Muitos consideram os videogames como a “décima arte”, acima de cinema, quadrinhos e outras artes extra-oficiais. Visto o rumo que NFTs tomaram nos últimos tempos (tratando-se de arte), é fácil ligar os pontos e prever como resta pouco antes de estes tokens também dominarem os jogos.

Os NFTs utilizam do blockchain, com a criptografia autenticando itens “únicos”, e isso pode basicamente garantir que um jogador seja dono de objetos virtuais exclusivos. Uma referência próxima é o Axie Infinity, que teve mais de 2 bilhões de dólares em circulação neste ano. 

A tecnologia de autenticidade permite que, por exemplo, um jogador possa vender não somente um item raro, mas também seu próprio personagem e progresso de jogatina, coisa que torna-se mais valiosa nos RPGs – ou seja, seria trocar dinheiro pelo tempo “desperdiçado” com jogos.

E é aí que entra o suporte a blockchain, pois além do fator de entretenimento existe o lucro. A troca pode acontecer entre jogadores, bem como o surgimento de comunidades voltadas ao câmbio. Assim há uma crescente de novas oportunidades econômicas.

Plataformas blockchain milionárias

Hoje (12), soube-se que plataforma Forte arrecadou nada menos que 725 milhões de dólares (quase R$ 4 bilhões), possibilitando outras companhias a criação de jogos blockchain com melhor compatibilidade e segurança. 

O jogo seguira um modelo de “extração”, permitindo que jogadores criem mods e versões diferentes do game.

Isso segue outra alta da Forte em maio deste ano, quando houve a arrecadação de 185 milhões de dólares (R$ 1 bilhão) pela Griffin Gaming Partners, um dos maiores fundos de capital de risco da atualidade.

Isso caminha lado a lado com os acordos com companhias de NFT, em um mercado avaliado em R$ 5.4 bilhões para dentre estúdios como Sky Mavis (de Axie Infinity), Animoca Brands e Mythical Games. Todas fazem games baseados em blockchain

A integração da Forte com tais publishers e estúdios desenvolvedores de jogos permite a harmonia entre carteiras de tokens, minting, venda de itens e prestação de serviços que dependam desta economia virtual.

Por referência, Forte existe há apenas dois anos, uma startup com mais de 200 funcionários e especialistas em diversos setores, compilando experiências em tecnologia blockchain, jogos e conformidades.

Sharpnel: o FPS blockchain

A Forte também atuou com suporte técnico a outro experimento curioso no mundo gamer, o tal de Sharpnel, um jogo de tiro em primeira pessoa baseado em blockchain.

Um grande contribuinte para o crescimento de interesse em games foi a notícia de que publisher Neon, que arrecadou nada menos que 10.5 milhões de dólares (ou R$ 57.3 milhões, em conversão direta) para a criação de Sharpnel.

O jogo seguira um modelo de “extração”, permitindo que jogadores criem mods e versões diferentes do game. Em suma, parece ser uma plataforma de criação dentro de um jogo, tal qual fez Dreams, em 2020. Para dar apoio total a isso, desenvolvedores lidarão com um misto de tecnologia de arquitetura, blockchain e design.

A companhia independente de Seattle tem como líder Mark Long, veterano na indústria gamer, há 26 anos no mercado. O plano de Long não é a venda de itens comuns, como cosméticos e personagens, e sim com a intenção de “trazer os mais altos valores de produção para fazer um jogo com blockchain”.

Ele diz que a mira em NFTs não é por acaso: “os jogadores não possuem realmente aquilo que compram”, diz. Tudo fica trancado dentro da empresa em servidores, “mas existem pesquisas (…) que indicam que os jogadores realmente adorariam ter aquilo que compram”, complementa. 

Da mesma forma que ele demorou a compreender e confiar em blockchain, desde a primeira vez que esbarrou com criptomoedas em 2017, também acredita-se que é apenas questão de tempo até vermos o mercado ser dominado por investidores, compradores e gamers interessados no mercado de NFTs – de uma forma que pode mudar o futuro dos jogos como conhecemos.

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