Em maio de 2017, o mundo passou a conhecer mais a fundo os termos malware e ransomware a partir do mais famoso ciberataque da história: o WannaCry. A ameaça foi responsável por roubar dados de governos, hospitais e companhias, inclusive no Brasil, causando a interrupção de diversos serviços. A intenção desses ataques é manter os dados como “reféns” em troca de dinheiro.

Por conta desse problema do atual mundo digital, a cibersegurança vem sendo muito discutida, contando inclusive com novas legislações para ajudar a controlar a quantidade de dados de pessoas usuárias disponíveis. Essa temática inundou também as telas da televisão, sendo representada em diversos programas, séries e filmes. Uma das representações mais controversas é a famosa série policial CSI: Cyber, que levanta a discussão sobre o que é real e o que não é.

Quer conferir se tudo que aparece na televisão pode de fato acontecer? Então, acompanhe os tópicos que preparamos especialmente para você!

Boa leitura, e vamos lá!

O que é CSI: Cyber?

CSI é uma franquia de séries exibida pelo canal norte-americano de televisão CBS. Seu nome é um acrônimo para Crime Scene Investigation (Investigação da Cena do Crime) e CSI: Cyber é o terceiro e último spin-off da franquia, lançado em Março de 2015 e encerrado em março de 2016. A temática da série gira em torno de um drama policial em que cientistas forenses investigam crimes não usuais

A série é baseada na vida de Mary Aiken, psicóloga especializada em internet. Além do mais, ela é produtora e roteirista da série. 

Resumo do enredo

Na divisão do FBI que é encarregada por ataques cibernéticos, a agente Avery Ryan (Patricia Arquette) comanda a equipe responsável por investigar crimes que ocorrem no ambiente virtual. Avery vive em Quantico, na Virgínia, mas viaja o país todo na caçada de pessoas criminosas que atuam na “deep web”. Um de seus pacientes no passado foi assassinado por conta de um vazamento de dados que estavam em sua posse, o que faz com que Avery busque incessantemente pelo culpado por esse crime. 

Ao seu lado trabalham Elijah Mundo, um agente de campo sênior; Daniel Krummitz, um hacker de chapéu branco; Brody Nelson, ex-hacker criminoso que trabalha na equipe como forma de evitar a prisão; e Raven Ramirez, analista especializada em mídias sociais. 

Qual a relação de CSI: Cyber com a cibersegurança na vida real?

Apesar do imenso sucesso que a franquia CSI fez nas décadas passadas, a sequência CSI: Cyber não é muito aclamada pela veracidade das informações que são apresentadas na série em relação à indústria tecnológica e cibernética. Especialistas criticam alguns pontos em que a série diverge da vida real, dando espaço para estereótipos hollywoodianos. Vamos conferir alguns a seguir:

Velocidade de ação de agentes

Em CSI: Cyber, Avery e sua equipe conseguem localizar o IP de pessoas cibercriminosas de maneira rápida e fácil, sem muito esforço. 

Especialistas, no entanto, alertam que embora sejam necessários poucos segundos para que um sistema seja invadido e hackeado, o processo de reunir e analisar provas de ataques cibernéticos leva muito mais tempo, sendo esse inclusive considerado um dos grandes desafios da área. 

Facilidade para decifrar senhas

Um dos fatos apontados por especialistas que assistiram CSI: Cyber é o fato de que, muitas vezes, a equipe de Avery se baseia em informações soltas e aleatórias para conseguir decifrar senhas de forma simples e rápida. 

Na realidade, conseguir uma senha não é assim tão fácil e leva muito mais tempo para invadir um sistema codificado. Os mecanismos de segurança e criptografia são muito mais sofisticados e complexos do que os apresentados na série. 

O que aprender com CSI: Cyber sobre segurança?

Embora existam várias críticas, nem tudo na série é descartável, já que alguns aspectos foram representados fidedignamente. Confira o que podemos considerar como lições sobre cibersegurança a partir de CSI: Cyber!

Descuidos corporativos 

Um dos aspectos que CSI: Cyber representa de maneira fiel é a postura descuidada que algumas corporações têm em relação à ação de ciberterroristas. Muitas vezes, são esses descuidos que levam a uma brecha de segurança e consequências graves para o negócio. 

Em um dos episódios da série, um dos funcionários responsáveis pela cibersegurança de uma empresa, ao ser questionado por permitir que existisse uma brecha no sistema, responde dizendo que levou adiante a informação para a companhia, que não deu ouvidos a ele. Essas e outras ocorrências também podem acontecer na vida real.

Dispositivos Vulneráveis

Diversos enredos de episódios de CSI: Cyber são baseados em hackers invadindo dispositivos conectados em IoT, ou internet das coisas, como babás eletrônicas e consoles de videogame — e isso, de fato, pode acontecer. 

Como são endpoints, esses dispositivos podem apresentar vulnerabilidades para sistemas e redes que podem ser exploradas. Inclusive, já existem casos de hackers invadindo outros tipos de dispositivos para conseguir acesso a dados e informações. 

Erros comuns

Muitos erros comuns de pessoas usuárias apresentadas em CSI: Cyber são também recorrentes na vida real. Por exemplo, anotar a senha em algum lugar físico para não esquecer, ou revelar dados importantes sobre a vida pessoal que podem ser utilizadas para decifrar senhas e ganhar acesso a contas privadas. 

Como você viu, CSI: Cyber é uma série que diverge opiniões em relação à representação da cibersegurança. Entretanto, até mesmo uma série que não é focada na tecnologia em si, mas na exibição de problemas referentes ao ciberterrorismo, pode ser útil para despertar o interesse e ajudar na busca por mais informações sobre o assunto.

Gostou de conhecer a série? Que tal ler agora sobre Mr. Robot, a série sobre ciberativismo que toda pessoa programadora deveria ver para aprender mais sobre cibersegurança?

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