Há mais de dois anos, o até então Facebook (hoje, Meta) criou o Horizon Worlds, a primeira tentativa de materializar o tal metaverso de Mark Zuckerberg. Desde a última quinta-feira (09), ele foi aberto ao público, a princípio com restrição de acesso para os Estados Unidos e Canadá, gratuitamente. Entenda a seguir como ele funciona.

Entendendo o Horizon Worlds

O Horizon Worlds é uma plataforma social de realidade virtual aberta a qualquer um que tenha o aplicativo Quest instalado no celular. Não é preciso pagar nada, nem ter um convite ao Horizon, só basta ter mais de 18 anos, uma conta no Facebook e morar dentro da área de ativação.

Quem conhece o jogo Roblox sabe bem o que esperar: encontre (até 20) pessoas em um espaço virtual, conectado à internet, para conversar e cumprir certas tarefas.

A princípio, o Horizon Worlds foi projetado para ser um “jogo para construir jogos”, como Dreams ou Minecraft. Isso evoluiu com o passar do tempo, de 2019 para cá, para girar em torno de atividades sociais. 

Horizon World, nova plataforma social de realidade virtual

Uma demonstração do Horizon contava com uma área de criadores (para itens customizados, como arco e flecha), um prédio para competir e ganhar prêmios, múltiplos mundos (com jogos diferentes) e ferramentas para criar seu próprio mundo, partindo do zero.

Lembrando certas linguagens de programação, uma das propostas do Horizon é estabelecer regras para o comportamento de armas e itens, com a criação de códigos básicos. Estes são os chamados “blocos de script” pela Meta, onde você consegue conectar uma sequência de regras para delimitar as interações com aquilo que for criado por você.

A princípio, usuários do período de beta fizeram apresentações de stand-up, sessões de meditação e construíram réplicas de objetos da cultura pop. Agora, eles poderão fazer muito mais.

Em entrevista ao The Verge, Vivek Sharma (vice-presidente do Horizon worlds) conta que eles podem dizer que têm “coisas interessantes para pessoas fazerem”, além de interações superficiais como antes.

Ele também explica que os blocos de script foram um pedido da comunidade dos testadores do período beta, mas eles têm planos de soltar uma biblioteca de scripts em um futuro não muito distante.

Por ora, os scripts são criados e editados exclusivamente no campo da realidade virtual, porém, também há planos de a empresa liberar a construção/edição deles por meio de um desktop.

“Metas” de segurança

Reconhecendo que segurança é um dos pilares da marca (seja ela Meta ou Facebook), dúvidas surgem quando pensamos na interação com pessoas completamente desconhecidas.

Uma das testadoras foi vítima de assédio sexual e se sentiu até mais desconfortável do que seria na “internet tradicional”. Como ela explica, “a realidade aumentada adiciona uma camada extra e deixa tudo mais intenso”.

Para situações graves do tipo, Vivek explica que a usuária tinha a possibilidade de bloquear a interação de alguém, uma das funcionalidades de segurança projetadas para tal. “Esse é um bom feedback para nós, porque eu quero tornar [o recurso de bloqueio] trivialmente fácil e localizável”, conta.

De maneira explícita, o site do Horizon mira em um futuro (agora) próximo: “Horizon Worlds é apenas o ponto de partida. Conecte-se com pessoas de todo o mundo e teste suas habilidades, imaginação e muito mais”. Resta esperar pela chegada no Brasil e, acima de tudo, para vermos os limites de interação com este novo universo, seja ele por bem ou por mal.

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