Você está pensando em iniciar uma carreira em desenvolvimento de software para web? Já definiu em qual área? Saiba que a primeira coisa a decidir é se você vai optar por atuar em front-end ou back-end.

Não sabe o que é isso ainda? Sem problemas, estamos aqui para guiar você nessa jornada. Primeiro você deve saber que todo sistema web é dividido em, no mínimo, dois pontos: cliente e servidor.

Front-end é tudo que acontece no cliente e back-end tudo o que acontece no servidor. Vamos explicar em detalhes o que significa cada termo e quais as diferenças, vamos lá? Nesse texto você também vai aprender:

  • O que é cliente e o que é servidor;
  • O que é front-end;
  • O que é back-end;
  • Qual a melhor opção para você.

Boa leitura!

O que é cliente e o que é servidor

Antes mesmo de entrar no mérito de front-end e back-end, precisamos entender um pouco sobre como funciona a mecânica do desenvolvimento web hoje. Seja para aplicativos, seja para plataformas e sites, todos seguem um padrão muito parecido.

Na maioria dos casos, temos uma arquitetura conhecida como cliente-servidor, na qual um navegador ou smartphone, que representa a pessoa usuária, exibe as informações, buscando sempre que necessário as respostas em um servidor. Por sua vez, ele recebe requisições de clientes conectados e responde a cada um deles de forma individual, buscando, salvando, editando ou deletando informações na base de dados.

Basicamente são dois sistemas separados. Essa troca de dados entre eles é realizada por meio de APIs, que são protocolos de comunicação. No geral, podemos contar com vários tipos de clientes, como aplicativos para Android, iOS, sites e plataformas web. Já o servidor pode ser único, atendendo a todos da mesma maneira.

Como são duas entidades diferentes, a linguagem utilizada e o estilo de programação também podem mudar. Por conta disso, existem pessoas especializadas em trabalhar com o back-end e outras com o front-end.

O que é front-end

Podemos dizer que o front-end está ligado à parte visual de uma aplicação — geralmente um site —, porém também podemos considerar uma pessoa desenvolvedora de apps como uma de front-end. Quem exerce esse trabalho não deve apenas lidar com códigos, mas também precisa ter noções gráficas.

Por outro lado, não podemos confundir esse trabalho com o de designer, que é a pessoa que cria as telas. A pessoa programadora front-end recebe os mockups (desenhos de tela) e aplica as tecnologias à sua disposição para recriar essas telas de modo funcional.

Além de criar a parte gráfica da aplicação, também é de sua responsabilidade realizar a comunicação com o lado do servidor, ou seja, enviar e receber dados conforme a demanda, utilizando códigos complexos para isso.

Principais linguagens front-end

No front-end para web, não temos uma divisão por linguagens, mas um grupo básico de tecnologias que poderíamos utilizar para o desenvolvimento de uma solução. Já para aplicativos, aí sim temos uma divisão básica entre as possibilidades, conforme você poderá acompanhar na sequência.

Web:

  • Javascript ─ é a linguagem responsável por criar conteúdo dinâmico na página, processar informações e realizar a comunicação com o back-end;
  • HTML ─ é uma linguagem de marcação, responsável pela estrutura da página web. A pessoa programadora front-end deve aprender como utilizá-la bem.
  • CSS ─ também não é uma linguagem de programação, mas sim uma linguagem de estilos. É utilizada para estilizar e modificar visualmente os elementos criados com HTML..

Aplicativos:

  • Swift ─ é a linguagem utilizada para o desenvolvimento de aplicações para iOS, macOS e outros sistemas operacionais da Apple, sendo substituta do Objective-C;
  • Kotlin ─ o Kotlin foi criado em 2010 para ser a plataforma própria de desenvolvimento de apps do Android, substituindo o Java, até então a principal linguagem utilizada.

Para trabalhar com o front-end web, a pessoa programadora deverá dominar as três tecnologias. Já para o desenvolvimento de aplicativos, deverá focar em apenas uma das linguagens de acordo com o seu objetivo.

O que é back-end

O back-end é o servidor, aquele que recebe requisições, realiza processamentos pesados e devolve informações para o cliente.

Em uma comparação grosseira, poderíamos dizer que o servidor é como um cozinheiro. O cliente faz seu pedido para o garçom (protocolo de comunicação), que o encaminha para a cozinha e repassa esse pedido ao cozinheiro. O cozinheiro então realiza todo o processo de preparação do prato e entrega ao garçom, que leva o pedido até a mesa do cliente.

Uma aplicação web, clientes nunca terão acesso direto ao banco de dados, pois tudo passa pelo servidor, que faz as verificações de segurança e busca informações em outras APIs, ou seja, executa todo o trabalho pesado do sistema.

Principais linguagens back-end

As linguagens de back-end podem ser divididas em alto e baixo nível, mas essa divisão é mais teórica, uma vez que, para trabalhar com servidores para web ou para apps, apenas as linguagens de alto nível serão utilizadas.

Alto nível

São consideradas linguagens de alto nível aquelas que mais se aproximam da nossa linguagem natural, sendo interpretadas posteriormente ao nível de máquina. São elas:

  • Python ─ linguagem criada em 1991, pode ser utilizada para a programação de sites na web, mas também é muito aplicada em sistemas de Inteligência Artificial;
  • Ruby ─ desenvolvida em 1995 no Japão. Mais conhecida pelo seu principal framework, Ruby on Rails, também permite a criação de sites e também de sistemas web;
  • Java ─ de propriedade da Oracle, surgiu em 1995 e foi muito utilizada em sistemas embarcados, aqueles que funcionam em dispositivos, como os celulares mais antigos. É muito utiliza no lado do servidor de aplicações web;
  • C# ─ uma evolução das linguagens de baixo nível C, propriedade da Microsoft, tem uma forte presença em soluções web na plataforma .NET;
  • PHP ─ a linguagem mais utilizada no mundo para aplicações online é com certeza o PHP, podendo ser usada em vários paradigmas de programação diferentes, o que torna essa uma ferramenta poderosa na web.

Baixo nível

Podemos considerar como linguagens baixo nível aquelas que se aproximam mais da linguagem de máquina. Não são tão rebuscadas e não permitem uma orientação a objetos.

Entre elas, estão:

  • C ─ criada em 1972, é uma linguagem de propósito geral, leve e muito utilizada em sistemas embarcados;
  • C++ ─ criado em 1979 como uma evolução com mais recursos da linguagem C, o C++ é muito popular e comumente utilizado como base para o ensino de programação;
  • Pascal ─ surgido em 1970, o Pascal já teve um grande apelo comercial para o desenvolvimento de sistemas simples, porém, com o surgimento de novas linguagens, vem caindo em desuso.

Qual a melhor opção para você

Decidir qual dos dois pontos é o melhor para quem está começando é algo bem pessoal, já que quem busca se especializar em front-end costuma ter mais afinidade com a parte gráfica e quem se aprofunda no back-end acaba gostando mais de códigos elaborados e algoritmos.

Um curso especializado de desenvolvimento pode ajudar a decidir para qual lado sua personalidade pende mais, afinal, você poderá ver na prática um pouco de cada tecnologia e suas aplicações.

Por fim, queremos deixar claro que não há uma carreira melhor do que a outra. Ambas as possibilidades, front-end e back-end, são cheias de oportunidades no mercado de trabalho, então escolha com calma.

Aproveite que está por aqui e dê uma olhada no currículo do curso de formação da Trybe voltado para o desenvolvimento de soluções web!

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