As pautas de ESG (Environmental, Social and Governance, em inglês) são os maiores indicativos da responsabilidade sustentável do meio corporativo, tornando-se recentemente um termômetro para indicar o potencial crescimento de startups e de companhias de grande escala, como a Fiagro. Porém, nem todas as empresas seguem estas diretrizes.

Segundo informações recém-divulgadas pelo Valor Econômico, cerca de 70% das grandes indústrias de São Paulo ampliaram os requisitos de performance ESG exigidos para aprovação/seleção de fornecedores. Acontece que somente 30% cumprem os indicadores de desempenho exigidos.

AS pautas de ESG
As pautas de ESG (Environmental, Social and Governance, em inglês) são os maiores indicativos da responsabilidade sustentável do meio corporativo. Fonte: Research Gate

A pesquisa em questão foi realizada pela FIA Business School, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), como forma de identificar as demandas para o desenvolvimento de fatores ESG dentro de organizações. 

Nisso, há uma ressalva: o estudo não apurou quais são essas exigências. Então, mesmo que haja os mecanismos de demanda aos fornecedores, não há tal garantia que englobe todos os pontos avaliados. Estas informações chegam antes da divulgação completa da pesquisa, que irá ao ar na próxima sexta-feira (24).

Dentre as principais dificuldades citadas, há 4 em destaque:

  • Falta de recursos financeiros – 28%
  • Falta de conhecimento sobre os padrões e metodologias – 22%
  • Falta de pessoal capacitado – 17%
  • Falta de procedimentos – 15%

Em uma publicação de 2020 realizada pelo grupo McKinsey & Company, vemos que o score EGS atingiu um nível de importância sem precedentes, desde o período pré-pandemia. No artigo, transcrito de uma entrevista, Robin Nuttall (líder de pautas EGS da McKinsey) conta como há evidências de que uma “pontuação ESG se traduz em um custo de capital cerca de 10% menor, pois os riscos que afetam seus negócios (…) são reduzidos se houver uma forte proposta ESG”.

A respeito da coligação entre os três pilares (Ambiental, Social e Governança), Nuttall explica que todos “afetam sua licença para operar como uma empresa no mundo externo”. E prossegue, indagando: “Até que ponto você gerencia sua pegada ambiental? Até que ponto você aumenta a diversidade? Até que ponto você é transparente em suas contribuições para um país?”.

De acordo com ele, isso tem um impacto para “operar na mente” das partes de interesse que rodeiam sua empresa, sejam reguladores, governos ou ONGs alimentadas por mídias sociais.

Hoje, a agenda ESG é acompanhada pelo conselho de administração em 95% das grandes empresas, mas esta supervisão cai para 59% nas médias e 42% nas pequenas companhias.

Também observamos na pesquisa de 2022 que 75% das grandes empresas dizem ter “condições favoráveis em financiamentos”, por conta do bom desempenho em métricas ESG, enquanto mais de 50% das pequenas ou médias dizem não se beneficiar da mesma forma.

Por fim, a pesquisa também traz outras informações em destaque: 75% das grandes empresas concordam total ou parcialmente que metas estratégicas integram totalmente indicadores ESG. Este índice cai para 28% (totalmente) e 13% (parcialmente), em pequenas companhias e para 41% e 18%, respectivamente, em médias empresas.

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