Completando pouco mais de um mês desde o início da invasão da Rússia, a Ucrânia continua a sofrer ofensivas de todos os lados, incluindo ataques cibernéticos em massa e com foco na infraestrutura do país.

O alvo mais recente foi a provedora de serviços de internet ucraniana Ukrtelecom, que, segundo comunicado do governo na segunda-feira (28), sofreu um “ataque cibernético massivo”. 

No mesmo dia, o Serviço Estatal de Comunicação Especial e Proteção da Informação (SSSCIP, conforme a sigla em inglês) publicou no Twitter que o ataque já havia sido neutralizado. 

“Hoje, o inimigo lançou um poderoso ciberataque contra a infraestrutura de TI da Urktelecom”, diz a publicação, afirmando que os serviços já estavam sendo retomados após a neutralização.

Serviços limitados

De fato, o ataque à infraestrutura de TI da provedora de internet teve repercussões em grande escala, com impactos em todo o país, segundo o monitor global de acesso à internet NetBlocks.

O incidente representou a disrupção mais grave já registrada na Ucrânia desde a invasão da Rússia em fevereiro. De acordo com os dados de rede, a NetBlocks afirma que a conectividade parece ter caído para 13% dos níveis registrados no período anterior à guerra. 

Logo da empresa de segurança da informação.
O Serviço Estatal de Comunicação Especial e Proteção da Informação (SSSCIP, conforme a sigla em inglês) publicou no Twitter que o ataque já havia sido neutralizado.

No gráfico publicado pelo monitor global no Twitter, em que são registrados os dados de rede em tempo real, é possível observar essa queda brusca no dia 28 de março.

Apesar de o SSSCIP ter afirmado ainda na segunda-feira à tarde que os serviços já estavam sendo retomados, eles foram limitados a alguns usuários prioritários, como as Forças Armadas do país, segundo a publicação da agência no Twitter. 

“Para preservar a sua infraestrutura de rede e continuar a fornecer serviços para as Forças Armadas da Ucrânia e outras formações militares, bem como para os clientes, a Ukrtelecom limitou temporariamente o fornecimento dos seus serviços no caso da maioria dos usuários privados e corporativos”.

Guerra cibernética

Apesar de as atualizações sobre o incidente terem sido compartilhadas pelo Twitter, o presidente da SSSCIP Yurii Shchyhol assinou um comunicado separado, e publicado no próprio site do governo, afirmando que os incidentes recentes representam a primeira guerra cibernética da história.

Segundo ele, “toda a comunidade de TI mundial” está unida contra a invasão russa, afirmando que gigantes da tecnologia, como Microsoft e Oracle, estão do lado da Ucrânia. 

A SSSCIP também declarou que, com base em relatórios, pode-se assumir que a comunidade hacker que está contra a Rússia tem como objetivo destruir a infraestrutura militar que ameaça a Ucrânia atualmente. 

Em sua declaração oficial, a agência estatal afirma que o principal desafio do país é vencer o inimigo em todos os campos de batalha, incluindo o ciberespaço. O comunicado reforça também que cada indivíduo deve contribuir para a cibersegurança através de medidas de precaução básicas.

“Cada um de nós pode ajudar nessa luta ao seguir as regras de ciberhigiene – não abrir mensagens desconhecidas, não fazer o download de arquivos com origem suspeita e tratar de forma crítica qualquer informação recebida”, alerta a publicação.

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