O Ruby é uma das linguagens de programação orientada a objetos que mais cresce em termos de popularidade.

Isso porque é uma das poucas linguagens que consegue juntar leitura amigável e complexidade técnica. 

Na programação, Ruby pode ser utilizada para criar aplicações desktop, em sistemas embarcados e várias outras utilidades como veremos a seguir.

Vamos lá!

O que é Ruby?

Ruby é uma linguagem interpretada e orientada a objetos com tipagem dinâmica e forte. Ou seja, ela é capaz de definir os tipos de uma variável ou uma função, de acordo com os valores que recebe.

Além disso, conta com gerenciamento de memória automático, o que significa uma melhor otimização e performance da aplicação.

Ruby é uma linguagem de script, open source e multiplataforma. Portanto, pode ser utilizada em diversos ambientes, como Windows, Linus, Unix, macOS, entre outros.

Ruby também precisa de um interpretador para ser executada. Isso significa que, na programação com Ruby, sempre há um programa responsável por traduzir as instruções para a linguagem de máquina.

O que é o Ruby on rails?

Ruby on Rails é um framework para o desenvolvimento de aplicações web que utiliza a linguagem Ruby.

Nesse ponto pode haver uma ambiguidade, mas lembre-se que Ruby é a linguagem de programação e Ruby on reails é o framework. Portanto, para aprender Ruby on Rails (RoR), é preciso conhecer como a linguagem de programação Ruby funciona.

Ruby on rails surgiu em 2005, durante a construção do Basecamp. David Heinemeier Hansson (conhecido como DHH) construiu uma biblioteca poderosa sobre a linguagem de programação Ruby utilizando fundamentos do aplicativo do Basecamp e criando blocos para uso da linguagem no futuro, originando, assim, o framework Rails.

DHH tornou o framework RoR multifuncional, extensível, expansível e compartilhado com a comunidade open source. A partir disso, Ruby on Rails foi melhorado ainda mais — um verdadeiro avanço para o desenvolvimento web. RoR continua sendo uma das estruturas da web mais populares do lado do servidor.

Quais as principais características da linguagem Ruby?

Ruby é uma linguagem multiplataforma, open source, multiparadigma, orientada a objetos, flexível, que utiliza identação por espaços, não necessita da declaração de variáveis e abrange tanto o back-end quanto o front-end.

Seu framework, o Ruby on rails (RoR), revolucionou o mundo do desenvolvimento web através de sua abordagem prática. Com o RoR, todas as funções que você deseja para desenvolver aplicativos estão ao seu alcance: você pode extrair o que precisa para prosseguir.

Vamos ver com mais detalhes:

1. Arquitetura MVC

Ruby on Rails é baseado no padrão Model, View and Controller (MVC), uma arquitetura de aplicativo web amplamente usada. Consequentemente, quem já conhece outras estruturas que também usam padrões MVC geralmente têm mais facilidade usando Ruby on rails.

Com essa arquitetura, o framework separa códigos de funções diferentes — ou seja, camada de apresentação, camada de dados e manutenção de uma camada de recursos, facilitando o trabalho de desenvolvimento.

2. Active Record

Ruby on Rails conta com uma biblioteca robusta e poderosa chamada active record, que torna mais fácil projetar as consultas de interação do banco de dados. Isso ocorre porque, ao usar o RoR, as pessoas desenvolvedoras estão escrevendo a consulta na própria linguagem de programação Ruby, que é então automaticamente convertida em uma consulta SQL, que recebe a saída e retorna um objeto.

A biblioteca de registros ativa pode realizar a maior parte da tarefa. Portanto, é muito raro precisar desenvolver uma consulta em SQL enquanto usa o RoR, poupando tempo durante o desenvolvimento de aplicações.

3. Convenção sobre configuração

Ruby on Rails evita arquivos de configuração para poupar convenções, reflexão, bem como extensões dinâmicas de tempo de execução.

A ideia por trás da Convenção sobre Configuração é atribuir valor automaticamente sem a intervenção da pessoa usuária. Alguns sistemas de software, incluindo estruturas de aplicativos da Web Java, requerem vários arquivos de configuração, cada um com várias configurações — o que é muito laborioso.

Assim, o recurso de convenção aumenta a produtividade, pois você não precisará perder tempo configurando arquivos de configuração, pensando sobre para onde as coisas vão ou que nome atribuir para cada arquivo.

4. Ferramenta de teste simples

Ruby on Rails também vem com uma configuração de teste de unidade chamada RSpec, que é muito fácil de aprender. Como é Ruby simples, você pode usá-lo para testar as funções empregadas na aplicação, chamando-as separadamente. Isso te ajuda a garantir que sua aplicação foi testada corretamente.

Banner da RSpec, configuração de teste de unidade do Ruby on Rails

5. Implementação automatizada

Ruby on Rails inclui bibliotecas para permitir que o código prossiga para a produção com menos esforços e em tempo reduzido. Basta apenas uma única configuração inicial e o RoR implanta todas as alterações feitas na produção, com apenas uma única linha na interface de comando.

6. Linguagem de programação simples

Ruby é uma linguagem de programação orientada a objetos, que permite criar objetos virtuais em seu código. Sua sintaxe é simples, concisa, mais próxima da língua inglesa e flexível.

Para comparar, vamos mostrar o mesmo código simples de Hello World em Ruby e em PHP, outra linguagem de script semelhante:

PHP RUBI
echo “Hello World”;puts “Hello World”

Note que, em PHP, você deve usar um ponto-e-vírgula além do comando “echo”.

Para conseguir a mesma coisa, o Ruby permite que você use a linguagem mais falada, com o comando puts (que em inglês significa algo como “coloca”) e sem a necessidade de ponto-e-vírgula.

Viu como a linguagem de programação Ruby economiza seu tempo e aumenta a eficiência na escrita de funções longas e complexas?

O Rails também ajuda você a escrever comandos simples em documentos HTML, CSS e JavaScript. Como a sintaxe do Ruby ​​se aproxima do inglês, é sempre mais fácil estruturar seu pensamento e escrevê-lo em código.

Limitações do Ruby on Rails

Assim como com outras linguagens de programação e frameworks, Ruby on Rails também inclui alguns fatores negativos e desvantagens. Aqui estão algumas das limitações do Ruby on Rails:

1. Obscuridade devido à Convenção

Uma das maiores vantagens da codificação é que ela explica tudo o que acontece em um aplicativo, ou seja, se você souber onde explorar, encontrará a fonte de qualquer ação. Inclusive, esse é um dos nossos maiores conselhos quando o assunto é dicas para aprender a programar rápido.

Por isso, apesar da convenção sobre configurações ser uma ótima vantagem para iniciantes, ela adiciona obscuridade ao código.

2. Velocidade de inicialização

A maioria das pessoas desenvolvedoras que trabalham atualmente com Ruby on rails afirmam que a velocidade de inicialização do framework não está à altura das expectativas. Com base no número de arquivos e dependências, Ruby on rails requer mais tempo para inicializar e isso pode atrapalhar o desempenho dessas pessoas profissionais.

3. Multi-threading

Ruby on Rails suporta multithreading. Portanto, se não tiver cautela, as solicitações serão enfileiradas no final da solicitação ativa e isso pode causar problemas de desempenho.

Principais conceitos da linguagem Ruby?

O principal conceito da linguagem Ruby é a facilidade em aprender e trabalhar. Isso acontece porque a ferramenta tem características e recursos que a tornam mais simples, direta e amigável. Veja:

Sintaxe do Ruby

A sintaxe do Ruby é limpa, pois não contém vírgula ou ponto-e-vírgula para indicar o final do comando.

Além disso, não é necessário informar o comando return para retornar o valor ao escrever uma função, por exemplo. A linguagem entende que a última linha é o retorno da função.

A sintaxe da linguagem Ruby é composta pelas seguintes partes:

  • BEGIN: serve para definir o bloco que será executado no começo do programa;
  • #END: define o bloco que será executado ao final do programa;
  • #__END__: é o final código, nada após _END_ é executado;
  • #__FILE__: nome do arquivo que está sendo executado;
  • #__LINE__: número da linha que está sendo executada no arquivo em questão.

Tags

  • <rt>: usada para descrever a explicação do texto principal na parte superior do texto principal;
  • <rp>: opcional, usada para especificar as informações que precisam ser mostradas quando os navegadores não são compatíveis com anotações Ruby.

Comentários

Em Ruby, existem dois tipos de comentários:

  1. Comentários de linha única;
  2. Comentários multilinha.

Comentários de linha única em Ruby

Comentários de linha única começam com sinal #. Não é necessário colocar nenhuma indicação de que o comentário já terminou, pois, como vimos na sintaxe do Ruby, não são necessários caracteres de término em linhas.

Exemplo:

#!/usr/bin/ruby -w
  
# Esta é uma única linha de comentário.
puts "Comentário de linha única"

Saída:

Single line comment above

Comentários multilinha em Ruby

Você pode usar a sintaxe = Begin e =End para fazer comentários que se extendem por duas ou mais linhas:

#!/usr/bin/ruby -w

puts "Olá, Ruby!"

= Begin
Este é um comentário de várias linhas.
Você pode comentar quantas linhas quiser.
= End

Saída:

Multi line comments below

Métodos

Em Ruby, existem dois tipos de métodos:

  1. Método de classe;
  2. Método de instância.

Método de classe

É um método que podemos usar chamando a classe diretamente, sem que seja necessário instanciar. Ou seja, sem que para chamar a classe seja necessário escrever class << self em cada método.

Por exemplo, vamos supor que eu queira chamar a classe Login:

class Login 
  def self.logar 
    puts 'Logando da classe...' 
  end
end

E, depois, queira chamar o método logar no código novamente. Quando eu quiser fazer isso, simplesmente digito:

> Login.logar
=> Logando da classe... 

Método de instância

Neste método é preciso instanciar o objeto antes de chamar o método. Usando o exemplo anterior, para ter acesso ao método Logar, seria necessário digitar:

> @login = Login.new 
> @login.logar
=> Logando da instância...

Variáveis

  • Constantes: não mudam durante a execução do programa e são sempre escritas com letra maiúscula;
  • Locais: existem apenas no método a que foram atribuídas e a escrita é sempre em letra minúscula;
  • Instanciadas: dão valor à uma classe e começam com @;
  • De classe: existem no escopo da classe e começam com @@;
  • Globais: sempre começam com $.

Além disso, existem outros sinais na linguagem Ruby que representam operações, como funções de cálculo, comparação e atribuição. Como sempre aconselhamos quando o assunto é se aprimorar em linguagens de programação, consulte a documentação oficial para conhecer mais a fundo as variáveis!

Estruturas condicionais

São as estruturas que executam ações a partir de condições. Em Ruby, as estruturas condicionais mais comuns são:

  • if;
  • elseif;
  • else;
  • case.

Como Ruby não utiliza parênteses na estrutura, é muito simples de usar as condicionais. Vamos supor que uma escola queira listar todas as pessoas estudantes acima de 15 anos no banco de dados:

puts nome if idade > 15

Lembra que dissemos que a sintaxe do Ruby é muito parecida com a fala? Então, basta ler o que está escrito: “coloque nome se a idade é maior que 15″.

Ruby Gems

O Ruby Gems é uma ferramenta utilizada para o gerenciamento de pacotes que podem ser baixados gratuitamente na internet. Na prática, é um gerenciador responsável pela distribuição e instalação de bibliotecas e módulos, chamadas gems, desenvolvidas pela comunidade Ruby.

Code Blocks

Code Blocks, que significa bloco de códigos, em português, é um recurso dessa linguagem que permite inserir um conjunto de instruções dentro de outra função, de forma simples e rápida. Confira um exemplo:

# Método 

def ola_mundo & block
puts “Olá mundo!”
yield
puts “Sejam bem-vindos!”
end

# Code block que será inserido no método 

ola_mundo do
puts “Vamos aprender Ruby!”
end


Ao executar o código, o comando “yield” buscará o conteúdo do bloco de código olá_mundo e o executará no ponto determinado. Portanto, o retorno será:

# Resultado do processamento

Olá mundo!
Vamos aprender Ruby!
Sejam bem-vindos!


Mixins

A linguagem Ruby não trabalha com herança múltipla diretamente, ou seja, não é possível herdar de várias classes ao mesmo tempo. Esse é um recurso importante para a programação orientada a objetos. Entretanto, ela trata essa necessidade de outra maneira, por meio de um recurso chamado mixin.

Na prática, ela utiliza módulos que podem ser consumidos em uma classe e, dessa forma, permitir a herança múltipla. Confira o exemplo, a seguir.

# Primeiro módulo

module Primeiro
  def metodoA
  end
end

# Segundo módulo

module Segundo
  def metodoB
  end
end

# Classe que permite incluir vários módulos

class MesclarModulos
  include Primeiro
  include Segundo
    def metodoC
    end
end

# Consumo da classe MesclarModulos
  
  resultado = MesclarModulos.new
  resultado.metodoA
  resultado.metodoB
  resultado.metodoC

Quais as principais aplicações da linguagem Ruby?

1. Desenvolvimento web

Uma das áreas onde a linguagem Ruby realmente brilha é o desenvolvimento web. Graças ao seu framework Ruby on Rails, construir um site simples ou um serviço web totalmente baseado em computação nuvem fica muito fácil.

Isso porque o RoR é um conjunto de bibliotecas que ajuda as pessoas desenvolvedoras disponibilizando as ferramentas de que elas precisam durante o desenvolvimento dessas aplicações web sem precisar de muitas configurações, por exemplo:

  • Rotear uma solicitação de entrada para o manipulador correto;
  • Interagir com o banco de dados;
  • Renderizar uma página da web;
  • Separar o código entre modelo, visualização e controlador.

 2. Geração de site estático

Um gerador de site estático gera todas as páginas de um site de uma vez. Essas páginas são implantadas em um servidor, assim, quando você visita a URL, recebe um arquivo HTML estático em seu dispositivo.

O principal gerador de sites estáticos no mercado é o Jekyll. Escrito em Ruby, Jekyll é a forma padrão de publicar conteúdo no Github, por exemplo. Os sites construídos com geradores de sites estáticos são rápidos, eficientes, seguros e fáceis de implementar. Eles também são úteis para situações em que o conteúdo não muda com frequência.

3. DevOps e automação

Ruby é uma tecnologia amplamente presente em DevOps, automação e implantação de sites. Conheça alguns exemplos:

Heroku

Logo da plataforma de implantação de aplicações web Heroku

Heroku é uma plataforma de implantação de aplicações web popular que permite que pequenas equipes teste e implementem seus aplicativos sem uma pessoa engenheira de DevOps dedicada ao projeto. Originalmente, o Heroku oferecia suporte apenas à linguagem Ruby, mas hoje em dia já funciona com outras tecnologias.

Vagrant

Logo da ferramenta Vagrant

Ferramenta escrita em Ruby que gerencia máquinas virtuais a partir de linhas de comando. Vagrant permite que as pessoas desenvolvedoras codifiquem e executem projetos desenvolvidos para um sistema operacional específico executado em qualquer sistema operacional.

Por exemplo: utilizando o Vagrant, você pode construir serviços feitos para rodar em Linux em seu laptop Mac ou Windows e ter certeza de que eles serão executados corretamente quando implementados.

Chef e Puppet

Logo das ferramentas de DevOps Chef e Puppet

Ambas ão ferramentas usadas para automatizar e gerenciar a configuração de aplicativos e servidores da web. Chef e Puppet são capazes de definir ambientes de aplicação com um arquivo de configuração simples e, em seguida, usar essa configuração para iniciar instâncias do aplicativo sem que, para isso, seja necessário realizar qualquer etapa manual.

4. Servidores web

Você também pode usar Ruby para construir servidores web, como Passenger, Unicorn e Puma. Esses servidores são os principais aliados de quem trabalha com as estruturas de desenvolvimento da web escritas em Ruby. Eles processam solicitações de entrada brutas em HTTP, depois as enviam para corrigir os aplicativos da web de back-end e, em seguida, tratam da resposta HTTP enviada de volta do aplicativo.

5. Processamento de dados

Ruby também é uma ótima linguagem para processamento, limpeza e filtragem de dados. As funções integradas de mapear, reduzir e selecionar do Ruby são ferramentas poderosas usadas para resolver muitos problemas de processamento de dados.

6. Web scraping e crawling

A tecnologia Ruby disponibiliza uma grande variedade de pacotes que tornam a extração de dados de páginas da web mais fácil, por exemplo:

  • Vessel: biblioteca usada para rastrear e baixar páginas da web;
  • Nokogiri: usada para analisar o HTML das páginas que foram rastreadas para extrair partes específicas da página de uma forma estruturada, tornando-a utilizável para análise de dados.

Quais as diferenças entre Ruby e Python?

Ruby é uma linguagem de programação dinâmica, de código aberto, orientada a objetos e reflexiva, considerado similar às linguagens Perl e Smalltalk. Python também é uma linguagem de programação orientada a objetos. Ela é simples, fácil de aprender, poderosa, de alto nível e, atualmente, é a linguagem de programação mais popular do mundo.

Com tantas semelhanças, resta a pergunta: quais as diferenças entre Ruby e Python? Veja no comparativo:

PythonRuby
O que é?Linguagem de programação de alto nívelLinguagem de programação de propósito geral
Totalmente orientada a objetos?NãoSim
SintaxeLimpa e interativaLimpa e interativa
IDEs compatíveisVários são suportadosEclipseIDE
Permite usar Mixins?NãoSim
FrameworksDjangoRuby on Rails
Quantidade de bibliotecasPossui mais bibliotecasPossui menos bibliotecas
elseifelifelseif
Permite desconfigurar uma variável?A variável estará presente na tabela de símbolos enquanto estiver no escopoDepois que uma variável é definida, você não pode removê-la
Suporta funções anônimas?Apenas lambdasBlocos de suporte, procs e lambdas
Como são as funções lambda?Suporta apenas função lambda de linha únicaSuporta funções lambda maiores
Possui funções?SimNão
Foco da comunidadeAcadêmico e LinuxWeb
Suporta instrução switch / case?NãoSim
Palavra-chave de rendimentoRetorna a execução para o escopo fora da invocação da função através do código externoExecutará outra função que foi passada como o argumento final e, em seguida, continuará imediatamente
Permite modificar classes integradas?NãoSim
Suporta herança múltipla?SimSim
Suporta tuplas?SimSim
Prompt interativo IRBSimSim
Estilo GNU Debugger (GDB)SimSim
UsoGoogle, Dropbox, Instagram, Mozilla, Yahoo, Venom, Youtube…Apple, GitHub, Twitter, Hulu, ZenDesk…

Vale a pena aprender Ruby? Quais as vantagens?

Conforme as estatísticas levantadas pelo site W3Techs, o Ruby ocupa a quarta posição entre as linguagens mais utilizadas para o desenvolvimento de aplicações back-end no mundo. Entretanto, existem outras áreas que utilizam essa linguagem, como para desenvolver simuladores, modelagem 3D, entre outras. Confira, a seguir, as principais razões pelas quais vale a pena aprender essa linguagem orientada a objetos.

Facilidade de aprendizado

A linguagem Ruby é fácil de aprender, pois sua sintaxe é bem limpa e intuitiva. Além disso, é a base para a utilização de outros frameworks para o desenvolvimento de aplicações web, como o Ruby on Rails.

Manutenção do código descomplicada

Outra vantagem dessa linguagem é a facilidade para fazer a manutenção do código. Isso é possível em razão de a sua sintaxe ser simples e compreendida facilmente por qualquer pessoa que desenvolva softwares. Dessa forma, evita-se a necessidade de reescrever códigos por falta de compreensão da lógica de programação utilizada por outra pessoa.   

Ampla possibilidade de utilização

Existem diferentes tipos de aplicações que podem ser desenvolvidas com essa linguagem. Por isso, grandes empresas fazem uso dessa tecnologia. Um exemplo é o Google, com o programa Google SketchUp, que utiliza a linguagem em diversas funcionalidades em sua macro API de script. Outra empresa que utiliza a linguagem é a Siemens, em um projeto sobre robótica.

Além disso, as empresas brasileiras também fazem parte do grupo que utiliza essa linguagem em seu ambiente de desenvolvimento, entre elas estão: Locaweb, Resultados Digitais, Rock Content, RunRun.it, Stefanini e muitas outras.

Oferece performance e segurança

As características da linguagem, como produzir um código limpo, oferecer recursos de alocação de memória, entre outras, contribuem para aumentar a performance e a segurança da aplicação. Além disso, há outras funções que ajudam nesse desempenho, como a capacidade de carregar bibliotecas dinamicamente, conforme a disponibilidade do recurso necessário no sistema operacional.

Utilizar o framework Ruby on Rails

Como mencionamos, Ruby é a linguagem de programação utilizada no Ruby on Rails. Portanto, para desenvolver aplicações web com essa tecnologia, é preciso saber como ela funciona. De acordo com as estatísticas apresentadas no site Built With, existem mais de 2,4 mil sites no mundo que utilizam o Rails.

Vale ressaltar que existem outros frameworks no mercado que também utilizam a linguagem Ruby. São utilizados para aplicações web, como o Sinatra, o Padrino, Grape, entre outros.

Comunidade ativa

A linguagem Ruby é open source e conta com uma grande comunidade na área de desenvolvimento. Portanto, existem que podem ajudar com as dúvidas sobre o uso da tecnologia. Ou seja, estão empenhadas em apresentar melhorias e atualizações para o aprimoramento da linguagem.

Conclusão

O Ruby é uma linguagem de programação que oferece diversas características que permitem a criação de aplicações poderosas para diferentes finalidades, entre elas, a de criar aplicações web com o framework Ruby on Rails ou outro semelhante.

Já que você se interessou por este conteúdo sobre linguagem de programação, confira o que é um framework, como ele funciona e quais suas vantagens!

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