Essas são as variáveis.

Elas são espaços de memória reservados dentro dos programas. Esse espaço pode ser alterado ao longo do tempo, bem como as informações podem variar. Por exemplo, quando falamos em “idade”, ela não se mantém igual daqui a um ano, variando ao longo do tempo.

As constantes, em contrapartida, dizem respeito aos espaços de memória reservados dentro dos sistemas, mas que não vão ser alterados ao longo do tempo. O dado “data de nascimento” não mudará ao longo do tempo, sendo uma constante dentro do seu algoritmo.

Tipos de dados

Os tipos de dados, de forma simples, dizem respeito ao formato da informação. Voltemos ao exemplo da pasta no armário: ao abrir uma pasta, você estará em contato com um texto, uma imagem, um CD com vídeo, áudio, números inteiros, números fracionados, entre outros.

Quando falamos em linguagem de programação, dizemos se estamos tratando de um texto, números inteiros ou frações. Seguindo o que mencionamos acima, na variável “idade” teremos apenas números inteiros, bem como na constante “data de nascimento”.

Estruturas de repetição e seleção

Abordamos esse tema anteriormente, mas vale relembrar e aprofundar um pouco mais sobre ele! A estrutura de repetição é o ponto que permite executar, de forma redundante, um mesmo comando ou um conjunto de ações predefinidas no algoritmo, segundo uma determinada condição preexistente.

Pode-se definir que a aplicação gerará uma notificação toda vez que uma pessoa usuária receber uma mensagem. Isso é uma ação redundante, feita por uma estrutura de seleção: 100% das vezes que uma mensagem for recebida, a aplicação deverá gerar uma notificação. Enquanto a condição for verdadeira, essa função deverá ser estabelecida.

Já as estruturas de seleção são aquelas que geram um condicional para as situações, ou seja, apenas nos casos determinados é que a ação deverá ser executada. Dessa forma, torna-se necessário estabelecer afirmações de verdadeiro ou falso, para que a função seja realizada.

Vamos supor que, em sua aplicação, ocorra a venda de um produto em que só é possível garantir frete grátis a partir de R$99. A partir do momento que o valor final oferecido no carrinho estiver abaixo dessa quantia, a eliminação do valor da tarifa de entrega não poderá ser realizada — trata-se, assim, de um condicional, sendo uma estrutura de seleção.

Em outros termos, entende-se que, sendo o valor acima de R$ 99 uma condição verdadeira, subtrai-se a taxa. Estando a quantia abaixo do limite estimado, isso caracteriza uma condição falsa e, portanto, a tarifa deve ser incluída.

Como aprender lógica de programação? Confira algumas dicas!

Em primeiro lugar, pode ser preciso rever alguns conceitos de lógica matemática, para acompanhar alguns termos que podem ser não muito usuais para quem não está acostumado. É possível revisar esses conteúdos em videoaulas em canais interessantes, como Portal da Matemática, Equaciona Matemática, entre outros.

Após se ambientar com os conceitos, você estará mais confortável para enfrentar a adoção de muitos dos caminhos que são utilizados no ambiente da programação. É aí que chega a hora de conseguir se especializar nessa área!

Os bons cursos de formação para programação incorporam, direta ou indiretamente, os ensinamentos sobre esse tipo de lógica em seus currículos. Isso porque não é possível falar sobre uma boa construção de algoritmos sem passar por tais questões.

Além disso, nesses locais você terá o suporte com monitores e professores especializados no mercado, que poderão dar todo o apoio, encarando as questões e auxiliando em suas dificuldades — conseguindo, assim, melhorar a sua capacidade de aprendizado.

Outro ponto fundamental é verificar se os conteúdos dos cursos de formação escolhidos permitem que você aprenda sobre lógica de programação na prática. Afinal, estamos falando de um tema que, naturalmente, é muito abstrato. Logo, ficar com os conceitos parados em sua mente pode gerar dificuldades de colocá-los em execução quando for necessário.

Ao conseguir realizar essa aplicação prática nos cursos, é possível tirar suas dúvidas sobre como executar os processos de lógica de programação. Assim, caso ainda reste alguma dúvida ou tenha alguma falha, os professores poderão orientar sobre a melhor forma de solucionar as questões, melhorando seus estudos e formação.

Além de cursos, é preciso treinar todos os dias. Algumas ferramentas podem ajudar você neste processo, auxiliando a compreender, no dia a dia, como funciona a lógica de programação. Aplicativos específicos como o LightBot podem ser úteis durante sua rotina de estudos.

O jogo em formato de puzzle game é baseado em codificação: por meio das decisões realizadas durante o jogo, você vai aprendendo a lógica de programação, com sequenciamento, sobrecarga, procedimentos, loops recursivos e condicionais. Por ser simples, ele pode ser um auxílio também para pais que querem introduzir seus filhos também nesse cenário. Interessante, não é mesmo?

Lógica de programação e algoritmos: qual a relação?

Lógica de programação e algoritmos são dois conceitos que estão intimamente ligados. Por isso é importante que, ao conhecer o primeiro, você entenda o que é o segundo.

De uma forma simples, os algoritmos dizem respeito a um conjunto de instruções bem definidas, finitas e que, ao serem executadas, precisam gerar um resultado. Por exemplo, em um aplicativo como o Waze, é possível observar os caminhos disponíveis e indicar o mais curto ou com menor tempo de duração, realizar os cálculos de estimativas de tempo de chegada de acordo com a velocidade média, entre outros pontos.

Nesse caso, o resultado é aquele apontado para o motorista: encontrar o melhor trajeto para conseguir maior eficiência no seu trajeto. Isso é possível por meio das diretrizes definidas pelos algoritmos do aplicativo. Ou seja, eles são o roteiro para as ações que serão executadas.

Podemos simplificar ainda mais para tornar o processo mais entendível. Os algoritmos são como uma espécie de receita, com o passo a passo, em lista, que organiza o processo desde o uso do primeiro ingrediente, até obter o resultado — o seu prato pronto.

Esse exemplo ajuda a compreender que há a receita padrão (uma de bolo básico) e podem ocorrer variações de acordo com as necessidades (novo recheio, novo sabor, uma cobertura diferenciada etc.). A mesma situação ocorre com os algoritmos, logo, eles podem mudar de acordo com o que você precisa.

Agora que entendemos como funciona um algoritmo, precisamos conhecer sua base, ou seja, de que forma ele é constituído. Para que o algoritmo consiga executar suas funções é necessário ter uma linguagem de programação de fundo, a fim de que o dispositivo entenda o que deve ser executado.

Afinal, as máquinas não têm uma interpretação subjetiva, sendo necessário determinar as diretrizes para que ela realize o seu processo. Retornando ao exemplo, a pessoa que compõe o algoritmo é quem escreve a receita para que a outra pessoa (no caso, a máquina) possa realizá-la tal como foi mandada (executando o algoritmo).

A lógica de programação, nesse caso, é fundamental para realizar uma codificação do algoritmo realmente eficiente. É preciso que se leve em consideração esse conceito, pois, seu algoritmo pode ser falho e levar ao fracasso da solução caso não o conheça.

Se você, por exemplo, não introduz no seu algoritmo que ele deverá analisar a velocidade média dos carros ao determinar o tempo de duração de uma viagem, bem como introduzir de que forma deverá ser feito esse cálculo, como o sistema fará isso quando for executado? Por isso, a lógica de programação é fundamental para uma boa criação de soluções.

A pessoa que trabalha com esse tipo de atividade precisa ter a capacidade de entender de que modo pode ser possível resolver os problemas que aparecem com os algoritmos, dividindo-os em partes menores e conseguindo solucionar as questões.

O que é pseudocódigo?

Quando falamos em programação de algoritmos, estamos caminhando dentro da área de programação. A questão é: a representação deles nessa área pode ser feita de muitas formas. Não há, de fato, uma padronização ou uma regra formal que mostre de que forma eles devam ser feitos — algo que gera um afastamento do conceito formal de programação.

O pseudocódigo, também chamado de Linguagem Estruturada, cumpre uma função de intermediação entre esses dois pontos. Ele cria uma espécie de código cujo objetivo é gerar uma aproximação do que é visto nas linguagens padronizadas e tradicionais (como Java, C, C#, entre outras).

Ele transforma as regras definidas anteriormente, utilizadas em nossa linguagem corrente, em algo passível de ser compreendido no processamento das linguagens de programação. No Brasil, um dos pseudocódigos mais conhecidos e utilizados é o Portugol. Entretanto, esse não é o único, já que hoje são encontrados diversos outros no mercado capazes de cumprir com os mesmos objetivos.

Cada tipo de pseudocódigo terá as suas regras específicas para a elaboração da codificação. Por exemplo, no Portugol, as ações devem sempre ser inseridas no infinitivo. Portanto, trazem um conjunto restrito de palavras-chave que são elaboradas na língua nativa da pessoa que opera a programação — e que tenha termos equivalentes nas linguagens de programação padrões.

Assim, a pessoa consegue focar na lógica em si, sendo o pseudocódigo, posteriormente, uma espécie de “facilitador de tradução” para as linguagens de programação. Por exemplo, termos como “escrever”, “ler”, “então” e “isto” são palavras-chave que tendem a estar presentes em todas elas, fazendo com que quem está desenhando o algoritmo consiga fazer uma boa adaptação, sem perder detalhes da lógica de programação.

Como aprender lógica de programação? Confira algumas dicas!

Como organizar a rotina de estudos em lógica de programação?

Lembre-se de que teoria sem prática se torna absurdamente abstrata e, infelizmente, inútil. Por outro lado, a prática sem teoria também não é fundamentada e, provavelmente, bastante falha. Por isso, é fundamental você unir os dois pontos a fim de conseguir melhores resultados e complementar seus estudos.

Além dos exercícios passados durante os cursos, uma opção é ir treinando por conta própria. Ao ter uma noção básica de programação, você poderá começar a criar seus próprios algoritmos em casa, para ir descobrindo as melhores formas de conseguir bons resultados.

Lembre-se, também, de que lidar com programação é um aprendizado contínuo. Mesmo que você termine o curso de formação, até que isso seja adotado em sua rotina, é importante continuar treinando. Assim, será mais natural criar as suas soluções ao longo do tempo.

Para isso, é fundamental ter uma organização do seu tempo de estudo de forma eficiente. Vamos apontar algumas dicas importantes para isso a seguir!

Busque continuamente aprimorar seus conteúdos

Uma pessoa que busca se especializar e se destacar no mercado precisa dominar os principais temas sobre a área. Por mais que a lógica de programação seja uma base, ou seja, algo que norteia as questões que serão melhor trabalhadas futuramente, é fundamental garantir que os conhecimentos sobre o assunto serão, de fato, bem repassados.

Por conta disso, é fundamental buscar cursos complementares, acompanhar conteúdos de blogs especializados, videoaulas etc., em conjunto com o seu curso de formação. Com isso, existirá maior domínio sobre o tema para aplicá-lo na rotina de programação.

Reveja suas anotações

Você provavelmente terá suas anotações do curso de formação ou, então, acesso às apostilas e materiais didáticos oferecidos, não é mesmo? Diante disso, é fundamental consultá-los continuamente, para verificar de que forma é possível aprimorar seu conhecimento ou incorporar algo que ainda não tinha sido percebido anteriormente.

Converse com outras pessoas sobre suas dúvidas

Um ponto fundamental dos cursos de formação é a troca de experiências entre os colegas que estão aprendendo junto a você. Como o processo de aprendizado muitas vezes pode trazer reflexões individuais, muitos dos que estão aprendendo juntos podem ter “macetes” que auxiliem em seu aprendizado, ajudando a superar suas dificuldades individuais.

Por vezes, ao estudar em grupo, você já deve ter encontrado alguém que conhecia alguma forma para facilitar a assimilação de algum conhecimento que era mais difícil, certo? Isso pode ocorrer em relação à lógica de programação. Sendo assim, converse com essas pessoas, troque experiências, fale sobre suas dificuldades e ideias e aproveite para fazer um networking interessante.

Não hesite em tirar dúvidas com seus monitores

Caso ainda tenha dúvidas, converse com quem dá monitoria no seu curso de formação. Essas pessoas estão ali justamente para facilitar a sua jornada rumo ao mundo da programação. Muitas vezes são questões que podem estar difíceis para você no momento, mas que elas saberão trabalhar da melhor forma e conseguir os melhores resultados para seu aprendizado.

Separe um tempo para os estudos todos os dias

A prática leva à perfeição. No ambiente da programação, essa afirmação é de ouro! Por isso, separe um tempo todos os dias para colocar em prática aquilo que aprendeu no dia. Com o tempo, verá que essas informações se tornarão mais fáceis e você conseguirá naturalizar o processo de lógica de programação ao elaborar seus algoritmos, sem maiores dificuldades.

Mantenha a disciplina

As dicas que listamos acima só funcionam se você mantiver uma disciplina de implementá-las em suas rotinas cotidianamente. Não adianta, por exemplo, treinar hoje sobre o tema e ficar uma semana sem fazê-lo — é preciso que se torne um hábito.

A lógica de programação é um conceito de fundamental importância para quem está entrando na área de Tecnologia da Informação, Ciência da Computação e afins. Por isso, não deixe de estudar bastante sobre o tema e tirar suas dúvidas. Para isso, pode contar com a Trybe em sua formação profissional!

Programar chega a ser prazeroso para quem tem paixão pela área, bem como é uma ótima oportunidade de inserção em um mercado cada vez mais em alta no mundo todo. Afinal, a transformação digital impulsionou a demanda por quem trabalha com soluções tecnológicas, nos mais diferentes segmentos.

Gostou deste conteúdo? Não deixe de conferir também nosso texto completo sobre Javascript, a linguagem mais usada no mundo.

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