Nesta terça-feira (8), a Apple deverá lançar a terceira geração do iPhone SE durante o evento “Peek Performance”, e a principal novidade é que ele contará com suporte para 5G.

Embora as informações até o momento sejam apenas rumores, alguns vazamentos indicam que o novo aparelho de entrada da empresa da maçã será muito similar ao modelo anterior de 2020. 

O primeiro iPhone SE foi lançado em 2016, enquanto que a segunda geração chegou apenas em 2020. Agora, apenas dois anos após a estreia do modelo mais recente, a Apple está anunciando uma versão atualizada do celular, o que tem causado estranhamento entre aqueles que acompanham o histórico da empresa. 

De acordo com as informações vazadas até o momento, o design será idêntico ao modelo de 2020. O que muda é o processador, a câmera e, principalmente, o suporte para conexão 5G. Este último recurso é o que mais tem chamado a atenção e é um dos fatores que parecem justificar o lançamento inesperado. 

Discurso de marketing

A quinta geração de redes móveis tem sido um dos assuntos mais comentados e esperados na área de tecnologia. A verdade, no entanto, é que a maioria dos serviços existentes que disponibilizam esse tipo de conexão ainda não é capaz de entregar aquilo que promete.

Foto de um celular da marca Iphone.
Com mais um aparelho da Apple com suporte para o 5G, as empresas de telecomunicações poderão oferecer o produto por meio da venda de pacotes de assinatura do serviço.

Assim, todo o entusiasmo em torno do 5G acabou transformando-se em críticas e ceticismo. Do outro lado, as empresas de telecomunicações tentam manter o discurso sobre o potencial revolucionário da tecnologia, firmando parcerias para oferecer cada vez mais produtos com suporte para a nova geração de dados móveis.

Este parece ser o caso do iPhone SE deste ano. Com mais um aparelho da Apple com suporte para o 5G, as empresas de telecomunicações poderão oferecer o produto por meio da venda de pacotes de assinatura do serviço.

Isso significa que o lançamento representa uma tentativa de atender mais a demandas do mercado do que apresentar um produto aprimorado em si. Por enquanto, tudo não passa de especulação, mas a explicação parece plausível considerando as poucas novidades que o iPhone SE 5G tem a oferecer e o contexto atual da quinta geração de dados móveis.

Desafios do 5G

Os serviços que oferecem o 5G atualmente ainda estão enfrentando dificuldades para torná-lo atrativo. As velocidades de conexão ainda não correspondem às expectativas, o que significa que o novo iPhone SE não será um aparelho para quem pretende usufruir do 5G imediatamente, mas para aqueles que desejam estar preparados para quando a tecnologia tiver evoluído.

Além de impulsionar um lançamento inesperado, a adição do 5G pode implicar algumas desvantagens ao aparelho mais recente da Apple. O primeiro ponto a ser considerado é o fato de os modems 5G da Qualcomm utilizados pela empresa da maçã serem o componente mais caro em um iPhone.

Estima-se que os custos ultrapassem o valor dos displays de alta definição e até mesmo dos processadores. Por esse motivo, o suporte ao 5G costuma ser disponibilizado apenas em modelos premium, o que não é o caso do SE. 

Adicionar a tecnologia ao aparelho de entrada significa que há uma grande chance do modelo ser mais caro em relação às versões anteriores; a menos que a Apple esteja disposta a reduzir os seus lucros com o lançamento. 

Outra desvantagem do 5G seria a duração da bateria. O próprio iPhone SE de 2020 já sofria com esse mesmo problema ao contar com uma bateria de 1.821 mAh, o que é relativamente menor do que os 2.227 mAh do iPhone 12 mini, que tem suporte para 5G e cuja bateria costuma durar menos de um dia.

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