“Queridinho” de empresas e funcionários, o trabalho híbrido já tem espaço garantido no mercado. No entanto, um levantamento da Zoom apontou que 88% das empresas ainda não têm plano em vigor para implementar o modelo com as soluções em tecnologia da informação necessárias.

O estudo, feito nos Estados Unidos com mil trabalhadores, mostrou também que 73% dos respondentes da pesquisa estavam preocupados com o retorno ao escritório, por conta das aglomerações. Metade dos entrevistados consideraram deixar o trabalho atual se a empresa não considerar os protocolos de segurança contra a Covid-19.

No Brasil, dados apontam que as organizações também estão longe de estarem adequadas ao novo modelo. Segundo a Secretaria de Previdência e Trabalho, no primeiro semestre de 2021, foram emitidos cerca de 64 mil afastamentos por Covid.

Um aumento de 75% frente aos 37 mil realizados entre abril e dezembro de 2020. Os números mostram que as empresas precisam instalar protocolos de utilização do escritório, com equipamentos e infraestrutura adequados.

Com a equipe dividida entre o escritório e o trabalho remoto, as infraestruturas comerciais devem exigir aplicativos e integrações que permitam aos funcionários agendar seu tempo no escritório e encontrar a mesa certa no lugar certo para equilibrar o distanciamento social adequado e as atividades do trabalho. 

“Muitas empresas fizeram investimentos em equipamentos para salas de reuniões e videoconferências em 2019.  A pandemia obrigou todos a adquirirem alguma plataforma de colaboração para ser possível a continuidade dos negócios.

Com a adequação dos escritórios para absorver apropriadamente uma quantidade limite de funcionários, as ferramentas adotadas nesse meio tempo tornaram o gerenciamento fragmentado, abrindo brechas para falta de segurança e limitações de integração entre elas , além de ser mais difícil em termos de user experience”, avalia Juarez de Carvalho, diretor de tecnologia e inovação da XP On, empresa de soluções de tecnologia para colaboração.  

Um estudo feito pela empresa KPMG com 361 empresários brasileiros mostrou que o anúncio de novas cepas do coronavírus fez as empresas mudarem o calendário de retorno ao escritório. 

Para 38% dos respondentes, é necessário reduzir o ambiente de trabalho ou manter o espaço atual mesmo após a vacinação. Já outros 14% têm a expectativa de retomar ao espaço anterior.

Novo formato de escritório

Grupo de pessoas conversa de frente para um notebook

A conjuntura reforçou a tendência dos “huddle rooms”, um modelo de sala de reunião colaborativa que surgiu em 2015. As huddle rooms são ambientes que facilitam a colaboração e comunicação entre os membros da equipe, ao mesmo tempo em que tornam a experiência mais íntima. A proposta consiste em criar pequenas áreas destinadas a conferências, equipadas com tecnologia de sistema de exibição, tornando assim a experiência de reuniões a distância mais eficientes.

Essa sala faz parte da transformação digital para muitas empresas, que foi acelerada pela pandemia à medida que as organizações continuam a fazer a transição para espaços menores e mais flexíveis. 

Além disso, as novas demandas fazem com que companhias  de tecnologia se adequem ao mercado. A XP On Consultoria em TI montou ofertas de salas de reunião no modelo SaaS (Software as a Service) denominado “XP On Signature”, ajudando empresas a manterem suas salas e equipamentos atualizados. O SaaS é um modelo de uso de software baseado na nuvem, ou seja, o sistema fica alojado remotamente e pode ser acessado via Internet.

 “A tendência de ofertas SaaS beneficia corporações de todo tamanho, levando simplicidade operacional, mantendo a estrutura dos clientes atualizados em suas infraestruturas internas de salas de reunião e plataformas de colaboração, sem a necessidade de investir muito em novos equipamentos todos os anos, à medida que a tecnologia evolui rápido demais, especialmente agora com o novo formato de trabalho híbrido”, afirma Paulo David, diretor de vendas da XP On. 

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