A ideia de ser nômade digital atiça a curiosidade daqueles que associam isso a uma imagem: uma pessoa com seu notebook, trabalhando na praia – ou em qualquer local surrealmente paradisíaco. Então ao invés de um escritório, o “mundo” é seu local de trabalho. Será que, na prática, funciona assim? Desvendamos aqui os principais mitos sobre esta realidade de muita gente.

Ser nômade digital é uma profissão

Não. nômade digital nada mais é que um modelo de trabalho, ou estilo de vida. Como o nome dá a entender, trata-se do indivíduo que viaja o mundo, sem local fixo, podendo conhecer novas pessoas e criar novos vínculos de trabalho onde quer que esteja. Basta um computador e acesso à internet.

Ser nômade digital é o futuro

Para muita gente, sim. Principalmente nestes tempos pós-pandemia, o nômade digital se firmou como um lifestyle que funciona e, por consequência, também teve um pico de interesse dos trabalhadores remotos de grandes corporações. Claro, tudo isso depende também da sua profissão.

Falando de estatísticas: só nos Estados Unidos, um estudo comprovou que entre 2019 e a metade de 2020 houve um crescimento de 50% de nômades digitais – número que hoje passa dos 11 milhões. Quem quer continuar com trabalhos remotos reafirma que isso é importante.

É preciso ser minimalista antes de se tornar nômade digital

Por questão de praticidade, sim. Basta pensarmos nos processos costumeiros de quem viaja por prazer. Ter uma única bagagem, preferencialmente de mão, irá facilitar sua locomoção. 

Aqueles com a “vida inteira” na mochila, em termos de tecnologia, para levar onde quiser, devem organizar muito bem os pertences. Além disso, a organização também vem quando o assunto são as contas e os custos de se manter. Isso tudo é facilitado quando você tem poucas coisas, sendo mais minimalista. Em relação a custos de vida, há outro ponto muito importante a ser tratado.

Mulher sentada em um banco público com um notebook em mãos.
O nômade digital dita seus próprios luxos e seu próprio custo de vida.

É preciso ser rico antes de se tornar nômade digital

Não necessariamente. Assim como outros estilos de vida, o nômade digital dita seus próprios luxos e seu próprio custo de vida. A depender das aspirações, o local de trabalho pode migrar para um local/país melhor, ao longo do tempo. Uma recomendação de muitos nômades é começar optando por países mais baratos.

Sites como nomadlist listam os principais destinos de trabalhadores remotos de acordo com métricas como custo de vida, velocidade da internet, qualidade do ar, segurança e tráfego de pessoas. Dentre eles, destacam-se Lisboa (Portugal), Budapeste (Hungria) e Cidade do México (México), bem como outras capitais do mundo.

Um nômade digital não tem contas, nem boletos

Assim como muitos trabalhadores, os nômades digitais não se “safam” de certas burocracias. A depender do local/país, as leis de trabalho podem mudar, mas verdade seja dita: o nômade digital ainda paga boletos. Inclusive dentro dos EUA existem taxas distintas a depender do estado.

Tomando o Brasil como referência, os serviços de acesso à internet e contratos de companhias de telefonia são a realidade de muitos que têm esse estilo de vida. No exterior os custos variam, mas autônomos que optam por abrir uma empresa (e miram ter seus impostos em dia) ainda possuem estas contas para pagar.

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