A empresa de desenvolvimento de software Claris, subsidiária da Apple, anunciou o programa Low Code Accelerator para aumentar a diversidade na área de tecnologia e suprir a falta de mão de obra do setor. 

A iniciativa é resultado de uma parceria com o EonXI, um startup studio e fundo de venture capital, e utilizará a plataforma de desenvolvimento low-code para oferecer mentoria aos participantes. 

Além do apoio técnico por parte dos desenvolvedores da Claris, o programa também contará com empreendedores experientes como Cathy House, professora adjunta do programa Executive MBA da Howard University. 

As inscrições para participar do programa estarão abertas até o dia 15 de outubro e poderão ser feitas pelo site da Claris.

Profissionais negros ainda são minoria no mercado de TI

De acordo com um estudo da Pew Research, os profissionais negros correspondem a 11% de todos os adultos empregados nos Estados Unidos. Já em relação a profissões na área de computação, a taxa é ainda menor: apenas 7%.

Somando-se a isso, a pandemia de Covid-19 prejudicou de forma desproporcional os negócios mantidos por empreendedores negros, sendo que 40% deles foram encerrados em 2020. 

O futuro também levanta outras preocupações, já que uma pesquisa realizada pela McKinsey descobriu que 42% dos profissionais negros ocupam cargos que poderão estar sujeitos à automação até 2030. 

Os números reforçam a necessidade de ampliar oportunidades aos grupos mais vulneráveis. Considerando que minorias tendem a dispor de menos recursos, a vantagem dos softwares low-code é que eles permitem ingressar no mercado de programação sem a necessidade de um diploma em ciência da computação. 

Escassez de profissionais

De acordo com a Claris, o objetivo do programa Low Code Accelerator é empoderar profissionais negros para que eles possam atingir o sucesso como empresários e desenvolvedores. 

Ao formar mais profissionais, a empresa espera aumentar a diversidade na área de tecnologia ao mesmo tempo em que tenta solucionar outro problema desse mercado: a falta de mão de obra. 

Só nos Estados Unidos, o mercado de TI conta com cerca de 500 mil vagas abertas. No entanto, a média de graduados em ciência da computação é de apenas 50 mil por ano. Assim, o low code surge como alternativa para preencher essas vagas com equipes de profissionais mais diversas. 

O que é o desenvolvimento low code

As aplicações low code têm atraído cada vez mais a atenção das empresas como uma forma de suprir a escassez de profissionais, já que esse tipo de abordagem não requer conhecimentos aprofundados de programação. 

Diferentemente das tradicionais linhas de código, uma plataforma low-code funciona de forma muito mais simples, utilizando interfaces visuais. De forma similar a um jogo, bastam alguns movimentos simples, como arrastar e soltar elementos, para criar uma aplicação. 

Além da vantagem de ampliar as oportunidades de trabalho ao permitir que qualquer pessoa sem conhecimentos técnicos prévios possa desenvolver softwares, a abordagem low-code ainda permite que as soluções sejam criadas e implementadas de forma mais fácil e rápida. 

Segundo previsões da Gartner, 75% das grandes corporações estarão utilizando pelo menos quatro ferramentas de desenvolvimento low-code até 2024.

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