Conforme os benefícios dos softwares são descobertos e aproveitados por empresas, a demanda por seu desenvolvimento cresce. Uma situação que pode sobrecarregar as equipes responsáveis por projetos, caso elas não estejam devidamente preparadas. Nesse contexto, a Extreme Programming, também conhecida como XP, surge como uma solução interessante.

A metodologia de programação tem o objetivo de aumentar a eficiência das equipes de desenvolvimento, o que abre espaço para que elas cumpram suas tarefas em períodos mais curtos, sem que isso afete de modo negativo a qualidade do projeto.

Que tal aprender mais sobre esse conceito? Para isso, separamos as informações nos seguintes tópicos. Leia o artigo e descubra como funciona a Extreme Programming e conheça suas boas práticas!

  • O que é Extreme Programming?
  • Quais são os 5 valores do Extreme Programming?
  • Como aplicar as boas práticas do Extreme Programming?

O que é Extreme Programming?

De um modo mais simples e resumido, podemos dizer que a Extreme Programming é uma metodologia de programação desenvolvida com a finalidade de otimizar as rotinas de times de desenvolvimento. O que abre espaço para que cada participante seja capaz de cumprir suas tarefas de um modo eficiente, sem gerar atrasos que possam encarecer o projeto.

No mercado — onde os softwares podem ser considerados verdadeiras vantagens competitivas —, os clientes são cada vez mais exigentes em relação a custo, qualidade e prazo em que o projeto será entregue. Nesse cenário, graças às suas vantagens e características, a metodologia pode ser encarada como uma valiosa ferramenta.

Quando usar o Extreme Programming?

É importante ressaltar, porém, que a XP tende a apresentar de forma mais eficaz suas qualidades quando aplicada nas seguintes condições:

  • em times pequenos, com menos de 12 participantes;
  • em projetos de pesquisa nos quais a incidência de mudanças é elevada;
  • quando existe algum risco de tempo relacionado à implementação de uma nova tecnologia;
  • quando o projeto abre espaço para que sejam realizados testes automatizados de funcionalidade e de unidades;
  • quando o projeto está sujeito a modificações dinâmicas relacionadas aos requisitos do software.

Quais são os 5 valores do Extreme Programming?

Para otimizar as rotinas de equipe de desenvolvimento, a XP faz uso de 5 valores indispensáveis.

Continue a leitura para entender cada um desses valores e descubra sua importância no desenvolvimento de soluções em softwares e aplicativos!

1. Simplicidade

Para garantir a eficiência de cada etapa do projeto, é necessário que seus processos sejam simples e de fácil compreensão por parte da pessoa responsável por sua execução. Por isso, a XP divide o objetivo principal em pequenas metas que podem ser realizadas pela equipe.

É interessante ressaltar que os membros do time cumprem apenas as instruções que receberam. Esse cuidado se faz necessário para garantir que os resultados da tarefa atendam aos requisitos estabelecidos para o projeto.

2. Comunicação

Quando a informação não é devidamente compartilhada entre as pessoas, os riscos de que algum conceito seja compreendido de forma equivocada são muito altos. Além disso, atrasos na troca de informação podem fazer com que atividades sejam executadas de um modo errado por longos períodos, o que tende a atrasar o projeto.

Com a finalidade de evitar situações como essas, a Extreme Programming estabelece que reuniões devem ser feitas diariamente pelos participantes da equipe. Desse modo, pontos críticos podem ser tratados antes que se tornem problemas mais graves.

3. Coragem

Por mais organizado que seja um projeto, imprevistos sempre podem ocorrer e elevar o tempo necessário para a execução de alguma etapa. Frente a essa situação, é importante que a equipe de desenvolvimento tenha a coragem de apontar esse fato e explicar ao cliente que, diante da nova realidade, a finalização do projeto tende a levar um pouco mais de tempo.

Embora essa atitude aparente ser simples, ela permite que as pessoas responsáveis pelo desenvolvimento possam se dedicar o tempo necessário para a resolução do problema. O que reduz a pressão a qual elas estão submetidas e lhes permite de trabalhar de um modo mais eficiente.

4. Feedback

Uma vez que o software é desenvolvido para um cliente específico, é necessário garantir que ele atende às suas expectativas. Por essa razão, é importante que o projeto seja apresentado com frequência ao cliente, para que ele possa dar feedbacks a respeito da qualidade e de possíveis mudanças.

5. Respeito

Para que os demais valores sejam aplicados, é importante que o respeito sempre esteja presente. Afinal, sem ele a relação entre as pessoas que participam do time de desenvolvimento, e até entre o time e o cliente, não ocorrerá sem atritos.

Esse tipo de situação, além de prejudicar os prazos e a qualidade do projeto, pode ocasionar até mesmo problemas judiciais. Portanto, o respeito é indispensável em todas as etapas da Extreme Programming.

Como aplicar as boas práticas do Extreme Programming?

É interessante ressaltar que, além dos valores que foram apresentados, a XP conta com um conjunto de boas práticas. Elas foram elaboradas com a finalidade de garantir a qualidade dos projetos e a eficácia da metodologia. Continue a leitura e entenda como aplicá-las!

Cliente sempre presente

Como pudemos observar no valor da XP em relação ao feedback, é necessário que o cliente participe do projeto. Isso ocorre porque, por meio desse contato mais direto, a equipe pode ser orientada sobre erros ou possíveis mudanças em tempo hábil, evitando, assim, que atrasos ocorram.

Essa participação do cliente é tão importante que é listada entre as boas práticas de implementação da Extreme Programming.

Pequenas versões

Para garantir que o cliente tenha acesso mais rapidamente ao software que contratou, muitas empresas especializadas costumam fornecer a ele o chamado release, uma versão menor do sistema que conta com as principais funcionalidades que o dele deve oferecer. Além de permitir que o cliente tenha acesso antecipado à solução que contratou, o release ainda abre espaço para que ele forneça feedbacks a respeito do software.

A XP vai além desse processo e divide os releases em iterações, partes ainda menores do software, com a finalidade de torná-los ainda mais alinhados às expectativas do cliente.

Jogo de planejamento

Na metodologia XP, o user story pode ser descrito como uma pequena quantidade de informação inserida pelo cliente em um cartão. Para garantir que todas as etapas do desenvolvimento estão alinhadas às demandas do cliente, antes que cada iteração seja elaborada, a equipe de desenvolvimento pede ao cliente para criar users storys com as funções que ele deseja para o sistema.

Cabe às pessoas desenvolvedoras responsáveis pelo projeto verificar essas informações e orientar o cliente a respeito dos custos e do tempo necessário para que a funcionalidade seja desenvolvida. Esse cuidado abre espaço para que o projeto seja elaborado de acordo com as prioridades e com o caixa do cliente em questão.

Dado o aspecto mais lúdico dessa etapa, ela recebe o nome de jogo de planejamento.

Metáfora

A comunicação é um dos pontos mais críticos quando pensamos na execução de um projeto. Afinal, se as partes não se entenderem, o projeto em questão pode acabar seguindo o caminho errado.

Para evitar esse problema, a Extreme Programming pede que os clientes e o time de desenvolvimento façam uso de metáforas para nomear tanto o projeto quanto suas principais etapas. Isso é feito com a finalidade de exemplificar de forma mais clara as ideias que devem ser implementadas.

Programação em par

Para garantir a qualidade do algoritmo desenvolvido, a XP recomenda que a programação seja elaborada em pares. Desse modo, uma pessoa desenvolvedora fica responsável por elaborar o código no teclado, enquanto outra deve acompanhá-la, verificando se existem erros ou mesmo maneiras de desenvolver o código de um modo mais simples.

O resultado dessa estratégia são programas mais limpos e eficientes, em que a incidência de erros é muito menor do que a apresentada por códigos desenvolvidos por uma única pessoa.

Refactoring

O refactoring pode ser descrito como o processo de analisar um algoritmo pouco legível com a finalidade de simplificá-lo, facilitando a sua leitura. É importante, porém, que a pessoa responsável por esse processo tenha o conhecimento necessário para simplificar o código de um modo que isso não afete sua funcionalidade.

Para garantir a eficiência do código, a qualidade do programa e ainda permitir que mudanças sejam realizadas com maior facilidade, quando necessárias, as boas práticas de Extreme Programming exigem que partes pouco legíveis do software sejam sempre otimizadas, de modo que sua leitura se torne mais intuitiva.

Desenvolver sistemas do zero não é fácil. Mas, por meio de estratégias inteligentes de programação, como a XP, essa tarefa tende a se tornar muito mais simples. Levando esse fato em consideração, é fácil chegar à conclusão que elas devem ser devidamente aplicadas por equipes de desenvolvimento!

Agora que você conhece a Extreme Programming e entende seus benefícios, que tal conhecer mais a fundo as metodologias ágeis? Acesse o artigo e descubra como elas funcionam!

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