Após um adiamento de 8 meses, a NASA, agência espacial americana, bateu o martelo sobre a nova data em que lançará uma espaçonave para atingir dois asteroides, alterando a trajetória dos corpos celestes.

De acordo com a Agência, o lançamento da missão DART (Double Asteroid Redirection Test), ocorrerá às 1h20 (2h20 horário de Brasília), em 24 de novembro deste ano, da Base Aérea de Vandenberg na Califórnia.

Como funciona a DART

Ilustração de uma nave DART da Nasa
DART ficará acoplado ao SpaceX e navegará no espaço por mais de um ano antes de atingir os asteroides (Divulgação / NASA)

DART, que dá nome a missão, é uma espaçonave relativamente pequena, cujo núcleo consiste em uma caixa de quase um metro de largura, com dois painéis solares de cerca de cinco metros. Um sistema de propulsão elétrica gera um fluxo de íons carregados para criar um impulso suave, mas contínuo.

Segundo a NASA, antes da DART ir de encontro aos dois asteroides, ela subirá ao espaço a bordo de um foguete SpaceX Falcon. A espaçonave dará voltas ao redor da Terra várias vezes, usando seu propulsor elétrico para ganhar a velocidade necessária para escapar da órbita.

A DART ficará acoplada ao SpaceX e navegará no espaço por mais de um ano antes de atingir os asteroides no fim de setembro de 2022, quando a dupla de asteroides estará “perto” o suficiente da Terra — 11 milhões de quilômetros.

O único instrumento científico da DART é uma câmera de alta resolução chamada DRACO, que também é usada para navegação. O sistema é semelhante ao utilizado pela nave espacial New Horizons, lançada em 2006 com destino a Plutão.

De acordo com as informações divulgadas, no dia da colisão com os asteroides, a DART estará no modo de navegação autônomo e o sistema será orientado pela DRACO.

Os dois alvos da missão DART

O maior dos dois asteroides, Didymos, tem 780 metros de diâmetro. Ao redor dele, orbita um satélite natural menor, chamado Dimorphos.

O objetivo da missão é atingir Dimorphos a uma velocidade de quase 24 mil km/h e mudar sua órbita.

Segundo a Agência, não há um perigo iminente, mas a proximidade dos dois asteroides com o nosso planeta, os tornam candidatos para o teste de uma técnica que poderia um dia impedir que “algo” perigoso atinja a Terra.

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