A criptografia é um importante componente que forma a segurança da informação. A técnica é útil para proteger dados sensíveis e que não pode ser acessado por qualquer usuário. É especialmente útil para resguardar empresas contra ataques cibernéticos.

As organizações que dispensam seu uso acabam enfrentando sérios problemas, pois ter os dados vazados pode ocasionar a aplicação de pesadas multas. É isso que prevê a nova LGPD para os casos de divulgação da informação de terceiros. Além disso, os estragos para a imagem de uma companhia são muito grandes.

Já na situação contrária, muitos benefícios podem ser alcançados. Empresas que têm em seu código a proteção da informação, podem ofertar seus serviços de modo muito mais confiante. Isso aumenta a geração de receita e consequentemente os lucros.

Este artigo falará a respeito da criptografia e de sua importância no mundo da computação. Acompanhe com atenção e fique melhor informado. Boa leitura!

O que é criptografia?

A arte de criptografar uma mensagem significa aplicar um conjunto de diretrizes à informação de modo que somente o emissor e o receptor sejam capazes de entendê-la. Isso serve acima de tudo para proteger os dados da mensagem, pois caso ela seja interceptada, não haverá como decifrar seu conteúdo.

Com a evolução dos meios de comunicação, é comum pensar que essa técnica é algo recente. No entanto, isso não é verdade. Os primeiros usos da criptografia têm seus registros há pelo menos 2 mil anos antes de Cristo. Sua utilização se mostrou importante sobretudo em guerras, como forma de manter o sigilo sobre determinadas operações executadas em campos de batalha.

É isso que retrata o filme “O Jogo da Imitação”, quando tropas aliadas tentam decifrar o código de criptografia da máquina alemã Enigma. Ela trabalhava com um complexo sistema de codificação que, além de ser altamente sofisticado, trocava periodicamente suas chaves. Isso dificultava ainda mais o trabalho porque o tempo para decifrar cada código era relativamente curto, dada que era uma tarefa altamente complicada.

Qual a importância de usar a criptografia?

A razão principal do uso de criptografia está relacionada à segurança da informação. Cada vez mais os dados sigilosos de pessoas e empresas são alvos de ataques orquestrados por criminosos cibernéticos. Como forma de se proteger dessas investidas, usa-se a criptografia para “embaralhar” uma mensagem como forma de preservá-la em diversas situações.

O exemplo de proteção mais corriqueiro é em relação aos dados de navegação na internet. Além disso, pode-se ter a intenção de resguardar informações retidas em nuvem ou mesmo em trânsito. Também usa-se a criptografia para evitar acessos indevidos a determinado banco de dados.

Como funciona a criptografia?

O conceito de criptografia requer o uso de chaves. Serão elas que farão o embaralhamento da informação quando de seu envio, ou seja, no emissor. De modo correspondente, para que tal informação seja entendida corretamente, a chave é necessária novamente.

Nesse segundo momento, a operação inversa será realizada. O receptor (de posse da chave), fará a operação “ao contrário” de modo que a mensagem será decifrada. Somente assim é possível ler seu conteúdo de modo que um eventual interceptador não consiga saber o que há em seu interior. A conceituação de chave é melhor explicada a seguir.

Chave criptográfica

A chave criptográfica é o mecanismo pelo qual acontece a codificação e a decodificação de uma mensagem. Ou ainda, que não ocorra, pois caso a mensagem não se encaixe nos padrões pré-programados, não existe o processo de leitura.

Uma analogia pode ser feita com uma chave convencional usada para abrir portas comuns: os dentes serrados são únicos em suas medidas para cada chave. A fechadura na qual ela é usada precisa corresponder exatamente aos mesmos padrões. Caso contrário, a chave não é girada e consequentemente a porta não se abre.

Protocolos e criptografias na internet

No caso da grande rede mundial de computadores, também existem protocolos de comunicação baseados em criptografia. O mais popular deles é o HTTPS, que é uma evolução do protocolo HTTP com uma camada adicional de proteção: trata-se da camada SSL, responsável por fazer a codificação dos dados quando existe tráfego.

Esse movimento de informações se dá entre um navegador web e o servidor que armazena as páginas de uma empresa, por exemplo. No momento que um usuário tenta fazer o acesso, a camada SSL atua sobre o protocolo HTTP codificando seus dados. É feita então uma verificação de autenticidade entre emissor e receptor, usando certificado de segurança. Quando a operação é confirmada, estabelece-se uma conexão segura.

Moedas criptografadas: Bitcoin, Ethereum

Um exemplo muito útil do uso da criptografia ocorre em ativos digitais, ou criptoativos. Tratam-se de bens de valor monetário existentes somente no mundo virtual. E a grande questão é como atribuir um valor financeiro a alguma coisa que não existe fisicamente. A resposta é simples: por meio da criptografia.

Especificamente no caso das finanças descentralizadas, temos um tipo especial de criptografia que é a validação das transações financeiras por meio de blocos de códigos. À medida em que novos blocos entram na fila, forma-se uma nova cadeia de informações que deverá passar pelo processo de criptografia para ser considerada válida. É o caso de uma transferência de Bitcoins entre uma pessoa e outra.

Nesse tipo de operação, dá-se o nome de Blockchain ao modelo de codificação usada. A nomenclatura deriva exatamente do fato que a validação das transações é feita por meio de blocos. Isso é o coração de todo o sistema e o que dá segurança para esse tipo de ativo. Por fim, vale observar que o processamento é feito por vários computadores ao redor do mundo, daí sua característica de descentralização e independência.

Quais são os 5 principais tipos de criptografia?

Existem diversas técnicas por meio das quais é possível criptografar um arquivo para posterior envio. Conheça a seguir os principais métodos utilizados atualmente.

1. Criptografia de chave simétrica

Esse método de codificação utiliza apenas uma chave única, de modo que se um arquivo está protegido por ela, basta que quem acesse detenha tal chave. É um tipo de procedimento capaz de promover a garantia de confidencialidade das informações.

Uma ressalva vale para esse modelo de criptografia e ela deve ser aplicada quando existe a necessidade de compartilhamento da chave secreta. Nesses casos, o procedimento precisa ser feito por meio de um canal seguro de comunicação. A razão disso é para proteger a chave de decodificação e o método é utilizado quando não há necessidade de dividir a chave com várias pessoas ao mesmo tempo.

2. Criptografia de ponta a ponta ou de chave assimétrica

Na criptografia de ponta a ponta, o mecanismo de codificação segue o princípio básico de comunicação entre o emissor e o receptor. Ou seja, a mensagem é codificada pelo emissor e somente de posse da chave de decodificação, é possível ler o conteúdo. O detalhe fica por conta da existência de duas chaves: uma pública e outra privada.

O uso de uma chave ou outra é determinado pelo tipo de proteção desejada. As opções incluem o modo de integridade, autenticação ou não-repúdio. Esse método é relativamente conhecido porque dois grandes aplicativos de comunicação o utilizam: o Telegram e o WhatsApp.

Esse método requer mais tempo de processamento do que as chaves simétricas, sendo portanto mais lento. Sua vantagem está em dispensar o uso de uma chave para cada pessoa com quem se deseja comunicar. Além disso, não é necessário um canal de comunicação protegido para compartilhar as chaves com os participantes de uma conversa.

3. Hash

Esse recurso criptográfico consiste um utilizar uma função matemática altamente complexa que é capaz de resumir em apenas um conjunto de caracteres toda a informação necessária. O curioso do procedimento é que isso pode ser aplicado a qualquer tipo de arquivo, como textos, músicas e vídeos.

Assim, adentra no processo um arquivo digital e a saída é dada de modo padronizado, com comprimento geralmente entre 128 e 512 bits. O método é bastante útil para resumir uma informação volumosa e transmiti-la com segurança. Trata-se de um ganho de praticidade no envio e recebimento de informações, pois grandes bancos de dados podem ser transmitidos dessa maneira também.

4. Criptografia pós-quântica

Esse é um modelo de criptografia ainda em desenvolvimento. Sua finalidade é aumentar a proteção dos métodos atuais de codificação, pois a evolução do poder de processamento dos computadores atuais leva à compreensão de que será possível haver quebra de código no futuro.

Isso vem do fato que a computação quântica tem alta capacidade de processar informações. Nos dias atuais, não é possível que uma máquina quântica supere os métodos criptográficos. No entanto, isso pode acontecer em um futuro breve.

Sendo assim, a criptografia pós-quântica visa se antever a um problema do futuro. A ideia é usar as chamadas “funções alçapão” de modo mais complexo do que existem hoje e, assim, impedir que o poder elevado de processamento dos computadores quânticos quebrem códigos criptográficos.

5. Criptografia Homomórfica

Esse método de criptografia também é recente e alvo de estudos ainda. Por meio de um mecanismo muito sofisticado, é possível atuar sobre os dados assim que eles são recebidos. A particularidade desse procedimento fica por conta da não necessidade de decodificar a informação antes de trabalhar com ela.

A ideia realmente chama a atenção e promove alguns benefícios, principalmente em relação ao processamento que é um recurso escasso e vital. Usando a criptografia homomórfica, são necessárias menos operações já que é possível trabalhar nos dados “brutos”. Isso traz mais rapidez e garante um maior nível de segurança.

Qual a importância da criptografia de dados na criação de softwares?

A depender da aplicabilidade do software desenvolvido, a criptografia se faz essencial. Para sistemas com forte controle de acesso, a técnica de codificação é essencial. Somente assim um programa de computador pode ser considerado robusto em termos de segurança.

Além disso, existem as aplicações em nuvem que estão altamente expostas a interceptações. Estamos falando dos softwares SaaS. Para esse tipo de programação, a criptografia de dados jamais pode ser deixada de lado. Seria uma exposição absurda demais para ser tolerada.

Quais são os principais programas de criptografia?

Acompanhe a seguir as indicações de ferramentas de criptografia. São apresentadas tanto soluções pagas por meio de assinatura quanto softwares livres e, portanto, gratuitos.

MS BitLocker

Trata-se de um programa da Microsoft e que é indicado para quem precisa de uma solução a custo zero, já que o MS BitLocker é um software livre. O sistema é voltado para a criptografia em driver interno e também em dispositivos físicos, exigindo um hardware mínimo que contemple um chip proveniente de uma plataforma confiável, além do suporte como serviço ao Modern Standby.

IBM Guardian

A solução da IBM de criptografia é mais indicada para clientes corporativos que necessitam de flexibilidade em seus processos de transmissão de informações divididos em vários ambientes. Também são incluídos no pacote os serviços de classificação e monitoramento de dados, varreduras, relatórios e análise de conformidades, entre outros. A contratação se dá por meio de um plano de assinatura.

Apple FileVault

O FileVault é um software de código livre da Apple, voltado para usuários do sistema MacOS. Não se trata de uma solução forte para a proteção de dados, apenas de um nível mais básico para dar segurança às informações em disco. Ele utiliza um nível criptográfico de 128/256 bits e pode ser acessado por meio de uma conta no iCloud, já que vem integrado ao sistema operacional da maçã.

AxCrypt

O AxCrypt também é um software livre e sua indicação é voltada para computadores que são utilizados por diversas pessoas regularmente, como as máquinas de uma empresa. Ele possui funcionalidade simplificada, por meio da qual pode-se proteger arquivos com um clique apenas. O acesso se dá com senha e seu padrão criptográfico também pode ser aplicado a serviços em nuvem.

Sem dúvida, a criptografia é um importante mecanismo de proteção dos meios virtuais. Sem ela, a comunicação entre emissor e receptor podem ficar expostas, pois se forem interceptadas podem ser lidas de forma fácil. O uso de funções matemáticas permite codificar uma mensagem de modo que apenas os detentores das chaves terão acesso à informação verdadeira. Para conseguir criptografar os dados de uma aplicação, basta utilizar algum programa com a função.

Gostou do conteúdo? Então leia agora sobre a proteção HTTPS, o que é e para que serve!

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