Com os avanços tecnológicos, novos meios são criados para melhorar infraestruturas digitais e serviços. Uma das soluções conhecidas recebe o nome de Kubernetes. O que é e como funciona? De modo geral, a tecnologia usa o método de contêineres para acomodar o código e os recursos de um sistema operacional ou de aplicativos com alto grau de complexidade.

Kubernetes é, portanto, um software open source (código aberto) aplicado para gerenciar esses contêineres de forma portátil, escalável e extensível. Neste post, vamos explicar de um jeito descomplicado:

  • o que é Kubernetes;
  • como funciona na prática;
  • por que ele é importante.

Boa leitura!

O que é Kubernetes?

De forma bem resumida, Kubernetes é uma plataforma de código aberto utilizada com o intuito de orquestrar e gerenciar contêineres. Também chamada de Kube ou K8s, o software dispensa processos manuais para instalar e escalar aplicativos ou sistemas operacionais. 

Isso significa que as operações são automatizadas, proporcionando maior facilidade e eficácia. Seu uso é altamente recomendado para hospedar aplicações nativas em nuvem, já que tendem a demandar escalabilidade rápida.

Quer saber uma curiosidade? A palavra Kubernetes tem origem grega e quer dizer timoneiro ou piloto. Combina bem com o conceito de contêineres, não é mesmo? Um dos pioneiros no uso dessa tecnologia, então chamada de Borg, foi o Google.

Como funciona na prática?

Conforme os aplicativos crescem e se tornam complexos, mais contêineres são necessários. Eles, por sua vez, são organizados em “pods”, que criam uma camada extra para controlar a carga e contribuir com o bom funcionamento dos contêineres.

Esse gerenciamento é feito de forma automática pelo Kubernetes a partir de elementos físicos ou virtuais. Cada um deles recebe o nome de “cluster”. O software cria redes e permite que elas possam se comunicar com transparência. Os componentes dentro do “cluster”, por sua vez, podem assumir o papel de “master” ou de “node”:

  • master: responsável pela comunicação com outros “clusters”. Além disso, checa a estabilidade dos serviços e realiza operações de scheduling (como responder a uma requisição);
  • node: encarregado de realizar os trabalhos que são executados pelas aplicações (como criar ou deletar contêineres) através de regras de escalabilidade, fluxo de rede ou carga de demanda para cada serviço.

Por fim, temos mais dois componentes interessantes dentro da estrutura de Kubernetes. Os replication controllers e os replication sets. Enquanto o primeiro atua na criação sistêmica de “pods”, o segundo pode melhorar a identificação dos “pods” gerados.

Por que Kubernetes é importante?

Se você chegou até aqui, deve ter percebido que a estrutura do Kubernetes tem aspecto modular. Por ser fácil de implementar, segura e confiável, a plataforma com infraestrutura baseada em contêineres é uma das mais utilizadas em ambientes de produção para:

  • orquestrar contêineres em diversos hosts;
  • maximizar o uso dos recursos na execução dos aplicativos;
  • ganhar agilidade na hora de escalar apps em contêineres;
  • gerenciar e automatizar implantações e atualizações;
  • garantir a integridade e a autorrecuperação das aplicações, além de manter a execução da mesma forma como foram implantadas.

Kubernetes, o que é? Recapitulando, é uma plataforma de código aberto que veio para facilitar o gerenciamento de aplicações web. Seu principal objetivo é trazer mais agilidade e segurança, além de proporcionar um ambiente autogerenciável e escalável. Portanto, a tecnologia é utilizada para facilitar o gerenciamento de aplicativos complexos e torná-los escaláveis de acordo com as necessidades de cada projeto.

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