Caso você já conheça o básico acerca de programação, já sabe que as aplicações web contam com dois lados, o front-end e o back-end, também conhecidos como lado de clientes e lado do servidor. Porém, existe também uma pessoa profissional que pode transitar entre esses dois pontos. Esse é o Full Stack.

Muitas empresas precisavam contratar profissionais de programação para o desenvolvimento de soluções, mas não tinham condições de manter grandes equipes. Dessa forma, um tipo de profissional mais versátil acabou surgindo no mercado, sendo capaz de suprir essa demanda.

Ao longo deste post, vamos apresentar essa oportunidade para você, mostrando o que é Full Stack, quais as responsabilidades dessa pessoa e como você pode seguir essa carreira. Continue conosco e boa leitura!

O que é Full Stack?

A tradução literal de Full Stack é “pilha toda” e, com isso, temos uma ideia geral acerca de porquê esse nome se refere a pessoa que trabalha com todas as tecnologias que envolvem o desenvolvimento web.

A Stack de desenvolvimento é o conjunto geral de tecnologias de uma aplicação. Por exemplo, para web, é comum que o front-end seja desenvolvido com HTML, CSS e Javascript, enquanto o back-end pode ser criado com PHP e o banco de dados MySQL.

Por isso, espera-se que a pessoa programadora Full Stack seja capacitada o suficiente para lidar, ao mesmo tempo, com o front-end e o back-end de uma aplicação, mesmo que os dois pontos utilizem tecnologias e linguagens diferentes.

Algumas empresas ainda denominam Full Stack profissionais que não apenas tratam desses dois lados do sistema, mas que também lidam com o banco de dados e modele tabelas e configuração dos servidores nos quais a aplicação roda.

Também são chamamos de Full Stack quem conseguem trabalhar com back-end e aplicações mobile, que podem ser consideradas como front-end. Essas pessoas vêm sendo cada vez mais requisitado no mercado.

O Full Stack precisa conhecer todas as tecnologias?

Em um primeiro momento, ainda mais se você ainda está estudando programação, pode parecer uma loucura ter de conhecer todas as etapas e as tecnologias utilizadas no desenvolvimento; porém, não se preocupe.

O profissional Full Stack não precisa ser um especialista em todas elas, afinal, isso nem seria possível. Na maioria das vezes, ele apresenta maior conhecimento em uma das tecnologias, que chamamos de origem, como PHP, e detém um entendimento satisfatório do restante da stack.

Ou seja, ele é um especialista em um ponto e também apresenta a capacidade de criar serviços nos outros pontos e corrigir bugs, porém, sem um aprofundamento maior.

Assim, não é preciso ser uma especialista em banco de dados para criar tabelas e manipular registros, salvando, editando e apagando dados. Espera-se que o Full Stack saiba se virar, mas não se exige um conhecimento muito detalhado.

Um entendimento acerca de regras de negócio também é importante, uma vez que o Full Stack pode ter contato direto com o cliente para levantar as suas necessidades e modelar as funcionalidades, entradas e saídas.

Fazendo um resumo rápido, se o profissional consegue levantar os requisitos do negócio, desenvolver o back e front-end da aplicação, construir o banco de dados e pôr tudo isso para rodar em um servidor simples, ele pode ser considerado um Full Stack.

Não é necessário dominar nenhuma das áreas, mas é preciso realizar as atividades básicas em cada uma delas para garantir o resultado final esperado, que é uma aplicação funcional.

O que faz o profissional que desenvolve Full Stack?

O Full Stack acaba acumulando várias funções dentro de uma empresa, porém, não há nada com que se preocupar. Com o tempo, ele aprende a gerenciar de forma simples suas atividades, uma vez que tudo pode ser feito seguindo uma etapa lógica. A seguir, você confere as principais responsabilidades desse profissional.

Levantamento de requisitos

A figura do analista de negócios não existe, sendo que a responsabilidade de coletar e analisar os requisitos, buscando modelar as funcionalidades, é totalmente do Full Stack.

Quando se trabalha com metodologias ágeis, como o SCRUM, isso é feito diversas vezes ao longo do desenvolvimento. Como o Full Stack tem uma visão macro, já que trabalha em todo o projeto, o levantamento de requisito pode ser bem mais eficiente.

Modelagem de banco de dados

Criar e modelar um banco de dados é fundamental em qualquer aplicação. Além de salvar todos os registros do sistema, uma modelagem ruim pode trazer problemas de desempenho no futuro, além de prejudicar a lógica da programação.

Esse é um dos pontos sensíveis para o Full Stack. Muitas empresas preferem contratar especialistas para realizar a modelagem, deixando que o pessoal da programação apenas lide com os dados posteriormente.

Programação back-end

O desenvolvimento, na maioria das vezes, inicia-se pelo back-end, utilizando uma das mais variadas tecnologias que existem para esse fim, como PHP, Java, Python, entre outras.

Aquele que programa Full Stack pode conhecer mais de uma dessas linguagens, existindo ainda a possibilidade de entendimento acerca do uso de frameworks que agilizam o trabalho de desenvolvimento.

Programação front-end

O front-end é construído com base nas tecnologias web que são HTML, CSS e Javascript. O Full Stack deve sempre buscar melhorar nesse ponto, uma vez que essa stack é uma das que mais evolui, sempre trazendo novidades.

Programação mobile

Com a inserção de possibilidades de uso de tecnologias como o Javascript para o desenvolvimento de aplicativos mobile, o Full Stack também pode agregar aos seus conhecimentos a criação de apps. O React Native é um dos frameworks mais famosos para isso.

Configuração de servidor

Por fim, temos a configuração de servidor para que a aplicação funcione, sendo que muitas empresas exigem esse conhecimento básico. Lembrando que essa também é uma atividade sensível, pois lida com segurança de dados.

Caso o profissional seja contratado por uma empresa que esteja iniciando o desenvolvimento de uma aplicação, pode ser que ele atue em todas essas funções, dividindo-se conforme a demanda. No entanto, na maioria das vezes, já temos o sistema no ar.

Nesse caso, a responsabilidade do Full Stack pode girar em torno de desenvolver novas funcionalidades ou apenas de garantir a manutenção das funções existentes no sistema. Quanto ele dispensará de tempo entre o back e o front-end dependerá exclusivamente da demanda geral.

Como se tornar um Full Stack?

Os profissionais Full Stack são conhecidos por serem pessoas autodidatas, que buscam obter sozinhas conhecimento na internet. Porém, é possível sim tornar-se um profissional como esse por meio de cursos especializados.

O próprio currículo de formação da Trybe prepara os alunos para lidar com uma stack completa de desenvolvimento web, baseada em Javascript, uma das tecnologias em ascensão no mercado hoje.

Não interessa se você está começando a estudar programação agora, ou se já domina alguma área: você pode tornar-se um Full Stack. Basta buscar pela orientação correta e escolher um bom conjunto de tecnologias.

Quais são as oportunidades e os salários desse profissional?

Muitas empresas já estão deixando de contratar especialistas para focar a busca por profissionais Full Stack. Afinal, é melhor trabalhar com quem enxerga o projeto como um todo e busque o apoio de experts apenas quando necessário.

Além disso, o profissional Full Stack pode conseguir muitas oportunidades de projetos como freelancer, uma vez que ele tem conhecimento para a construção de uma aplicação totalmente do zero e sem ajuda de outros profissionais.

O salário médio, segundo o portal Glassdoor, é de R$ 5 mil, sendo que os mais experientes podem chegar a ganhar até R$ 9 mil mensais.

Tornar-se um Full Stack pode ser uma grande oportunidade para quem está começando no mundo da programação, abrindo várias portas para o seu crescimento profissional.

Curtiu o conteúdo? Qual tal conferir outro artigo aqui do blog e saber como desenvolver aplicativos? Saiba como ser um profissional que desenvolve apps!

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