A Amazon Web Services (AWS) anunciou que vai integrar cursos de inteligência artificial e computação em nuvem ao currículo de programas de graduação e pós-graduação em 21 universidades da Índia.

A novidade será implementada no ano letivo de 2021-2022 e é uma extensão da iniciativa que surgiu no ano passado. Em 2020, a AWS adicionou o ensino de cloud computing nos programas de estudo de sete instituições. 

As 21 universidades que oferecerão o novo currículo estão localizadas nos estados de Andhra Pradesh, Gujarat, Himachal Pradesh, Karnataka, Maharashtra, Orissa, Punjab, Rajasthan e Tamil Nadu.

Como será o currículo oferecido pela AWS

Os temas abordados pela nova grade curricular incluem arquitetura em nuvem, data analytics, cibersegurança, inteligência artificial e machine learning. A parceria com as universidades não se limita apenas ao treinamento e recursos de ensino oferecidos pela AWS, no entanto.

Os alunos também terão acesso ao AWS Management Console, uma interface web simples que fornece uma experiência prática e realista de como utilizar os serviços de nuvem da AWS e construir aplicações. 

Para garantir que os alunos tenham acesso aos conteúdos de forma adequada, a AWS também realizou um trabalho com os educadores. Assim, mais de 100 profissionais das instituições participantes receberam um treinamento de como lecionar o novo currículo de cloud computing.

Já em relação aos cursos que receberão a grade atualizada, a lista inclui os programas de engenharia de Ciência da Computação e Tecnologia da Informação, além dos Bacharelados em Ciência, Bacharelados em Aplicações de Computadores e Pós-Graduação em Tecnologia e Gerenciamento oferecidos pelas 21 universidades.

Mercado de trabalho indiano atrai empresas de TI

A parceria da AWS com as universidades na Índia está alinhada às recomendações de uma política educacional do país introduzida no ano passado, o National Education Policy 2020 (NEP 2020).

O setor de tecnologia tem representado uma parte importante para a economia indiana, sendo que em 2020, a área de TI contribuiu com 7,7% do PIB do país. A iniciativa da AWS, portanto, visa preparar profissionais para suprir essa demanda crescente do mercado de trabalho.

Apesar de parte dessa mão de obra qualificada ser recrutada para fora do país, a Índia continua sendo o principal destino offshore das empresas de TI. Isso significa que investimentos na educação STEM são um ponto de interesse para as grandes corporações.

Segundo a AWS, a iniciativa com instituições de ensino representa o compromisso da empresa de construir uma futura força de trabalho na área de tecnologia ao introduzir o ensino de cloud computing a estudantes logo no início da sua jornada acadêmica. 

Educação STEM na Índia

A educação STEM, acrônimo de “Science, Technology, Engineering and Mathematics”, refere-se ao ensino de disciplinas na área de exatas. Na Índia, dados de 2018 da Unesco mostram que cerca de 32% dos estudantes escolhem um curso STEM, totalizando mais de 2,5 milhões de graduandos.

Desse total, mais de 40% dos alunos que concluem uma graduação na área são mulheres. Essa taxa é a maior do mundo, colocando a Índia à frente de países como Reino Unido (38%), Brasil (37%), Suécia (35%) e Estados Unidos (34%). 

Por outro lado, a desigualdade de gênero continua sendo um desafio. Segundo levantamento da ONU, apesar da alta taxa de mulheres graduadas na área de tecnologia, elas representam apenas 14% dos 280 mil profissionais que atuam nas instituições de pesquisa na Índia. 

Além disso, as mulheres que trabalham na área de STEM costumam receber um salário menor em relação aos homens, resultando em progressões de carreira desiguais.

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