Indiscutivelmente, a segurança da informação é um dos temas mais abordados nas empresas. Segundo uma previsão da consultoria Gartner, em 2019, foram gastos cerca de US$ 124 bilhões somente com isso — um crescimento de quase 9% em comparação ao ano anterior.

Estimulada pela ocorrência de ataques cibernéticos, pela expansão do acesso à informação e, mais recentemente, pela entrada em vigor da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), a preocupação com o tema vem se expandindo da área de TI para a organização como um todo.

Proteção de dados dos usuários e usuárias, principalmente, deve ser tratado como um dos assuntos mais pertinentes para qualquer empresa, afinal, a exposição de dados pode levar a incontáveis prejuízos financeiros e de patrimônio.

Aproveite a leitura deste artigo, pois nele vamos explicar o que você precisa saber sobre o assunto:

O que é segurança da informação?

A segurança da informação é o conceito que prevê evitar e blindar, de alguma forma, a quantidade de informações que estão no fluxo da organização. Na atual era da informação, é extremamente normal a alta quantidade de dados recebidos. Geralmente, tais informações chegam em curto tempo de espaço, o que requer maior controle.

Qualquer ativo que gere algum dado precisa ser assegurado de eventuais riscos que comprometa a empresa ou o dono dos dados, que pode ser o usuário, por exemplo.

Nesse sentido, diversas medidas são geradas para 5 importantes questões:

  1. confidencialidade;
  2. integridade;
  3. disponibilidade;
  4. irretratabilidade;
  5. autenticidade dos dados.

Assim sendo, o profissional de TI é o provedor que vai garantir que elas sejam realizadas com eficiência.

Qual a importância para a organização?

Quanto maior a empresa, maior é a quantidade de informação existente em sua base de dados. Desde questões simples, como relatórios de vendas e informes bancários — como senhas e extratos — até informações de clientes. Todas correm algum tipo de risco virtual.

Em resultado levantado em 2019, foram registrados cerca de 15 bilhões de ataques cibernéticos em 3 meses no Brasil. Desta maneira, muitas empresas sofrem desse mal que, na pior das hipóteses, leva à inviabilidade das operações da organização.

Por essa razão, cada vez mais é necessário investir em mecanismos que garantam a segurança da informação. Os principais objetivos são:

  • assegurar que nenhuma manifestação suspeita aconteça e comprometa o futuro da empresa;
  • proteger colaboradores de possíveis gatilhos que levem a ataques de hackers;
  • fortalecer as medidas de proteção;
  • garantir o cumprimento dos processos de segurança.

E é nesse momento que os profissionais de TI se envolvem. Por exemplo, a programação promove formas de evitar e analisar possíveis ataques e parte da infraestrutura viabiliza a proteção e o monitoramento. Isso sem contar nas medidas de prevenção que reduzem ainda mais os riscos.

Quais são os 5 principais pilares da segurança da informação?

É inegável a existência de riscos desde os primórdios da era da computação. Entretanto, hoje o impacto e o número de ataques são extremamente maiores, o que chama muito atenção para pessoas da área de segurança.

Para que a segurança da informação seja implantada e eficientemente realizada, é necessário, inicialmente, conhecer os principais pilares desse conceito, os quais você verá a seguir.

1. Confidencialidade

Sem dúvidas, uma das principais visões da segurança da informação é que os dados protegidos devem ser acessíveis somente a pessoas autorizadas e que estejam ligadas, de forma direta, a eles. Caso alguém que não tem essa autorização realize o acesso, seja ele de forma intencional ou não, há uma quebra de confidencialidade dos dados. Do contrário, tal exposição pode levar a muitos danos.

Esse conceito evita que terceiros tenham acesso à informação sem que responsáveis por ela tenha conhecimento. Aqui é importante determinar as liberações de cada usuário do sistema, com mecanismos que confirmem a autenticidade da validação de quem está acessando o sistema.

2. Integridade

A integridade é um propriedade que visa garantir que arquivos não sejam modificados, seja o fato proposital ou não. Assim, a partir desse conceito buscamos definir qual tipo de licença cada usuário dentro e uma organização terá.

Com tal precaução, o nível de confiança da informação é protegido, permitindo que os envolvidos possam usá-la para eventuais tomadas de decisão.

3. Disponibilidade

A informação está ali nos sistemas para ser utilizada de alguma forma — levando em conta que as pessoas determinadas para isso são autorizadas. Quando focamos na disponibilidade da informação, prevemos que ela seja acessível a essas pessoas.

Quando não é possível ser feito o acesso por algum tipo de invasão, consideramos um incidente por quebra de disponibilidade. Em determinadas situações, empresas podem parar justamente quando o acesso aos dados são interrompidos.

4. Irretratabilidade

Também conhecido como não repúdio, a irretratabilidade prevê que os envolvidos de um determinado documento — ou dado — se responsabilizem pela transmissão dele

Dessa forma, nem a pessoa executora, nem a receptora, devem conseguir, de qualquer maneira, contestar a movimentação da informação. Determinadas programações conseguem verificar e analisar caso exista algum tipo de negação indevida e, assim, alegar a identidade dos responsáveis.

5. Autenticidade

Por último, desde simples documentos até mudanças estratégicas em softwares, o pilar da autenticidade prevê que todo arquivo e documento existente naquela empresa tenha registrado a autoria de origem e as últimas modificações caso tenham sido feitas.

É nesse momento que entram as formas de verificação, por exemplo, PIN, senhas ou ainda reconhecimento digital e/ou facial. Se existir alguma deficiência na leitura de responsabilidade dos dados, aconteceu uma falha de autenticidade de segurança.

Qual a relação entre programação e segurança da informação?

Além de toda a garantia e execução dos pilares, algumas formas de programação são grandes aliadas para promover a segurança dos dados. Desde o mapeamento de movimentações estranhas até o alerta de possíveis riscos, a pessoa programadora tem papel fundamental na efetivação desse tema.

Em determinadas situações, a programação é tão importante quanto a própria definição da cultura de proteção de dados. Quanto mais conhecimento sobre os dados e a informação de seus fluxos, melhor será o acompanhamento para a pessoa gestora de TI e sua equipe.

A segurança da informação é um tema que veio para ficar e sem nenhuma condição de retroceder. Empresas não podem mais se dar ao luxo de ficar à mercê de possíveis ataques e desconstruir todo um percurso já conquistado. Dessa maneira, os profissionais do futuro se fazem cada vez mais essenciais para a sobrevivência de um negócio.

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