esmo que você ainda esteja iniciando os seus estudos em programação e escolhendo quais tecnologias estudará, a linguagem SQL (Structured Query Language,) fará parte da sua rotina, já que lidar com o banco de dados é algo comum da vida de um programador.

Quase todos as pessoas programadoras hoje, mesmo aquelas que trabalham apenas com o front-end ou o desenvolvimento de apps mobile, devem ter uma noção básica de SQL para manipular registros em bancos de dados.

Ao longo deste post, vamos mostrar para você:

  • O que é a linguagem SQL;
  • Quais são os subconjuntos do SQL;
  • Por que aprender SQL;
  • Quais são as vantagens da linguagem SQL.

Boa leitura!

O que é a linguagem SQL

A linguagem SQL foi resultado de um estudo realizado no laboratório da IBM em San Jose (Califórnia, EUA), na década de 70, e tinha como principal objetivo desenvolver alguma linguagem que facilitasse a manipulação de bancos de dados relacionais.

O primeiro BD (banco de dados) baseado em SQL se tornou um produto comercial pouco tempo depois da divulgação desse estudo, no final dos anos 70. O sucesso da linguagem foi tão grande entre as pessoas da área de desenvolvimento que o órgão regulamentador americano, o ANSI, teve de padronizar seu uso.

Até hoje, a maior parte dos produtos comerciais de bancos de dados relacionais são baseados em SQL para a manipulação de registros, sendo que existem algumas variações de mercado, mas elas não afetam a padronização geral.

Podemos conceituar o SQL (Linguagem Estruturada de Dados) como a linguagem padrão universal para a manipulação de bancos de dados relacionais por meio de SGBDs, sistemas de gerenciamento de BD.

Os SGBDs são os programas que oferecem uma interface de comunicação entre o usuário ou usuária, o sistema e o banco de dados. Por se tratar do padrão universal, conhecer SQL é fundamental para qualquer pessoa da área de programação.

Quais são os subconjuntos do SQL

A linguagem SQL é dividida em subconjuntos, sendo que cada um deles é responsável por uma parte da manipulação de registros, das tabelas e de outras características do banco de dados. Vamos a eles.

DML — Data Manipulation Language

O subconjunto mais utilizado do SQL é o DML, pois é através de seus comandos que operamos diretamente sobre o conjunto de dados de um banco de dados.

Caso você já tenha feito algum tutorial de programação, deve estar familiarizado com o termo CRUD, pois é por meio desses comandos que podemos realizar essas ações. Eles são os que seguem:

INSERT

Utilizamos esse comando sempre que queremos inserir informações em uma tabela que já consta em nosso banco de dados:

UPDATE

Para realizar a edição de um registro que já foi inserido, ou mais de um, utilizamos o comando UPDATE:

DELETE

Para o caso de exclusão de um ou mais registros, quando queremos descartar uma informação da base de dados, o comando a ser utilizado é o DELETE:

SELECT

Por fim, dentro do DML, o comando mais utilizado sempre é o de pesquisa, sendo que essa é a principal ferramenta do programador:

DDL — Data Definition Language

O subconjunto de comandos utilizado para o gerenciamento da estrutura do banco de dados é a DDL. É por meio dela que a pessoa que trabalha com programação pode realizar a criação, alteração e remoção das tabelas de registros.

Na sequência, conheça alguns comandos de DDL.

CREATE

Sempre que é necessário criar um novo objeto no banco de dados, como uma nova tabela, o comando a ser aplicado é o CREATE:

ALTER

Já quando se faz necessário alterar um objeto, por conta da demanda de um novo campo na tabela, por exemplo, utilizamos o ALTER:

DROP

Por fim, pode ser que, em alguns casos, uma tabela se torne obsoleta e sua presença no banco seja desnecessária. Assim, podemos deletar esse objeto com o comando DROP:

DCL — Data Control Language

Dentro de SQL, também podemos utilizar o controle de acesso, dando ou não permissões de acesso e manipulação de informação de acordo com o usuário. Para isso, existem dois comandos.

GRANT

Esse comando autoriza um usuário a executar determinada ação no banco de dados. Vamos mostrar um exemplo para o usuário “Xavier”:

Com esse comando, autorizamos o user “xavier” a realizar consultas na tabela “aluno”.

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