Apesar de ter desistido da sua criptomoeda Diem, a Meta mantém os planos de lançar produtos financeiros. A aposta recente da empresa inclui moedas virtuais, tokens e serviços de empréstimo em seus aplicativos.

De acordo com fontes próximas ao projeto, o braço financeiro da companhia, Meta Financial Technologies, está desenvolvendo uma moeda virtual para o metaverso que foi apelidada internamente pelos funcionários de “Zuck Bucks”.

Ao contrário da ideia inicial da empresa, é muito improvável que o novo produto seja uma criptomoeda baseada em blockchain. O objetivo agora é introduzir tokens nos aplicativos que seriam controlados pela Meta, de forma similar ao que já existe em jogos populares como o Roblox. 

A expectativa da empresa de Zuckerberg é lançar um recurso piloto para publicar e compartilhar NFTs no Facebook em meados de maio. Em seguida, serão iniciados testes de um outro mecanismo que permitirá a participação em grupos do Facebook com base na posse de NFTs.

Segundo documentos internos da empresa, os NFTs seriam monetizados através de taxas e/ou anúncios, mas a informação ainda não foi confirmada pelo Facebook. 

Moedas digitais.
A equipe que permaneceu decidiu se dedicar a criar ou oferecer suporte a moedas digitais no metaverso.

Novas fontes de receita

O interesse da empresa em apostar em novos produtos financeiros já é esperado, não apenas pelo histórico do projeto Diem, mas pela crise que a Meta enfrenta. Em fevereiro, a companhia perdeu mais de US$ 220 bilhões em valor de mercado após revelar que seus usuários estavam passando cada vez mais tempo em rivais como o TikTok.

A solução da empresa tem sido buscar outras fontes de receita e investir no e-commerce em suas plataformas, enquanto aposta em criptomoedas e tecnologia de blockchain. Outras concorrentes, como Apple e Google, por outro lado, têm se mostrado mais cautelosas em participar desse espaço ainda em fase prematura. 

O fracasso do Diem pode ter, inclusive, contribuído para esse receio entre empresas mais tradicionais. A frustração após o fim do projeto fez com que a divisão financeira da empresa sofresse um êxodo em massa de funcionários nos últimos meses.

A equipe que permaneceu decidiu se dedicar a criar ou oferecer suporte a moedas digitais no metaverso, o mundo virtual que Zuckerberg acredita ser capaz de gerar bilhões com a venda de produtos e serviços no futuro.

Com o intuito de evitar problemas regulatórios novamente, a equipe envolvida no novo projeto considerou que um token digital que não é baseado em blockchain pode ser a melhor opção. 

Mudanças de estratégia

Desde 2009, o Facebook vem explorando novas formas de monetizar seus serviços. Sua primeira tentativa foi o Facebook Credits, que permitia que os usuários realizassem compras na plataforma, principalmente em jogos como o FarmVille. 

Em 2012, o recurso representava 16% da receita da empresa, mas ele acabou sendo desativado em 2013 devido aos custos elevados de manutenção.

Mais recentemente, em janeiro deste ano, a Meta anunciou que implementaria mudanças em sua estratégia de produtos para priorizar o metaverso e explorar como os serviços financeiros funcionariam no mundo digital. 

Outras iniciativas apresentadas este ano incluem facilitar pagamentos no WhatsApp e Messenger para que criadores possam monetizar suas atividades e planos para fundir a carteira do Facebook Pay com o Novi, uma carteira de moedas digitais.

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