Sabe aquela pessoa que não consegue tirar um dia de folga e trabalha sem parar? Em algum momento da vida acabamos conhecendo alguém assim. É o famoso workaholic. Embora pessoas viciadas em trabalho já existam há muito tempo, atualmente vivemos em um cenário de constante competição em que trabalhar além das demais é visto como sinônimo de desenvolvimento pessoal e progresso.

Contudo, essa dedicação intensa gera pessoas exaustas, e o que deveria aumentar a produtividade — afinal, mais horas trabalhadas deveriam significar um aumento da produção — acaba tendo efeito contrário em algum momento. Dessa forma, ser workaholic não é necessariamente algo para se orgulhar, é também um motivo de alerta. Será que você se encaixa nesse perfil?

Para saber como identificar se você é essa pessoa viciada em trabalho, confira os tópicos a seguir:

  • o que é workaholic?
  • Como identificar um workaholic? Conheça 7 características!
  • Qual é a diferença entre workaholic e worklover?

Boa leitura!

O que é workaholic?

Workaholic é uma gíria em inglês para designar uma pessoa viciada em trabalho ou compulsiva pelo seu ofício. Ou seja, que quem trabalha demais, com metas excessivas, rotinas exaustivas e obsessão pelo trabalho.

Como identificar um workaholic? Conheça 7 características!

É fácil ficar na dúvida se a pessoa é apenas dedicada ou realmente viciada em trabalho. Portanto, é importante conhecer as principais características do perfil workaholic para descobrir se está trabalhando mais do que o necessário. Veja!

1. Carga horária excessiva

Quem passa a maior parte do dia focado nas atividades profissionais deve acender o alerta. Um dos indícios é a quantidade excessiva de horas de trabalho. Ser sempre a pessoa que chega primeiro e sai por último pode ser um sinal de que não há um equilíbrio. Essa carga horária em excesso vai cobrar o preço em algum momento, seja em problemas de saúde, seja na queda do desempenho.

2. Sem hobbies

Ter equilíbrio é importante. Por isso, um sinal de que as coisas não vão bem é quando a pessoa só vive para o trabalho. Quem é assim normalmente pensa nas atividades profissionais até em momentos que deveriam ser de lazer. Em função disso, pessoas workaholics não costumam ter tempo nem disposição para hobbies.

3. Estresse constante

O estresse é algo relativamente comum. Sozinho, ele pode não representar um ponto de alerta. O problema é quando o estado de preocupação é constante, se estendendo até mesmo para os períodos em que não se está trabalhando. Esse, inclusive, é um dos principais indícios de que uma pessoa é workaholic. Há quem até mesmo sofre com sintomas de abstinência quando está longe do trabalho.

4. Sem pausa para o almoço

Existem rotinas realmente muito corridas que não permitem pausas para as refeições. Obviamente, isso representa um grande problema, que pode ser fruto de uma equipe com poucas pessoas atendendo a uma enorme demanda.

Contudo, há quem acabe pulando refeições por estar tão imersa no trabalho que não desejam parar nem para as atividades mais básicas — e necessárias! Dessa forma, se você não consegue fazer uma pequena pausa para almoçar, está na hora de se perguntar o porquê e esforçar-se para mudar essa situação.

5. Verificação constante de notificação de mensagens

As mensagens são uma excelente ferramenta de comunicação, assim, é até esperado verificá-las regularmente para checar se existem novos — e importantes — recados. O problema é fazer isso com uma frequência exagerada ou, ainda, controlar as notificações fora do ambiente de trabalho.

Se não for uma situação urgente, não é saudável passar 24 horas por dia checando mensagens. É importante se desconectar, aproveitando as horas vagas para se desligar dos compromissos de trabalho.

6. Impaciência com colegas

Quem é viciado em trabalho costuma dedicar quase 100% do seu tempo para as atividades profissionais. Por conta disso, tais pessoas costumam ser bastante intolerantes com colegas que não fazem a mesma coisa. Esse sentimento de frustração e impaciência com quem busca cumprir uma carga horária flexível geralmente vem da associação de que o tempo de dedicação tem relação direta com a produtividade.

No entanto, é importante ter em mente que trabalhar menos horas não é sinônimo de improdutividade. Inclusive, dispor de horário de lazer pode tornar a pessoa mais produtiva, pois ela volta renovada para a rotina laboral. Assim, se você julga quem trabalha menos que você, fique alerta, pois pode ser um sinal de workaholismo.

7. Só conversa sobre trabalho

Existem pessoas que só vivem para trabalhar e não tomam conhecimento de nada fora daquele ambiente. Para workaholics, se não tem relação com a profissão, pode nem valer a pena conhecer e conversar sobre. Se você só conversa sobre trabalho e não se interessa por outros assuntos, fique alerta!

Os pessoas próximas e familiares funcionam como um bom indicador, pois costumam ser as primeiras a reclamar sobre você manter apenas um tópico de conversa, mesmo quando não está trabalhando.

Qual é a diferença entre workaholic e worklover?

Algumas pessoas viciadas em trabalho se defendem argumentando que são apenas apaixonadas pelo que fazem. Essa paixão pelo trabalho é justamente o que define um worklover. Então, como diferenciar os dois?

Enquanto workaholic é quem trabalha em excesso sem equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, worklover é aquela pessoa que ama seu ofício e tem paixão pelo que faz sem perder o foco dos prejuízos causados pelo excesso de trabalho.

Ou seja, worklovers têm consciência de que a vida é mais do que trabalho e que é preciso equilibrar os diversos setores para evitar conflitos e queda na qualidade de vida. Deve-se saber diferenciar o amor pela profissão do vício. Daí vem a principal diferença entre eles e a importância de saber distingui-los.

Ser uma pessoa workaholic traz inúmeras desvantagens, pois o vício em trabalho pode se equiparar até mesmo ao do álcool ou de outras drogas. Para alguém viciado, ficar longe do objeto de obsessão é similar a sofrer de abstinência, já que isso gera um grande desgaste emocional.

Workaholics acabam sofrendo prejuízos em diversos setores da vida, deixando suas relações pessoais de lado e sofrendo as consequências disso para a sua saúde — como estresse, ansiedade, depressão, síndrome de burnout, abuso de álcool e outras drogas, entre outras.

O mercado de trabalho é muito competitivo e cercado de ganância e vaidade. Portanto, é muito fácil se tornar um workaholic na busca pela excelência. Porém, as consequências desse vício podem ser devastadoras. Dessa forma, tenha atenção às suas atitudes e, ao primeiro sinal de problemas, busque ajuda profissional para evitar danos maiores. Seja alguém apaixonado pelo que faz, e não um viciado em trabalho!

Gostou das dicas? Agora que você aprendeu mais sobre o assunto, veja como ter uma carreira de sucesso!

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