Como parte do seu compromisso de incentivar desenvolvedores a construírem aplicações em qualquer linguagem de programação e em qualquer plataforma, a Microsoft anunciou um novo programa para oferecer créditos no serviço de nuvem Azure para projetos open source. 

Segundo comunicado da empresa, os créditos serão disponibilizados durante o período de um ano, podendo ser utilizados para testes, armazenamento ou outras necessidades. Qualquer projeto com uma licença Open Source Initiative (OSI) estará elegível para participar do programa. 

A Microsoft afirma que a iniciativa é uma forma de retribuir o ecossistema de open source do qual a empresa participa e depende. A companhia descreve a programação de código aberto como sendo capaz de fomentar a inovação e promover a inclusão.

Ainda de acordo com a Microsoft, os créditos no Azure já foram concedidos tanto a projetos de pequeno porte como alguns mais conhecidos, como FreeBSD, Alma Linux, Snakemate e Promitor. 

Como participar do programa

tela de aplicação

Para que um projeto possa ser considerado no programa de créditos da Microsoft, ele deve estar certificado pela Open Source Initiative. Além disso, os desenvolvedores precisam fornecer um Código de Conduta formalizado.

O primeiro passo é acessar o site do programa e preencher o formulário de inscrição. Algumas das informações básicas solicitadas incluem o nome, a URL e a licença do projeto, bem como nome e e-mail de quem está se aplicando. 

Também é necessário fornecer uma breve explicação sobre quais problemas o projeto pretende solucionar, quais tipos de tecnologia ele pode aprimorar e/ou quem ele vai ajudar. Por fim, o formulário ainda questiona por que a pessoa está se inscrevendo no programa e como pretende utilizar os créditos.

Após submeter a inscrição, a Microsoft vai avaliar as informações e enviará uma notificação dentro de três a quatro semanas com o resultado do processo. Caso um projeto seja aprovado, ele terá direito aos créditos durante um ano. Para continuar a receber o benefício após esse período, será necessário realizar uma nova candidatura. 

Open source já faz parte da estratégia de negócios da Microsoft

Nos últimos anos, o sistema operacional Linux começou a dominar o Microsoft Azure. Em 2015, a empresa havia revelado que uma em cada quatro máquinas virtuais na plataforma de nuvem da gigante de tecnologia eram Linux. Em 2017, esse número passou para 40%, enquanto que em 2018 o sistema de código aberto já representava 50%. 

Embora a Microsoft não tenha divulgado uma atualização desses números desde então, as iniciativas para incentivar a programação open source mostram que esse continua sendo um ponto de interesse para a companhia. 

Conforme a própria Microsoft chegou a afirmar ainda em 2015, apoiar projetos de código aberto é uma “decisão de negócios prática” e que é necessário oferecer suporte ao Linux para que o Azure se torne uma plataforma de nuvem viável

Uma das principais vantagens da programação open source, segundo a Microsoft, é o seu caráter colaborativo, o que permite expandir as soluções criadas por desenvolvedores em vez de limitá-las. 

Em 2018, a empresa havia declarado que mais de 20 mil funcionários da Microsoft estavam no GitHub e que já contava com mais de 200 projetos open source. 

A expectativa agora é que o novo programa de créditos no Azure sirva como mais uma forma de incentivo aos desenvolvedores para promover softwares de código aberto. 

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