A empresa physIQ, especializada em medicina digital, e a Purdue University firmaram uma parceria para desenvolver um algoritmo para relógios inteligentes capaz de detectar infecções virais, incluindo doenças como Covid-19. 

O estudo foi liderado por pesquisadores do departamento de Engenharia Biomédica da universidade. Segundo eles, os relógios inteligentes são uma ferramenta extremamente útil para auxiliar na detecção de infecções em estágios iniciais.

Esses acessórios costumam monitorar os dados relacionados às condições físicas de uma pessoa de forma contínua. Assim, a partir desse registro, é possível identificar até mesmo as mudanças mais sutis em aspectos como batimento cardíaco e respiração.

O algoritmo resultado da parceria será comercializado pela physIQ. A empresa desenvolve soluções focadas em aprimorar cuidados de saúde por meio de inteligência artificial aplicada a dados fisiológicos que são coletados de sensores wearable em tempo real. 

Dados fisiológicos são coletados por relógios inteligentes e biossensores

A pesquisa foi realizada com um total de 100 participantes, incluindo alunos, professores e funcionários da Purdue University. O primeiro passo foi determinar se utilizar um smartwatch para a coleta de dados seria algo prático e conveniente para os usuários. 

Para isso, cada participante recebeu uma smartwatch Samsung Galaxy contendo o aplicativo da physIQ. Eles também tiveram que utilizar um biossensor adesivo para coletar sinais de eletrocardiograma e outros parâmetros durante cinco dias.

Os dados gerados em tempo real pelo aplicativo foram analisados de forma remota por meio da accelerateIQ, uma plataforma baseada em nuvem da physIQ. 

Já as informações provenientes dos biossensores foram processadas por algoritmos baseados em inteligência artificial para analisar a variabilidade nas taxas de batimentos cardíacos e respiração. Esses dados foram utilizados como referência para comparar os resultados obtidos pelos relógios inteligentes. 

De acordo com os pesquisadores, os algoritmos que permitem identificar infecções são baseados nas características fisiológicas do usuário, que, por sua vez, são identificadas a partir dos dados coletados pelos smartwatches. 

Assim, ao gerar informações fisiológicas precisas e robustas, é possível obter o material necessário para aplicar os algoritmos de detecção viral. Isso envolve a criação de uma técnica de processamento de sinais e algoritmos de machine learning sofisticados. 

Tecnologia aplicada à medicina 

O novo algoritmo focado em doenças virais irá complementar as outras soluções de saúde oferecidas pela physIQ. O objetivo das ferramentas desenvolvidas pela empresa é caracterizar a fisiologia humana ao longo do tempo.

Algumas das aplicações das tecnologias comercializadas pela empresa incluem analisar a eficácia de uma nova terapia, monitorar questões de segurança durante um tratamento ou até mesmo para serviços gerais de saúde.

Braço com um Smartwatch.
Cada participante recebeu uma smartwatch Samsung Galaxy contendo o aplicativo da physIQ.

O algoritmos para detectar infecções virais por meio de relógios inteligentes é apenas um dos produtos mais recentes de uma parceria antiga entre a physIQ e a Purdue University. 

Em janeiro de 2020, a empresa chegou a receber um investimento de US$ 500 mil da Purdue Research Foundation. Além disso, alguns dos principais executivos da empresa são ex-alunos da universidade. 

Embora muitos relógios inteligentes sejam focados em exercícios físicos ou até mesmo em tarefas rotineiras, como atender ligações e receber notificações estando longe do celular, esses acessórios estão cada vez mais ganhando novos recursos com foco em saúde.

A Apple é uma das empresas que vem liderando esse movimento. A companhia já anunciou investimentos robustos em pesquisas na área de saúde e continua a apresentar novas ferramentas voltadas à prevenção de doenças a cada modelo lançado.

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