O desenvolvimento web é uma das áreas mais promissoras do momento em tecnologia. Afinal, a construção de sites é uma demanda cada vez maior, já que a maioria das empresas deseja um espaço na internet para não só se comunicar com seu público, mas também apresentar seu produto.

Para aprender a criar websites e suprir essa demanda, as pessoas programadoras precisa conhecer e dominar o HTML (Hyper Text Markup Language, ou linguagem de marcação de textos), uma linguagem que fornece o esqueleto de toda página web

O HTML é uma tecnologia mais simples, porém efetiva e muito importante para uma carreira em TI. É essencial conhecer seus princípios e saber integrar as regras com as de outras linguagens, como CSS e JavaScript, para desenvolver aplicações robustas e funcionais na web.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira o conteúdo super especial que preparamos sobre o assunto, abaixo:

O que é HTML?

Inicialmente, vale destacar que o HTML não é uma linguagem de programação, e sim uma linguagem de marcação. Ou seja, o objetivo não é criar um software, mas um conjunto de regras que estruturam uma página web e arrumam componentes visuais. É uma ferramenta utilizada para fornecer informações para as pessoas que acessam os sites, navegadores e mecanismos de busca.

Mesmo não sendo uma linguagem de programação, possui regras de sintaxe e palavras reservadas de modo semelhante. Por isso, requer estudo para que as futuras pessoas desenvolvedoras consigam realizar tarefas com mais facilidade. Quanto mais domínio ela tiver, mais fácil será resolver os problemas na construção de um site. 

Podemos dizer que o HTML é o componente mais essencial de uma aplicação web. Com ele, é possível criar a estrutura, definir o posicionamento dos elementos, estruturar a divisão de uma página em blocos visuais e combinar texto, imagens e vídeos.

Qual a história do HTML?

A linguagem foi pensada para compartilhar documentos científicos entre os acadêmicos, de acordo com o objetivo inicial da própria internet. Foi criada por Tim Berners-Lee, britânico que também criou a World-Wide-Web (www). A criação foi impulsionada pelo sucesso da conexão entre um cliente e um servidor na internet, em dezembro de 1990.

Lee utilizou como base a SMGL, uma linguagem de marcação da qual o HTML herda os principais componentes. A grande diferença entre ambas, na época, foi um elemento de âncora, representado por uma tag “a”. Essa pequena característica é a responsável pelos links da internet e permite conectar páginas entre si. Ou seja, ele é essencial para a construção de um site completo.

Desde a sua criação, o HTML evoluiu muito até chegar à versão atual. Logo no início, em 1995, a versão 2 foi apresentada como um avanço, com foco em formalizar as características da ferramenta recém-criada.

Em 1997, a versão 3.2 permitiu a criação de tabelas e texto flutuante em imagens. Em 1999, por sua vez, chegamos até a versão 4.01, com suporte a mais opções de personalização e estilo, além de recursos multimídia.

De 2014 para cá, estamos utilizando a versão 5. Essa atualização garante suporte a áudio e vídeo, utiliza banco de dados da web e permite novos tipos de formulários. Além disso, ela acrescenta um valor semântico maior aos componentes. Ou seja, permite criar códigos mais limpos e organizados que informem com mais clareza os objetivos de cada elemento.

Como o HTML funciona?

O HTML trabalha lado a lado com os navegadores da internet e os sistemas de mecanismos de busca. Depois que o código de uma página está pronto, o navegador interpreta as informações e renderiza o site visualmente de acordo com as instruções. Assim, a pessoa que acessa consegue visualizar as informações, disponíveis em forma de texto, formas, imagens e outros recursos.

Contudo, para que um site funcione normalmente, é preciso contar com várias páginas HTML. Por exemplo, geralmente em um menu com “Sobre Nós”, “Contato” e “Serviços”, cada um desses componentes é uma página separada. 

Hospedagem e acesso

Ainda assim, um site só fica aberto para a internet quando é hospedado em um servidor. Isso acontece quando os arquivos HTML são transferidos para uma máquina específica que fica responsável por responder solicitações de acesso na rede. Quando alguém digita um endereço na barra de endereços, encontra esse servidor. 

Esse computador especial então se comunica com o sistema do usuário e envia as páginas em pacotes para serem interpretadas e reconhecidas pelo navegador.

Exemplificando: ao digitar “https://www.betrybe.com/”, você envia uma mensagem ao servidor que hospeda nosso site na web. Quando a conexão é feita com esse servidor, ele envia os arquivos contendo a estrutura, as páginas e os componentes (botões, menus, imagens, texto), exatamente onde estão no código. Assim, você consegue acessar o nosso website, transitar entre páginas e ler informações. 

Mecanismos de busca

Quando você digita uma palavra em um mecanismo de busca, vários resultados aparecem com uma estrutura padronizada, não é mesmo? Surgem um título e uma pequena descrição do conteúdo da página. Essas informações são fornecidas pelo HTML de cada página.

Assim, uma pessoa que busca uma informação qualquer na web, consegue encontrar os sites corretos. 

O que são as tags do HTML?

As tags são os componentes principais do HTML. O termo “tag” pode ser traduzido como etiqueta e ajuda a entender sua funcionalidade: o foco é catalogar itens e definir formas de identificar cada parte de um documento. Ou seja, as tags definem o que cada parte deve fazer e qual a sua função e importância dentro da estrutura do código.

Elas são fundamentais para enviar informações para os navegadores sobre o site, assim como para os mecanismos de busca. São escritos com símbolos de “maior que” e “menor que”: como em “<html>”. Toda tag tem abertura com a sintaxe descrita acima e fechamento, com o uso de uma barra: “<html> e <\html>”.

O sistema de etiquetas define também a hierarquia dos elementos no esqueleto do website. Assim, as tags de maior nível de importância são abertas primeiro e fecham por último. As de segundo nível ficam dentro das de primeiro nível, seguindo nessa lógica até o final do código.

As tags são responsáveis por criar diversos tipos de informações visuais, como listas, formulários, vídeos, imagens e parágrafos. Da mesma forma, definem configurações, como os links e as marcações endereçadas ao navegador ou sistema de busca. São modificadas por atributos, que ganham valores específicos, a depender do objetivo. 

Outra possibilidade é a criação de “id” e “class” como atributos. São mecanismos para agrupar elementos e aplicar configurações globais a eles. Desse modo, o desenvolvedor pode evitar duplicação de código e ganhar agilidade nas definições e configurações do arquivo.

São exemplos de tags importantes: 

  • h1, h2 e h3: definem títulos dentro da página e dizem ao navegador que determinados textos devem ser mostrados com uma fonte de destaque e maior; 
  • div: estabelece uma divisão no conteúdo. Pode ser usada com “id” e “class” para organizar seções semelhantes;
  • table: cria uma tabela e é acompanhada por outras tags, como ol, ul e li;
  • form: define um formulário;
  • img: cria uma imagem;
  • button: cria um botão.

Qual a estrutura básica do HTML?

Uma vez que você já conhece as tags, podemos partir para a estrutura básica de todo documento HTML. Não importa a sua função, todos os arquivos deverão possuir esses elementos por padrão. 

O primeiro é o “<!DOCTYPE html>”, que declara o início do documento. A tag “html” vem em seguida e é fechada no final do documento, portanto, delimita todo o código. Então, definimos a tag “header”, que representa o cabeçalho da página. Dentro dessa tag, podemos colocar algumas regras que serão lidas internamente pelo navegador e não necessariamente serão exibidas na página.

Em “header”, colocamos a tag “title”, que dá nome à página. Essa informação é essencial para os navegadores web e mecanismos de busca, definindo a principal função da página em questão. 

Então, temos a tag “body” (corpo), que apresenta as principais informações que serão mostradas visualmente para o usuário. Enquanto o “header” é o programador conversando com os navegadores e sistemas de busca, o “body” é o que o programador tem para mostrar ao leitor. O menu, os textos, o rodapé, todos esses elementos estão no corpo do texto. 

Quais são os prós e contras do HTML?

Como toda tecnologia, o HTML também apresenta prós e contras que devem ser analisados por quem deseja aprofundar os conhecimentos.

Um dos prós é a grande comunidade de programadores, que oferece um ótimo suporte para quem quiser começar a aprender. Além disso, há uma variedade incrível de tutoriais e artigos explicativos, que elucidam o uso da linguagem e ajudam na superação dos desafios.

Outra vantagem é a integração. Existe uma conexão facilitada com outras tecnologias, como o CSS, o PHP e o JavaScript. Assim, é possível desenvolver aplicações dinâmicas, completas e robustas.

Mais um ponto a favor da linguagem é a sua portabilidade, ou seja, ela funciona em qualquer navegador web. Por isso, é uma ferramenta universal para a criação de páginas e conteúdo para a internet. 

Mesmo com essas características, é uma tecnologia de aprendizado rápido. A facilidade de encontrar materiais relacionados e a possibilidade de escrever um código direto do bloco de notas tornam o aprendizado mais acessível a todos. Além disso, não requer configurações prévias e nem mesmo instalações longas para que o primeiro código seja escrito.

Contras

O HTML permite apenas criar uma versão estática de um site na web. Assim, é uma tecnologia limitada para a construção de páginas no padrão moderno, por exemplo.

Outra questão é a dificuldade em programar para alguns navegadores mais antigos. Em alguns casos, a pessoa programadora deve inserir tags e configurações específicas para esses navegadores, de modo a não arriscar o funcionamento do website. 

A falta de lógica é outro fator negativo, caracterizado pelo fato do HTML não ser uma linguagem de programação. Por isso, a pessoa que for desenvolver deve utilizar a mesma estrutura em diversos arquivos, o que consome bastante tempo de programação na replicação de código. 

Qual a relação entre HTML, CSS e JavaScript?

Como já falamos, o HTML trabalha em conjunto com linguagens como CSS e JavaScript para desenvolvimento web. Ora, o CSS é uma linguagem de estilo que ajuda a personalizar um conteúdo ao acrescentar definições visuais importantes.

Com ele, é possível definir as cores para cada seção do conteúdo, estabelecer as fontes usadas, o posicionamento dos elementos, o relacionamento entre cada componente, bem como as margens e animações.

Ou seja, se o HTML é o esqueleto puro que delimita a estrutura, o CSS adiciona uma roupagem e uma beleza maior ao site, permitindo que seja trabalhada a identidade da marca em questão. 

O JavaScript, por sua vez, é responsável pela lógica. É uma linguagem de programação, com elementos que as linguagens apresentam: variáveis, funções e constantes. Por isso, é essencial para adicionar o comportamento e os movimentos dos componentes do site.

Por exemplo: para interagir com um website, recebendo a confirmação em um envio de formulário, o JavaScript é imprescindível. Outros usos do JS: pop-ups, sliders e galerias de imagens.

Vale a pena aprender HTML?

Como já vimos, o HTML é essencial para a construção de websites. Por essa razão, é interessante se dedicar a ele. Como a demanda por sites é crescente, o aprendizado é bastante valioso para a carreira em TI e pode ajudar a impulsionar sua vida profissional.

Além disso, as possibilidades da quinta versão são excelentes. Assim, vale a pena pesquisar e tentar descobrir novas funcionalidades para implementar.

Outra vantagem é a otimização para os mecanismos de buscas (SEO). Quando falamos em desenvolvimento de sites hoje, um dos conhecimentos mais importantes é o SEO, um mecanismo que permite que os endereços apareçam nas primeiras posições do Google e sejam encontrados com facilidade.

Um bom conhecimento de HTML permite que a pessoas programadora consiga otimizar isso nas aplicações web. Essa expertise é um grande diferencial competitivo para ela, pois o ajuda a conquistar mais clientes.

Quais as melhores formas de aprender HTML?

Como a comunidade é forte e ativa, uma das estratégias para começar a aprender a linguagem é acessar informações disponíveis na internet. Artigos, fóruns e vídeos podem ajudar no esclarecimento de dúvidas pontuais e solução de problemas. Com eles, é possível, inclusive, começar o primeiro código e seguir até a construção de aplicações mais complexas.

Outra forma efetiva é criando os próprios arquivos ou fazendo cursos para se especializar. Como já falamos, a tecnologia permite que os documentos sejam criados no bloco de notas mesmo, de uma forma bem simples e intuitiva. Então, os estudantes podem testar combinações e visualizar diretamente no navegador.

O HTML é a tecnologia mais essencial da web e, por isso, vale a pena ser estudada a fundo. Seus princípios evoluíram para uma versão bem moderna e adaptada às demandas atuais, mas ainda é necessária a integração com outras ferramentas, como CSS e JavaScript. 

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