À medida que a corrida pelo 5G continua, a estratégia adotada pelas empresas tem sido firmar parcerias para oferecer a nova geração de conexão móvel a seus clientes. A Samsung faz parte deste movimento, tendo anunciado esta semana uma colaboração com outras gigantes da tecnologia para construir redes 5G baseadas em software.

Em comunicado, a companhia sul-coreana listou a Dell, HPE, Intel, Red Hat e Wind River como algumas das empresas que ajudarão a construir um novo ecossistema 5G vRAN (virtual Radio Access Networks).

A Samsung afirma que ela será a primeira grande fornecedora de rede a implementar o vRAN comercialmente com as principais operadoras na América do Norte, Europa e Ásia. 

Painel escrito 5G.
A Samsung também já demonstrou sua capacidade de oferecer velocidades de 5G de até 2,25 Gbps a um único dispositivo por meio do espectro de banda C. 

A iniciativa, no entanto, é apenas uma parte dos planos da empresa para a nova geração de redes móveis. Recentemente, ela já havia anunciado o lançamento de 5G privado na Howard University como resultado de uma parceria com a companhia de software Amdocs.

Além dessas colaborações menores, a Samsung também já demonstrou sua capacidade de oferecer velocidades de 5G de até 2,25 Gbps a um único dispositivo por meio do espectro de banda C. 

O que é o 5G vRAN

Embora a Samsung já acumule alguns projetos relacionados ao 5G, a parceria recente representa um novo passo para a implementação em larga escala da tecnologia.

Atualmente, as Redes de Acesso por Rádio (RANs) que alimentam o 5G são construídas a partir de sistemas de hardware proprietário, desde as antenas até as estações base e os sistemas centrais. Ou seja, esses componentes RAN proprietários fazem com que os custos sejam mais altos.

Assim, ao aderirem a uma determinada plataforma de hardware, as operadoras de telecomunicações e de redes móveis e privadas ficam limitadas àquele ecossistema, sendo obrigadas a pagar mais caro à medida que se expandem. 

Esse é um dos principais obstáculos que impedem o crescimento mais acelerado do 5G. Por isso, a proposta dos Virtual RANs, ou vRANs, é eliminar a dependência total de hardware. 

Alguns componentes, como antenas, ainda são necessários; a diferença é que outros elementos, como estações base e controladores, podem ser substituídos por softwares capazes de rodar em qualquer servidor comercialmente disponível.

Isso permite que as operadoras utilizem um hardware mais barato e uma quantidade menor de componentes. Outra vantagem é que esse tipo de sistema oferece mais flexibilidade, além de acelerar o processo de implementação. 

Com o vRAN, capacidades adicionais do 5G e novos recursos podem ser implementados em um tempo muito menor do que seria necessário para obter e instalar componentes de hardware físicos. 

Testes e implementação

As parcerias anunciadas esta semana representam a combinação de capacidades complementares. Enquanto a HPE e a Dell serão responsáveis pela construção das plataformas de hardware, a Samsung, Red Hat e Wind River concentrarão esforços no desenvolvimento de software. 

A gigante de tecnologia sul-coreana vai contar ainda com um laboratório central para testar as soluções vRAN e, assim, auxiliar na integração dos produtos oferecidos por cada empresa a fim de garantir uma experiência impecável às operadoras de redes móveis. 

A expectativa da Samsung é que os testes realizados em laboratório sejam o primeiro passo para levar a tecnologia vRAN para mercados comerciais maiores. Segundo a empresa, esse novo ecossistema tem o potencial de fomentar a inovação e oferecer uma série de novas oportunidades.

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