O espírito da iniciativa é uma das principais características no DNA de uma startup! O termo, que vem ganhando manchetes de jornais e revistas, devido à grande expansão desse mercado no Brasil, parece ainda ser novo para muitas pessoas.

No país, há cada vez mais negócios desse formato sendo criados e, segundo o Abstartups, o Brasil conta com um total de 13.174 empresas que seguem esse modelo, sendo que os estados que concentram a maior quantidade delas são São Paulo, com 3.850, Minas Gerais, com 1.132, e Rio Grande do Sul, com 932. Mas, afinal de contas, o que é uma startup?

Nesse texto, você aprenderá tudo sobre esse tema em alta! Confira:

  • Qual o conceito de startup?
  • Quais as diferenças entre startups e empresas tradicionais?
  • Quais os tipos mais comuns de startups?

Qual o conceito de startup?

Ainda há muita discussão sobre a origem das startups. Especialmente nos EUA, que foi o berço de muitas inovações tecnológicas, esse termo é usado há muito tempo. No entanto, a ideia só foi “importada” para o Brasil na transição da década de 1990 para os anos 2000. Você sabe o motivo?

Esse é o recorte histórico protagonizado pela Bolha das Ponto-Com, ou seja, o intervalo de tempo em que o mundo vivenciou um boom na proliferação de empresas voltadas à informática e à internet.

Startup é um termo inglês que, traduzido, remete a uma expressão de estímulo: comece! Certamente essa é uma ideia perfeita para definir as startups, pois aponta para o espírito de tentativa, risco e inovação que existe na operação dessas empresas.

Com isso em mente, também é importante entender o que define uma startup. Afinal de contas, não basta a empresa ser nova para que ela seja classificada nessa modalidade. Uma startup é definida por:

  • simplificar e desburocratizar dificuldades experienciadas na concorrência;
  • apresentar um custo operacional relativamente baixo;
  • empregar tecnologia na resolução dos problemas;
  • demonstrar amplo potencial de escalabilidade;
  • oferecer uma solução inédita ao mercado.

Como pode notar, todas essas características estão presentes nas principais startups brasileiras, como NuBank, DogHero, QuintoAndar, Loft e outras. Inclusive, isso também explica a concentração de startups em segmentos financeiros, tecnológicos, logísticos e da economia colaborativa.

Quais as diferenças entre startups e empresas tradicionais?

Agora vamos ver quais são as diferenças entre as startups com as demais empresas do mercado, que contam com um modelo operacional mais previsível e convencional. Veja!

Propósito

Frequentemente ligadas a pessoas mais jovens, as startups costumar ser pautadas por um grande propósito, uma missão institucional que guia a equipe em direção a um objetivo maior. Independente do setor, o objetivo da startup é customer centric, focando na experiência e no impacto social e econômico das próprias soluções.

Empresas tradicionais também contam com seus valores e objetivos, mas estão limitadas à expansão previsível de suas operações. Por exemplo, um supermercado, mesmo que de uma grande rede, não consegue provocar o mesmo impacto de capilarizarão nacional do que uma startup nesse setor. Um exemplo disso é o protagonismo de soluções como iFood, Rappi e UberEats.

Financiamento

Startups são feitas para crescerem rápido. Por conta desse fator, as pessoas responsáveis pela startup buscam fontes alternativas de financiamento. O objetivo disso é vender a ideia, convencendo quem possui os recursos de que a sua startup é digna de fomento. Por exemplo:

  • um consultório médico recém-aberto busca financiamento em empréstimos bancários ou familiares;
  • uma startup busca recursos de investidores anjos, grupos de capital de risco ou crowdfunding.

As startups contam com uma rota de captação completamente diferente, pois parte fundamental de sua expansão no mercado vem da absorção de recursos de outras pessoas e empresas que acreditam no potencial de crescimento no longo prazo.

Logicamente, isso tem seus custos. Em certos acordos, o financiamento é condicionado à participação do investidor na tomada de decisões. Isso é positivo quando a mentoria contribui com a experiência, mas pode ser negativo quando essa figura não está alinhada com os objetivos das pessoas que desenvolveram a startup.

Expansão

Sim, empresas convencionais podem crescer. No entanto, uma boa startup usa a tecnologia para expandir a sua operação de maneira desproporcionalmente maior do que os próprios custos.

Enquanto os mercados precisam de novas lojas para expandir, certas startups só precisam sofisticar a infraestrutura de servidores para prover atendimento à nova demanda de pessoas usuárias. Por conta disso, boas startups são vistas como oportunidades únicas de gerar retornos explosivos no longo prazo.

Vanguarda

Por último e mais importante: a inovação. Startups apostam no novo e arriscado, pensando fora da caixa para trazer uma solução inédita ao mercado. Quer um exemplo disso? Pense na Uber e no desdobramento gigantesco que sua atuação teve sobre a mobilidade urbana.

Considere também o AirBnB e o imenso impacto sobre o setor hoteleiro. Afinal de contas, é disso que se trata a disrupção, a criação de uma ideia tão inédita que conte com o potencial para impactar um mercado gigantesco.

Quais os tipos mais comuns de startups?

Para finalizar, é importante conhecer as diferentes categorias dessa modalidade. O mercado brasileiro conta com três diferentes tipos. Veja!

B2B

Business to Business, portanto, um modelo operacional de empresa para empresa. Essa é a modalidade em que a startup estabelece uma prestação de serviços diretamente voltada ao setor empresarial. Um exemplo disso é o 99 Corporativo ou o Uber para Empresas.

B2C

Business to Consumer, portanto, um modelo da empresa para o consumidor. Nesse cenário, a startup serve às necessidades de clientes, Pessoa Física, sem nenhum intermediário. Um exemplo disso são soluções como DogHero, NuBank, GuiaBolso e afins.

B2B2C

Business to Business to Consumer, portanto, um modelo operacional de empresa para empresa para o consumidor. Aparentemente mais complexo, esse conceito é, na verdade, bastante simples. Essa é a modalidade em que a startup serve como ponte intermediária para uma relação entre as empresas e os consumidores finais.

O exemplo disso são plataformas como iFood, Uber Eats, Rappi e afins, que conectam mercados, restaurantes e demais estabelecimentos aos consumidores dessas soluções. Nessa categoria, a startup conversa com os dois lados da moeda, beneficiando tanto o negócio como o consumidor.

Por fim, vale destacar o movimento natural de crescimento das startups no Brasil. Afinal, o país ainda conta com uma ampla esteira de desenvolvimento econômico, tecnológico e acadêmico. Com uma população superior a 200 milhões de pessoas e a democratização das soluções digitais, a expectativa é que a inovação seja cada vez mais importante no ambiente nacional.

E aí, gostou de entender melhor o que é uma startup? Então não deixe de conferir nosso texto sobre Startups Unicórnio.

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