Depois da Ilha da Madeira, em Portugal, criar um ambiente propício para atrair nômades digitais, outros países do mundo criaram incentivos para atrair quem costuma trabalhar remotamente enquanto viaja.

O governo de Malta, arquipélago que integra a União Europeia, anunciou que está oferecendo um novo tipo de visto, chamado de Nomad Residence Program ou Programa de Residência para Nômades como parte do seu projeto “Work From Malta” para atrair novos residentes.

De acordo com o governo local, a ideia é atrair cidadãos estrangeiros, inclusive dos países em desenvolvimento. Os nômades digitais devem ganhar mais do que 2.700 euros por mês – o equivalente a R$ 17 na cotação de hoje – como funcionários de empresas localizadas em outros países, e devem desempenhar funções com freelancers, consultores ou empresários.

É preciso também comprovar o aluguel da nova residência, ter um passaporte válido, um plano de saúde com cobertura para incidentes no arquipélago e ter sido vacinado no seu país de origem com uma das vacinas reconhecidas pela Agência Europeia de Medicamentos.

São elas: Pfizer, Moderna, Janssem e Astrazeneca (Vaxzeveria). A versão Covishield, produzida no Brasil pela Fiocruz, e a Coronavac ainda não são reconhecidas pelo órgão.

O processo para a entrada dos estrangeiros que querem trabalhar em Malta é realizado em inglês. Quem for aprovado, se encantar pelo país e quiser ficar mais por mais um tempo por lá pode fazer o pedido de renovação ou extensão do visto por um período maior. Atualmente, 84% da população de Malta está completamente vacinada contra a Covid-19.

Outra cidade que tem muitos atrativos para os praticantes de nomadismo digital é Dubai, nos Emirados Árabes. Em 2020, a cidade lançou um programa de intercâmbio personalizado para atrair pessoas que trabalham enquanto viajam. E agora, além de uma série de benefícios, o programa oferece também o direito à vacina contra a Covid-19.

Durante a pandemia, Dubai e os Emirados Árabes Unidos foram reconhecidos como modelo para lidar com a doença. Como todos as pessoas com cartão de residente têm direito à vacina, os nômades digitais aprovados para trabalhar no país também entram no grupo.

Dubai oferece imposto de renda zero e networking global

Paisagem da cidade de Dubai
Dubai lançou intercâmbio personalizado para atrair quem trabalha sem lugar fixo de moradia

Entre os atrativos criados para os estrangeiros que querem morar no país, estão a infraestrutura digital da cidade, classificada como a melhor do mundo na última pesquisa Digital Quality of Lite (DQL), o estilo de vida e as oportunidades de networking global, além da possibilidade de imposto de renda zero.

O programa custa US$ 287 (cerca de R$ 1.525), além do seguro médico com cobertura válida nos Emirados Árabes Unidos e taxa de processamento por pessoa. Para se inscrever, os candidatos precisam ter:

*Passaporte com validade mínima de seis meses;

*Plano de saúde com cobertura nos Emirados Árabes Unidos;

* Comprovante de emprego com validade de contrato de um ano. O salário mensal mínimo exigido para a inscrição é de US$ 5.000. É necessário apresentar o contracheque do mês anterior e dos três meses seguintes;

* Se o inscrito for proprietário de uma empresa, é necessário apresentar um comprovante de propriedade da empresa por um ano ou mais, com uma renda média mensal de US$ 5.000 por mês, e extratos bancários dos três meses anteriores;

Para mais informações ou para fazer a inscrição no programa, basta acessar o site da Visit Dubai.

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